Reclamação sobre falhas acadêmicas, administrativas e institucionais na Faculdade Zarns Itumbiara/GO

Reclamação não respondida

Não respondida

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Goiânia - GO

18/02/2026 às 14:33

ID: 240983673

Sou ex-aluno do curso de Medicina da Faculdade Zarns Itumbiara/GO, desligado da instituição após Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que atualmente é objeto de discussão judicial. Registro esta reclamação para dar publicidade às falhas acadêmicas, administrativas e institucionais recorrentes vivenciadas durante minha trajetória como aluno, bem como à atuação da coordenação, especialmente do ciclo básico.

Antes de tudo, ressalto que esta reclamação não tem caráter criminal, mas sim educacional, administrativo e institucional, visando transparência, respeito ao aluno e melhoria do serviço prestado.


1. Inércia institucional e ausência de escuta aos alunos

Durante todo o período em que estive na instituição, a sensação predominante entre os alunos era de que nenhuma reclamação era efetivamente ouvida. Protocolos formais, e-mails, reuniões e pedidos de esclarecimento raramente geravam respostas objetivas ou soluções concretas.

Havia uma percepção generalizada de que:
reclamações eram recebidas, mas não respondidas;
reuniões ocorriam apenas de forma protocolar, sem efeitos práticos;
o aluno era constantemente colocado em posição de submissão, sem diálogo.

Essa inércia institucional criou um ambiente de insegurança acadêmica, desgaste emocional e descrédito nos canais internos.


2. Falhas acadêmicas recorrentes no curso de Medicina

Diversas falhas acadêmicas graves foram vivenciadas e documentadas, entre elas:
Disciplinas chegando ao final do semestre com carga horária muito inferior à prevista, como ocorreu, por exemplo, em Diagnóstico por Imagem;
Conteúdos programáticos não ministrados, mesmo já estando em período avaliativo;
Aulas previstas para 2 horas encerradas em menos de 30 minutos, ainda assim contabilizadas como aula dada;
Reposições marcadas em finais de semana, muitas vezes com aviso inferior a 24 horas;
Falta de fiscalização efetiva da coordenação quanto ao cumprimento de carga horária e conteúdo;
Horários acadêmicos mal planejados, sem intervalo adequado para almoço, fazendo com que professores liberassem alunos e esse tempo fosse contabilizado como aula;
Concentração excessiva de aulas de uma mesma disciplina em um único dia, levando à liberação antecipada dos alunos e encerramento artificial da carga horária;
Após o período de provas, disciplinas já constavam como APROVADAS no sistema, mesmo ainda havendo aulas previstas, o que desestimula a frequência e compromete a formação.

Todos esses fatos foram, em diversos momentos, levados à coordenação, sem solução efetiva.


3. Simulado ENAMED com erros graves e avaliação desproporcional

No dia 20/09, a instituição aplicou um simulado ENAMED que:
continha inúmeros erros de digitação e correção;
cobrava conteúdos como neurologia e dermatologia, que deveriam ser abordados ao longo de anos do ciclo básico e clínico, mas não haviam sido ensinados;
foi incluído na nota do semestre, impactando diretamente a vida acadêmica dos alunos.

Mesmo após protocolos, reuniões com coordenação pedagógica e manifestações formais dos alunos, nada foi resolvido. A instituição alterava instrumentos avaliativos de forma unilateral, com avisos de última hora, gerando insegurança e sensação de injustiça.


4. Atuação da coordenação do ciclo básico

A coordenação do ciclo básico, exercida pela Sra. [Editado pelo Reclame Aqui], é frequentemente apontada por alunos como omissa, pouco responsiva e centralizadora.

Relatos recorrentes indicam que:
e-mails e pedidos formais não eram respondidos;
demandas acadêmicas se acumulavam sem solução;
decisões eram tomadas sem diálogo com os alunos;
a postura institucional era extremamente rígida com alunos, mas flexível ou omissa diante de falhas internas.

Há ainda relatos de potencial conflito de interesses, uma vez que a referida coordenadora possui cônjuge aluno do curso de Medicina da mesma instituição, o que, embora não seja ilícito por si só, exigiria mecanismos claros de segregação de funções e transparência, inexistentes do ponto de vista dos alunos.


5. Processo disciplinar e consequência extrema

Toda essa conjuntura de falhas acadêmicas, ausência de diálogo e inércia institucional culminou em um PAD que resultou no meu desligamento, sem que houvesse, ao longo da minha trajetória, qualquer tentativa real de mediação, correção pedagógica ou escuta efetiva.

Independentemente do mérito jurídico (que será discutido em juízo), o que se expõe aqui é um modelo institucional que não acolhe, não dialoga e não corrige apenas exclui.


6. Finalidade da reclamação

Registro esta reclamação:
para alertar futuros alunos;
para dar publicidade às falhas institucionais relatadas;
para que a faculdade se manifeste de forma objetiva e transparente;
e para que melhorias reais sejam implementadas no curso de Medicina.

Todos os fatos aqui narrados possuem comprovação documental, incluindo prints, registros de sistema, protocolos, abaixo-assinados, gravações e comunicações formais.

Não é razoável pagar valores elevados por um curso de Medicina e não ser ouvido, não ter previsibilidade acadêmica e viver sob constante insegurança institucional.

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