Consórcio Ademicom: Propaganda enganosa, descontos abusivos e impacto emocional após rescisão

Em réplica
Curitiba - PR
19/01/2026 às 13:58
ID: 238125647
Reclamação Consórcio Ademicom
Eu e minha esposa fomos profundamente enganados pela forma como o consórcio Ademicom foi vendido a nós
Recebemos a vendedora dentro da nossa casa, em um momento de extrema vulnerabilidade emocional e financeira. Antes mesmo de fechar qualquer negócio, fomos totalmente transparentes ao relatar que já havíamos passado por uma situação traumática: compramos um terreno que acabou sendo embargado e, ao rescindir o contrato, a empresa anterior não quis devolver os valores de forma justa. Deixamos claro que não poderíamos passar por isso novamente.
Mesmo ciente de todo esse histórico, a vendedora nos convenceu de que o consórcio seria seguro, justo e sem prejuízos, afirmando que a meia parcela era a melhor opção para nós. Questionei de forma clara e objetiva:
Se haveria prejuízo pagando meia parcela
Se as parcelas aumentariam muito com o tempo
E, principalmente, se em caso de necessidade de rescisão, os valores devolvidos seriam justos
A resposta foi sempre a mesma: "Só benefícios" "Não há prejuízo A devolução é justa, com apenas uma pequena taxa administrativa
Essas afirmações não condizem com a realidade que estamos enfrentando agora.
No momento da rescisão, fomos surpreendidos com descontos excessivos, valores muito abaixo do esperado e totalmente incompatíveis com o que foi prometido no ato da venda. Ou seja, se soubéssemos disso desde o início, jamais teríamos assinado o contrato.
No cancelamento, do valor total pago (24.988,59) (15.691,77 ) ficou com a empresa "taxa administrativa" o restante( 9.296,22 ) ainda será aplicado um desconto de 20%.
Nenhum contato foi feito para entender o motivo da desistência ou tentar uma solução
O cancelamento, claramente, é vantajoso para a administradora
Além disso, ao analisar outras reclamações, fica evidente que a meia parcela impacta o grupo e até as chances de contemplação, algo que não foi informado no momento da venda. Essa informação só aparece depois, quando o consumidor já está preso ao contrato.
O sentimento é de enganados, não apenas financeiramente, mas emocionalmente. Não estamos falando de um investimento de risco ou jogo de azar confiamos que se tratava de uma empresa séria, com ética e transparência. Hoje, colhemos frustração, insegurança e desgaste psicológico.
O impacto dessa situação vai além do dinheiro estou atualmente fazendo uso de medicação para dormir, tendo crises de ansiedade, noites sem descanso e um sentimento constante de injustiça. Isso tudo causado por uma negociação conduzida de forma irresponsável, sem clareza e sem respeito à nossa realidade.
O que eu espero como solução
Não espero respostas automáticas ou padronizadas.
Uma negociação justa dos valores a serem devolvidos
A revisão dos descontos aplicados
O reconhecimento de que houve falha grave na informação prestada pela vendedora
Uma solução que respeite o consumidor, não apenas o contrato frio, mas o princípio da boa-fé
Aguardo um retorno responsável e empático por parte da Ademicom.
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Resposta da empresa
19/01/2026 às 17:36
Olá, boa tarde, Sr. Rivaldo!
Espero que esteja bem.
Agradecemos sua manifestação e a oportunidade de esclarecer os pontos mencionados.
Conforme conversamos, por se tratar de um consórcio, que é uma modalidade de compra coletiva, não é possível beneficiar um consorciado em detrimento dos demais, pois a legislação é aplicada de forma igualitária a todos.
A restituição dos valores ocorre por meio de sorteio ou no encerramento do grupo, conforme estabelece a Lei n 11.795/2008, em consonância com as normativas do Banco Central do Brasil, especialmente a Resolução BCB n 362/2023, que altera a Resolução n 285/2023.
