Não resolvido

Saí decepcionada do Aquário de SP no Dia das Crianças pela superlotação e falta de organização

Aquário de São Paulo

cidade: Osasco

O que aconteceu

Reclamação Aquário de São Paulo | 12/10/2026 Dia das Crianças

Hoje visitei o Aquário de São Paulo com minha família e, infelizmente, saí extremamente decepcionada com a experiência, principalmente por se tratar de um ambiente voltado ao público infantil, ainda mais em uma data tão especial como o Dia das Crianças.

O local estava extremamente lotado, com uma organização completamente incompatível com a quantidade de visitantes. Logo no primeiro túnel, a situação era absurda: muitas famílias com crianças pequenas, pais com carrinhos de bebê, inclusive eu, tentando circular em um espaço superlotado, sem qualquer controle adequado de fluxo.

Em determinado momento, ouvi uma visitante comentar, em tom de crítica: Nossa, os pais colocando um recém-nascido na frente do aquário para ver os peixes. Na realidade, tratava-se de um bebê de aproximadamente 10 meses.

Esse comentário me chamou a atenção porque demonstra como a falta de organização acaba gerando conflitos entre os próprios visitantes. Bebês também têm o direito de vivenciar essas experiências! A observação de peixes, cores, movimentos e diferentes estímulos visuais contribui para o desenvolvimento sensorial, cognitivo e para a curiosidade das crianças, mesmo antes de conseguirem compreender ou nomear aquilo que estão vendo.

Afinal, se estamos em um ambiente de entretenimento e aprendizagem voltado também às crianças, por que um bebê não poderia estar próximo ao vidro para observar os animais?

Outro ponto que me indignou foi presenciar uma criança com paralisia cerebral em meio àquela situação. Um espaço que recebe famílias precisa estar preparado para acolher crianças com diferentes necessidades, garantindo acessibilidade, segurança, respeito e condições adequadas para que todas possam aproveitar a experiência.

A apresentação da sereia foi, para mim, uma das situações mais revoltantes de toda a visita. A mesma criança com paralisia cerebral que mencionei anteriormente estava inicialmente posicionada na frente, mas, com a movimentação e a falta de organização do público, acabou ficando para trás e não conseguiu assistir adequadamente à apresentação.

Eu também estava na frente, com meu bebê de apenas 1 ano, e acabei sendo deslocada para o fundo, prejudicando completamente a nossa experiência.

É inadmissível que uma criança com deficiência, que deveria ter sua acessibilidade e suas necessidades respeitadas, termine uma apresentação sem conseguir enxergá-la por falta de organização do próprio estabelecimento. Estamos falando de inclusão na prática, não apenas no discurso.

Reconheço que o monitor tentou orientar os adultos a se posicionarem atrás das crianças, mas apenas pedir não é suficiente. Sabemos que nem todos os visitantes têm o mesmo bom senso, e é justamente por isso que o estabelecimento precisa estabelecer regras claras, organizar os espaços e garantir que sejam respeitadas.

E faço questão de destacar: não considero justo responsabilizar exclusivamente os visitantes. Todos pagaram pelo ingresso e têm o direito de aproveitar as atrações. O problema está na falta de planejamento e de gestão do público por parte do próprio Aquário.

O que mais me incomoda é que estamos falando de um espaço que recebe bebês, crianças pequenas, pessoas com deficiência e famílias inteiras. Não basta vender ingressos e permitir a entrada de um número elevado de pessoas sem oferecer uma estrutura e uma operação compatíveis.

Um ambiente infantil deveria priorizar o bem-estar, a segurança, a acessibilidade e, principalmente, a experiência das crianças.

Saí com a sensação de que a quantidade de visitantes foi priorizada em detrimento da qualidade da experiência oferecida.

Espero sinceramente que essa reclamação seja levada em consideração e que o Aquário de São Paulo reveja seus protocolos de capacidade, circulação, acessibilidade e organização das atrações, especialmente em datas de grande movimento.

Não se trata de esperar um ambiente vazio em pleno Dia das Crianças. Trata-se de esperar organização, respeito e condições dignas para que todas as famílias possam aproveitar uma experiência pela qual pagaram.

Gostaria de receber um posicionamento da administração sobre as medidas adotadas para controle de público e acessibilidade, bem como sobre o que será feito para evitar que situações como essas se repitam.