Imóvel com problemas de umidade, falta d'água e demora na resolução pela imobiliária

Não respondida
São Paulo - SP
14/02/2026 às 23:31
ID: 240762413
Aluguei um imóvel por meio da imobiliária em 09/10/2025, porém minha entrada efetiva ocorreu apenas em 15/10/2025. Aproximadamente duas semanas após levar meus móveis para o imóvel, começou a faltar água, o que me obrigou a permanecer na casa de familiares durante quatro dias.
Ao retornar, constatei que diversos itens pessoais estavam mofando em razão da umidade excessiva do local. Registrei fotos dos danos e, infelizmente, alguns objetos precisaram ser descartados devido à deterioração.
Após o retorno do abastecimento, a água permaneceu disponível por apenas uma semana e voltou a faltar novamente, o que me obrigou, mais uma vez, a me ausentar e permanecer na casa de familiares.
Conversando com outros inquilinos do mesmo terreno e também com funcionários da SABESP que estiveram no local, fui informada de que o abastecimento de água só seria normalizado de forma adequada especialmente para que a água subisse corretamente até as caixas mediante a instalação de uma bomba para pressurização do sistema. Até o momento, nenhuma providência nesse sentido foi adotada, o que mantém o problema recorrente.
Além dos problemas com mofo, ao retornar ao imóvel em outra ocasião, encontrei inclusive uma poça de urina de animal dentro da residência, evidenciando as condições inadequadas de habitabilidade.
Formalizei contato com a imobiliária em 16/12/2025, relatando todos os problemas. No entanto, o retorno sempre foi extremamente demorado e sem solução efetiva, sob a alegação recorrente de que dependiam de resposta do proprietário, que não se manifestava.
Observando que outra residência no mesmo terreno encontrava-se desocupada e localizada em um nível mais elevado o que poderia amenizar o problema de umidade , sugeri a possibilidade de transferência para essa unidade, como forma de minimizar os prejuízos e facilitar a resolução. Contudo, fui informada novamente que dependiam de autorização do proprietário, que permaneceu sem resposta.
Agora, em fevereiro de 2026, mais de dois meses após minha primeira reclamação, observei que havia visitas sendo realizadas nas unidades desocupadas. Entrei em contato novamente questionando se o proprietário havia autorizado a entrada de novos inquilinos, uma vez que não respondia às solicitações de quem já reside no local.
Como resposta, fui informada de que a mudança para outra unidade não havia sido autorizada, mas que um prestador de serviço poderia visitar o imóvel para resolver o problema do mofo.
No entanto, é evidente que o problema decorre da estrutura do imóvel, com umidade proveniente das paredes e do piso, o que não pode ser resolvido por medidas superficiais, mas apenas por meio de intervenção estrutural adequada.
Ressalto ainda que adquiri um novo guarda-roupa recentemente, porém não realizei sua montagem por receio de que o móvel também seja danificado pelo mofo, como ocorreu com outros pertences, o que demonstra o nível de insegurança e prejuízo que essa situação vem me causando.
Além disso, questiono como eventual intervenção poderia ocorrer, considerando que já fui obrigada diversas vezes a deixar o imóvel e me instalar temporariamente em outro local. Em caso de obras, para onde eu deveria levar meus móveis e pertences pessoais?
Ressalto que essa situação tem me causado prejuízos materiais, transtornos significativos e a impossibilidade de usufruir adequadamente do imóvel pelo qual estou pagando aluguel, uma vez que o mesmo não apresenta condições adequadas de habitabilidade.