Todos os consorciados, ativos ou excluídos, passam pelo processo de contemplação. Os consorciados ativos têm suas cotas liberadas para utilização do crédito contratado, enquanto os excluídos seguem para a restituição dos valores, conforme previsto no regulamento contratual, nas cláusulas referentes ao Consorciado Excluído (ns 76, 76.1, 77, 79, 79.1, 80 e 80.1).
A devolução corresponde a aproximadamente 80% do valor pago ao fundo comum. Cada parcela é composta por valores destinados ao fundo comum e às taxas, conforme detalhado no contrato. O valor pago a título de taxa de administração não é reembolsável, sendo retido o equivalente a 20% do valor do fundo comum em razão do cancelamento.
Após o cancelamento, a cota passa a participar mensalmente das assembleias. Caso não seja contemplada por sorteio até o encerramento do grupo, a administradora terá o prazo de até 90 dias, contado a partir da última assembleia, para efetuar a devolução dos valores.
No caso de contemplação ou do encerramento do grupo (o que ocorrer primeiro), será enviado um e-mail ao endereço cadastrado solicitando os dados bancários para a conclusão do processo de devolução.
O valor a ser devolvido é corrigido anualmente pelo INCC, até a data da contemplação. O encerramento do grupo do qual o senhor participa está previsto para o ano de 2042.
Ressaltamos, ainda, que essas informações não são omitidas; elas estão claramente descritas em nosso regulamento, disponível em nosso site, garantindo acesso público e não restrito apenas aos nossos clientes.
Reforçamos que o acompanhamento e o suporte relacionados aos valores a receber podem ser realizados por meio de nosso canal de atendimento ao cliente, via ligação telefônica ou WhatsApp, pelo número (41) 3023-2000, ou por e-mail, no endereço [email protected].
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.
Cordialmente,
Larissa França.
Réplica do consumidor
26/01/2026 às 14:12
Propaganda enganosa, falta de transparência e prejuízo financeiro experiência frustrante
Eu e meu marido aderimos a um consórcio após recebermos uma vendedora da empresa em nossa casa. Não entendemos de consórcio e confiamos totalmente no que foi explicado de forma verbal. A contratação aconteceu com base na confiança e nas promessas feitas pela representante.
A vendedora afirmou que a parcela seria fixa até a contemplação, que a opção de meia parcela seria apenas vantagem e que não haveria aumento antes da contemplação. Isso não aconteceu. Em apenas dois anos, tivemos dois aumentos de parcela, sendo o último alto e sem qualquer aviso claro. Esse foi um dos motivos que nos levou a cancelar.
Outro ponto extremamente grave é que nunca foi explicado que a maior parte do valor pago iria primeiro para a taxa administrativa. Só depois de dois anos pagando descobrimos que, dos R$ 24.980,00 pagos, cerca de R$ 16.000,00 ficaram com a administradora. Do restante, ainda há desconto, fazendo com que voltem para nós cerca de R$ 8.000,00. Se soubéssemos disso desde o início, jamais teríamos fechado esse contrato.
Tudo foi tratado verbalmente, por isso não temos nada por escrito. Porém, temos áudio enviado por uma representante da própria empresa, informando que a vendedora admitiu que não explicou essas condições, alegando que não explicou porque o cliente não perguntou. Isso é absurdo. Quem vende tem obrigação de explicar, principalmente para consumidores leigos.
A empresa tenta se defender apenas dizendo que estava no contrato, mas o problema não é só o contrato, e sim a forma como o produto foi vendido, com promessas que não se cumpriram. Para nós, isso é propaganda enganosa.
Essa situação está causando grande abalo emocional e financeiro. Para a empresa, esse valor pode não representar muito, mas para nós é dinheiro suado, fruto de trabalho e economia. O que era um sonho virou frustração, angústia e sentimento de ter sido enganado.
Esperamos uma postura mais humana e responsável da empresa, com uma solução justa para um problema que claramente começou na venda.