Assédio moral, omissão da faculdade e prejuízos acadêmicos no internato de Medicina.

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Itumbiara - GO

20/02/2026 às 16:08

ID: 241221385

Sou estudante de Medicina da Faculdade Zarns de Itumbiara e venho relatar uma situação extremamente grave que estou vivendo dentro da instituição, envolvendo assédio moral no internato, omissão da faculdade e prejuízos acadêmicos e psicológicos.

Saí da minha cidade natal para cursar Medicina movida por um sonho e com o apoio financeiro dos meus pais, que fazem grandes sacrifícios para manter minha formação. Sempre fui dedicada aos estudos e cheguei ao internato acreditando que seria um período de aprendizado, crescimento e consolidação da minha formação médica. No entanto, a realidade foi completamente diferente.

Durante o estágio supervisionado em unidade de saúde, passei a sofrer constantes episódios de humilhação, gritos, retaliações e constrangimentos públicos por parte da preceptora responsável. As situações não tinham caráter pedagógico, mas sim punitivo e vexatório, acontecendo inclusive na frente de colegas e pacientes. O ambiente se tornou hostil, opressor e emocionalmente insustentável.

Diante disso, procurei a coordenação do internato da faculdade para relatar o que estava acontecendo, acreditando que a instituição iria intervir e garantir um ambiente minimamente saudável de aprendizado. Infelizmente, nada foi resolvido. Pelo contrário: após essas tentativas de diálogo, a situação se agravou. Passei a ser isolada no grupo, hostilizada por colegas e claramente perseguida no ambiente de estágio.

O impacto disso na minha saúde foi devastador. Desenvolvi crises de ansiedade, enxaqueca frequente, insônia, perda de apetite e precisei iniciar acompanhamento médico com uso de medicações psiquiátricas. Minha saúde mental foi profundamente abalada por um ambiente que deveria formar profissionais, não adoecê-los.

Além do sofrimento emocional, também fui prejudicada academicamente. Ao final do ciclo de estágio, fui induzida a assinar um formulário de avaliação em branco e, posteriormente, recebi uma nota extremamente baixa, totalmente incompatível com meu desempenho. Quando questionei a avaliação, fui ameaçada de que minha nota poderia ser reduzida ainda mais. Ou seja, além do assédio, houve abuso no processo avaliativo, sem transparência, sem critérios claros e sem direito real de defesa.

Mesmo após o envio de notificação extrajudicial solicitando providências simples e razoáveis como a revisão da nota e a mudança de grupo de estágio a faculdade permaneceu inerte, ignorando completamente a situação. Houve inclusive uma reunião interna sobre o meu caso, mas a instituição se recusou a me fornecer a ata dessa reunião, negando acesso a informações que dizem respeito diretamente à minha vida acadêmica.

Hoje, me sinto desamparada, injustiçada e profundamente decepcionada. Não busco privilégios, apenas respeito, transparência e um ambiente acadêmico saudável, onde eu possa concluir minha formação sem medo, humilhação ou adoecimento psicológico. É inadmissível que uma faculdade de Medicina permita que estudantes sejam submetidos a assédio moral, perseguição e avaliações abusivas, sem qualquer acolhimento institucional.

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