Raquete Yonex Ezone 100 L2 Blast 2025 Quebrada com 3 Meses de Uso - Laudo Negado sem Análise Detalhada

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Brasília - DF

21/09/2025 às 10:03

ID: 227431113

À Yonex

Sou cliente antigo da marca Yonex e sempre valorizei a qualidade de seus produtos. Entretanto, recentemente adquiri uma raquete Yonex Ezone 100 L2 Blast 2025, na loja TN Tênis (Brasília), que apresentou um problema grave e inesperado: em apenas três meses de uso, durante um jogo normal, a raquete quebrou repentinamente ao rebater uma bola onde tocou o aro, sem qualquer impacto externo, queda ou mau uso.

Fiz um contato inicial por email com a representante aqui no Brasil, e após 15 dias sem resposta, tentei a Yonex nos EUA que me respondeu prontamente dizendo que apenas a Yonex Brasil poderia resolver. Enviei outro email que também não houve resposta. Após telefonar ao contato no site da Yonex, fui informado que a loja deveria fazer o envio da raquete para verificação.

Solicitei então a análise do produto via loja e recebi um laudo emitido pela Yonex em 05 de setembro de 2025. No referido documento, a empresa afirma que não foram identificados defeitos de fabricação e justifica a negativa alegando que os produtos passam por rígido controle de qualidade, submetidos a tensões de até 120 quilos, sendo impossível tal trinco por defeito de fabricação.

Além disso, destaco que, no contato telefônico mencionado acima com um responsável da Yonex, fui informado de que o processo de análise poderia levar até 30 dias, inclusive com a possibilidade de envio da raquete ao Japão para exames mais detalhados. No entanto, com menos de uma semana após o envio, o produto já retornou de São Paulo com um laudo genérico, sem qualquer aprofundamento técnico, o que reforça a impressão de que não houve de fato uma análise criteriosa do caso.

Entretanto, mesmo desconsiderando esse prazo destoante, o laudo mostra-se genérico e insuficiente, uma vez que:

Não aponta tecnicamente a causa efetiva da quebra da raquete. A resposta se limita a uma justificativa baseada em procedimentos internos de controle de qualidade, sem análise específica do dano ocorrido no meu equipamento.

O fato de os produtos passarem por testes de resistência não exclui a possibilidade de falha pontual de fabricação ou defeito estrutural em uma unidade.

A negativa se apoia em hipótese (impossível) sem demonstrar tecnicamente, com imagens, medições ou laudo detalhado, o que efetivamente ocorreu no caso concreto.

Reitero que o rompimento da estrutura de uma raquete nova, de alto valor agregado, em tão pouco tempo de uso, não se justifica dentro da finalidade para a qual foi projetada. Ressalto ainda que, no momento da quebra, eu me encontrava no complexo de quadras do clube Ases (clube do Serpro, Brasília), acompanhada de diversos outros tenistas, que testemunharam o episódio e se impressionaram com a falha apresentada.

Conforme estabelece o Código de Defesa do Consumidor, tenho direito a receber um produto durável, seguro e adequado ao uso regular, o que não ocorreu neste caso. A emissão de um laudo sem fundamentação técnica individualizada configura não apenas fragilidade da análise, como também um prejuízo direto ao consumidor, que permanece desassistido diante de um defeito evidente.

Diante disso, solicito:

Revisão criteriosa do laudo emitido, com análise técnica individualizada da minha raquete;

A devida substituição do produto ou outra solução que respeite meus direitos como consumidor.

Reitero minha confiança na marca Yonex, mas registro que, caso não haja solução adequada, não hesitarei em buscar a defesa dos meus direitos junto ao Procon e demais instâncias competentes, apresentando inclusive testemunhas do ocorrido.

Certo de que a Yonex prezará por sua reputação e pelo respeito aos seus clientes, aguardo retorno.

Atenciosamente,
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