Síndica ignora emergência elétrica, impede solução e causa prejuízos ao condomínio

Não respondida
São Paulo - SP
01/07/2026 às 09:03
ID: 252774913
Bom dia,
Uma síndica da empresa deles, durante a ocorrência de um problema elétrico no condomínio no dia 28/06/2026.
Às 12h47 daquele domingo, entrei em contato informando uma grave instabilidade elétrica no meu apartamento. Desde o início deixei claro que o problema não era exclusivo da minha unidade, pois outros moradores também enfrentavam a mesma situação. Mesmo assim, a síndica insistiu diversas vezes que poderia ser um problema interno do meu apartamento, demonstrando resistência em considerar que a falha pudesse estar na infraestrutura do condomínio.
Mesmo após eu encaminhar conversas com outros moradores comprovando que o problema era coletivo, continuou havendo dificuldade em reconhecer que a origem poderia estar na fase ou na coluna do prédio. Tenho toda a conversa registrada, inclusive com os áudios transcritos, e posso encaminhá-los caso necessário. Parte desse material já foi enviada a admistradora.
Durante todo o atendimento também ficou evidente uma falta de interesse em conduzir a situação com a urgência necessária. Em diversos momentos tive a impressão de que havia má vontade justamente por se tratar de um domingo, como se a gravidade da ocorrência fosse menor em razão do dia da semana. Problemas estruturais não escolhem dia para acontecer, e o morador não pode ficar desamparado por isso.
Foi informado que um eletricista compareceria por volta das 16h. Aguardei por aproximadamente três horas e somente após meu questionamento fui informada de que o profissional sequer iria comparecer. Apenas então foi autorizada a contratação de um eletricista particular, com promessa de reembolso.
Ao questionar a falta de proatividade diante da ausência do prestador contratado pelo condomínio, a postura da síndica foi completamente inadequada. Em vez de buscar uma solução ou prestar o suporte esperado, ela me bloqueou e encerrou a conversa, sem sequer informar outro canal de contato, afirmando: "Então não me procure mais hoje."
Essa postura é incompatível com a função exercida, principalmente diante de uma situação de emergência. Eu estava sem energia elétrica, correndo risco de perder alimentos, impossibilitada de me organizar para trabalhar no dia seguinte e sem qualquer previsão concreta de solução.
Ressalto que o problema não foi definitivamente resolvido. A instabilidade elétrica continua ocorrendo e meus eletrodomésticos permanecem expostos ao risco de queima devido às oscilações de energia, situação que continua gerando prejuízos e insegurança.
Solicito que a conduta da síndica seja analisada pelo Conselho Consultivo e Deliberativo, que seja garantido o reembolso das despesas com o eletricista particular, conforme autorizado, bem como eventual ressarcimento por danos materiais. Solicito também que sejam adotadas providências para solucionar definitivamente o problema elétrico e que, em futuras ocorrências, a administração adote uma postura mais profissional, respeitosa e comprometida, independentemente de ocorrerem em finais de semana ou feriados.
Acredito que todo morador merece um atendimento respeitoso e uma atuação diligente da administração, principalmente quando se trata de problemas estruturais que colocam em risco o patrimônio e a segurança das unidades.
Também considero importante destacar que essa não é uma percepção isolada. Ao conversar com outros moradores, tomei conhecimento de diversos relatos semelhantes envolvendo a postura da síndica, especialmente quanto à demora para responder solicitações e à forma grosseira como, por vezes, se comunica com os condôminos. Evidentemente, não posso responder pelas experiências de terceiros, mas o fato de existirem relatos recorrentes demonstra que minha insatisfação não é um caso isolado.
Entendo que a função de síndica envolve lidar diariamente com cobranças, imprevistos e situações de conflito, muitas delas em finais de semana, feriados e fora do horário comercial. No entanto, ao optar por exercer esse cargo, assume-se também a responsabilidade de atender os moradores com respeito, profissionalismo e equilíbrio, independentemente das circunstâncias. A complexidade da função não pode justificar a falta de cordialidade ou a ausência de suporte em situações de emergência.