Minha experiência com a Zion: assinando o contrato e sofrendo um [Editado pelo Reclame Aqui]

Em réplica
Belo Horizonte - MG
22/11/2023 às 17:52
ID: 176474053
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesNo dia 30/10/*******, assinei um contrato de três anos com a Zion para o curso de Design Gráfico/Tv e Cinema/Modelagem 3D, como bolsista. Conheci a escola por meio de uma campanha em rede social, na qual concorria a uma das oficinas gratuitas que estavam sendo oferecidas (cuja duração era de cerca de um mês). Recebi uma ligação da escola dizendo que havia sido selecionada para a oficina e que teria de agendar um dia para ir à escola finalizar minha inscrição. Agendei para o mesmo dia em que me ligaram, à noite. A escola me mostrou todas as suas instalações e, em seguida, me levou a uma sala onde me mostraram vídeos de alunos com empresas parceiras, fazendo visitas à Record, à Globo, entre outras coisas que geravam credibilidade à imagem da escola. Depois da apresentação, o consultor me fez algumas perguntas, como se fosse uma entrevista. Perguntou-me sobre minhas qualidades e defeitos, como eu pensava que as pessoas me viam, entre outras coisas. Durante esse diálogo, o consultor me disse que gostou de mim e que me daria uma oportunidade de entrar como bolsista no curso. Ele me mostrou um áudio falando que houve uma desistência de uma pessoa no programa de bolsas, que tinha um limite de 15 pessoas. Eles falaram que só apresentaram esse programa para pessoas que eles viram potencial. Nesse momento, ele me apresentou o preço do curso e quanto ficaria com a bolsa. A mensalidade do curso é de R$*******, mas havia um desconto de R$50 para quem fazia parte do programa PQZ, ou seja, o valor total das parcelas seria de R$******* por mês durante 36 meses (duração do curso). Expliquei que estava para iniciar uma faculdade de Marketing no ano seguinte (*******) e estava em período de experiência na empresa em que trabalhava, então não poderia me comprometer agora, mas a proposta era interessante para mim. O consultor me mostrou uma plataforma que disse ser da própria Zion, onde as empresas parceiras solicitavam uma prestação de serviços na qual os alunos do programa PQZ realizariam e teriam uma remuneração como pagamento. Esses serviços eram freelancers que realizariam durante as aulas no tempo de prática. Disseram-me que, se o solicitante quisesse alguma alteração, quem faria seria nosso instrutor. Eles falaram até que as pessoas que escolhiam ser ajudantes da turma ganhavam vale-transporte e mais um desconto de 20%, se não me engano, nas mensalidades. Com base nessas condições, aceitei entrar para o programa, pois o consultor me garantiu que eu não precisaria tirar dinheiro do meu bolso. Pelo contrário, desses trabalhos que eu faria por meio do curso, sobraria dinheiro para mim. Eles só me explicaram que teria que tirar o valor do meu bolso se eu parasse de ir às aulas, porque aí não teria como eu ganhar dinheiro. Essa conversa aconteceu com duas pessoas, pois o consultor chamou o diretor num momento da conversa que me confirmou tudo e foi a pessoa para quem entreguei o pagamento. Antes de pagar, ele calculou quanto que eu ganharia com esses trabalhos da plataforma, me mostrando um valor maior que o meu salário atual e reforçando que desse valor eu retiraria os R$******* para as mensalidades que o resto seria meu.
No entanto, assim que comecei as aulas, enfrentei problemas. Na primeira semana de aula, me informaram que a aula já havia começado, mas eu não tinha acesso ao portal (plataforma da Zion) e nem tinha autonomia para mexer no programa no computador. O professor controlava todos os computadores. As aulas tinham duração de 1h30min, sendo 1h de explicação e 30min para fazer a atividade. Aparentemente, a prática consistia em exercícios de recriar peças (design) já existentes, ou seja, até então não haviam mencionado nada a respeito da plataforma de trabalho. Na segunda semana, pedi a plataforma, e a escola me mandou. Durante a aula, falaram de um grupo da sala no WhatsApp, mencionando que iria ser repassada alguma informação lá. Nesse momento, me posicionei e falei que eu não estava no grupo. Colocaram eu e outros novatos. Foi nesse mesmo dia que fiz a reposição da segunda aula. Nisso, conheci outros novatos que me falaram que também eram bolsistas. Quando contei da plataforma e tudo mais, ambos me falaram que não foi mencionado isso para eles, então achei estranho. A partir daí, fiquei encucada, refletindo se fui ou não enganada, e decidi tomar uma atitude, visto que estava passando por uma situação financeira complicada e que o dia de vencimento da parcela estava próximo (8 de dezembro). Então, na segunda-feira, dia 20, resolvi cancelar o curso. Já havia conversado com o instrutor da turma, e ele tentou me convencer. Mas expliquei que estava passando por uma situação intensa na minha empresa. Cheguei até a encontrá-lo quando fui rescindir o contrato. Ele foi o primeiro a me falar da multa, na qual eu nem tinha ouvido falar. Busquei no meu contrato, e lá estava a cláusula. A secretária que fez a leitura do meu contrato foi a mesma que rescindiu ele, e nisso, gravei nossa conversa, na qual ela mencionava que durante a gravação do contrato, ela chegou a mencionar que essa plataforma freelancer não era vinculada à escola e que a remuneração dependeria do solicitante escolher seu trabalho dentre vários. Lembro claramente da leitura, e ela leu apenas as regras da escola, que foi a parte que o diretor não havia lido comigo. Enquanto eu desabafava sobre a situação, ela só respondia que entendia e que ela sempre fala por segurança que essa plataforma não é da escola, pois os vendedores às vezes distorcem as coisas. Por fim, ela me explicou que havia duas maneiras de cancelar: eu trazia outra pessoa para entrar pela bolsa no meu lugar, ou eu pagava a multa de R$*******, sendo 20% do valor total das 36 parcelas de R$******* (valor da bolsa). Nisso, eu falei que eu estava no período de experiência e estava com medo de ser mandada embora e que não teria como eu pagar. Ela conseguiu com a coordenadora dela diminuir a dívida para R$******* e dividir em três vezes. Passei no meu cartão de crédito e tive que assinar um termo no qual eu não poderia entrar na justiça, mas eu não sabia que poderia recorrer à justiça.
Compartilhe
Resposta da empresa
24/11/2023 às 16:44
Rayana, boa tarde!
A Escola ZION tem como objetivo principal prestar um serviço/atendimento de excelência para os nossos alunos e responsáveis, por isso, iremos usar seu feedback para trazer melhorias para os nossos colaboradores.
Em breve nossa equipe da ouvidoria entrará em contato via telefone, para entender melhor o seu caso. Desde já, nos colocamos à disposição nos seguintes canais de comunicação:
WhatsApp: (0*******
Telefone: (0*******
Horário de atendimento:
Segunda à Sexta de 10h às 19h
Sábado de 09h a 13h
Atenciosamente
Equipe Ouvidoria
Réplica do consumidor
26/11/2023 às 18:20
No momento eu quero apenas o estorno do valor da multa, porque de acordo com a lei tenho direito e pretendo resolver judicialmente esse caso.