Não respondida

Fui enganada com o preço de peças e mão de obra na oficina

AGC COMERCIO DE PNEUS

cidade: Curitiba

O que aconteceu

Prática abusiva, orçamento sob coação e cobrança exorbitante de mão de obra HORUX PNEUS . No sábado, dia 26 de setembro, entrei em contato e agendei um horário para realizar a troca de um par de pneus do meu veículo. Ao chegar ao estabelecimento, o carro foi recepcionado e, em menos de 10 minutos, o mecânico retornou com o primeiro diagnóstico: os pneus estavam em bom estado e não precisariam de troca. No entanto, alegou um problema no redutor de câmbio, cobrando R$ 290,00 pela peça (cujo valor médio de mercado no Google é de R$ 120,00) e R$ 390,00 de mão de obra. Diante da justificativa técnica, autorizei o serviço.Após cerca de 30 minutos, fui surpreendida com uma nova lista de supostos defeitos. O funcionário informou que o valor das peças ficaria em R$ 2.322,00 e a mão de obra em R$ 6.082,00, totalizando um parcelamento de 12 vezes de R$ 690,00. O que me causou estranheza foi o fato de o mecânico anotar os valores das peças e, em um passe de mágica, o montante final fechar em valores redondos, sempre terminados em R$ 90,00. Sendo uma mulher de 64 anos e estando sozinha no local, senti-me vulnerável e pressionada pela situação, acabando por aceitar, pois fui informada de que o conserto demoraria cerca de 3 horas.Fui embora e, mais tarde, recebi uma ligação telefônica de péssima qualidade na qual alegaram que o carro precisava de serviços adicionais de cambagem, caster, entre outros, o que custaria "mais 2 parcelas de R$ 350,00". Como o veículo já estava totalmente desmontado na oficina e eu me sentia sem alternativas ou poder de reação, acabei consentindo. Contudo, ao final, descobri que o valor real cobrado não era de 2 parcelas, mas sim de 12 parcelas de R$ 350,00.Fica evidente que a oficina utiliza uma estratégia de enrolação e desmonte do veículo para deixar o consumidor sem ação, aplicando valores de mão de obra completamente fora da realidade do mercado dignos de um carro de luxo , além de cobrar o dobro do preço pelas peças.Ainda que a empresa alegue que os serviços foram autorizados, o cerco psicológico e a pressão exercida com o carro desmontado configuram prática abusiva evidente, violando frontalmente o Artigo 39, incisos VI e X do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que proíbe a execução de serviços sem orçamento prévio claro e o aumento desproporcional e injustificado de preços. Exijo uma revisão imediata dos valores cobrados e a devolução do excedente abusivo.