Estadia decepcionante no Wyndham São Paulo Paulista: falta de sensibilidade com bebê e riscos para idosos

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Rio de Janeiro - RJ

04/06/2026 às 16:42

ID: 250540601

Estadia decepcionante no Wyndham São Paulo Paulista: falta de sensibilidade com bebê e riscos para idosos

Gostaria de relatar a experiência que tive com minha esposa e meu filho de 10 meses durante nossa hospedagem no Wyndham São Paulo Paulista. Faço este relato como um alerta para famílias com bebês, idosos ou pessoas com necessidades especiais.

Chegamos ao hotel por volta de meio-dia, sabendo que o check-in seria apenas após as 14h. Como eu tinha um compromisso às 14h no Anhembi, solicitei apenas que guardassem as malas e, se possível, armazenassem na geladeira uma marmita do meu filho até meu retorno.

Para minha surpresa, fui informado pela recepcionista que o hotel não disponibilizava geladeira para guardar alimentos dos hóspedes.

Como já estava no horário do almoço do bebê e eu estava atrasado para meu compromisso, pedi então a gentileza de aquecer a marmita por apenas 30 segundos em um micro-ondas. Novamente recebi a mesma resposta: o hotel não possuía local para aquecer alimentos.

Questionei como isso seria possível, já que o hotel possui restaurante. Fui informado de que o restaurante era terceirizado. Dirigi-me então ao restaurante localizado no saguão e solicitei ao garçom que aquecesse a comida do meu filho. A resposta foi um simples não. Expliquei que se tratava da alimentação de um bebê de 10 meses, mas ainda assim a negativa permaneceu.

Naquele momento, minha vontade foi cancelar a hospedagem e procurar outro hotel. Viajo frequentemente para São Paulo e nunca havia passado por uma situação semelhante. Porém, como minha reserva não permitia cancelamento, fiquei sem alternativa.

Solicitei falar com o gerente, mas fui informado de que ele não estava presente. Felizmente, a recepcionista percebeu minha indignação e resolveu ajudar por iniciativa própria, oferecendo-se para aquecer a marmita no refeitório dos funcionários. Sou grato pela atitude dela, que demonstrou uma sensibilidade que faltou à estrutura do hotel.

Entretanto, todo esse transtorno consumiu um tempo precioso. Quando consegui alimentar meu filho, já havia perdido o horário planejado. Cheguei ao compromisso apenas às 15h30 e ainda enfrentei dificuldades para encontrar vaga para estacionar.

Ao retornar para realizar o check-in, tive outro problema. Ao entrar no elevador, tropecei devido a uma pequena elevação existente na entrada, sem qualquer tipo de sinalização ou alerta visual. Como eu estava empurrando um carrinho de bebê e carregando bolsas, não percebi o desnível. Fiquei imaginando o risco que isso representa para hóspedes idosos ou com mobilidade reduzida.

Os problemas continuaram durante toda a estadia. Como o hotel não oferecia qualquer apoio para aquecer a alimentação do meu filho, fui obrigado a recorrer diariamente a restaurantes e ao shopping próximo para esquentar as marmitas do bebê.

Para completar, na madrugada de sábado para domingo, por volta da meia-noite, fomos acordados por um alarme de incêndio extremamente alto. Descemos rapidamente pelas escadas junto com diversos hóspedes. Ao chegar ao saguão, fomos informados de que tudo não passava de uma falha do sistema.

Apesar de não ter sido uma emergência real, o estrago já estava feito. Meu filho acordou assustado com o barulho e praticamente não dormiu mais naquela noite, comprometendo o descanso de toda a família.

O que deveria ter sido um final de semana de aprendizado, lazer e momentos em família acabou se transformando em uma experiência extremamente desgastante.

Entendo que talvez não exista obrigação formal de um hotel aquecer alimentos trazidos por hóspedes. Porém, quando estamos falando da alimentação de um bebê, acredito que o mínimo esperado seja bom senso, acolhimento e humanidade. Pequenos gestos fazem toda a diferença na experiência do cliente.

Depois dessa experiência, não pretendo me hospedar novamente nesta rede. Espero que este relato sirva de alerta para outras famílias com bebês, idosos ou pessoas com necessidades especiais e, principalmente, para que o hotel reveja seus procedimentos e sua postura diante de situações que exigem empatia e atenção ao cliente.

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