Não respondida

Não consigo recarregar meu cartão escolar e fui mal atendida

Aracaju Card

cidade: Nossa Senhora do Socorro

O que aconteceu

Desde o dia 9 de outubro, estou enfrentando problemas para recarregar meu cartão Mais Aracaju Escolar pelo RecargaPay, que era o canal que eu utilizava por não cobrar taxa adicional. Como alternativa, tentei fazer a recarga pelo atendimento no WhatsApp, com a Val, que cobra uma taxa de R$ 2,25 por recarga, a qual também estava fora. Porém, no dia 14 de outubro, tentei recarregar R$ 20 quando a VAL retornou e a operação apresentou o erro 105. O crédito não entrou no meu cartão, e tenho o comprovante bancário dessa tentativa. Entrei em contato com a SMTT para saber o que poderia ser feito e fui informada de que a responsabilidade de encontrar uma solução seria do SETRANSP. Ao entrar em contato com o SETRANSP, me disseram que o sistema estava fora do ar e que a única alternativa seria comparecer presencialmente ao CEAC, na Rua do Turista, levando dinheiro em espécie. Quando voltei a entrar em contato para tentar resolver a recarga que não entrou, fui orientada a comparecer presencialmente porque, segundo o atendimento, poderia haver um problema técnico no cartão. Hoje, dia 15 de outubro, estou indo até o atendimento da Aracajucard para tentar resolver a situação. Entretanto, tenho uma dificuldade real de horário. Minha aula do dia anterior terminou às 22h, cheguei em casa por volta das 23h30 e preciso estar na universidade às 9h da manhã. Por isso, não sei se conseguirei aguardar todo o tempo necessário para ser atendida antes de precisar seguir para a aula. Mesmo cansada e com pouco tempo de descanso, preciso tentar resolver o problema porque dependo desse cartão para me deslocar. Sou estudante da UFS e também frequento o Conservatório de Música. Minha rotina depende bastante do transporte público. Às terças e quintas, utilizo cinco passagens por dia, pois preciso fazer os trajetos entre o Conservatório, a UFS e o Cultart. Nos demais dias, utilizo três passagens. Por isso, ficar sem acesso à meia-passagem compromete diretamente meu orçamento e minha possibilidade de chegar às aulas. Meu dinheiro é contado para as passagens de cada dia, então pagar a tarifa inteira ou taxas extras não é algo que eu consiga assumir sem prejudicar outras despesas. Além do problema com a recarga, no dia 14 de outubro, ao tentar sair do Terminal do Campus, na UFS, para ir ao Conservatório, não consegui utilizar meu cartão porque estava sem crédito. Eu tinha dinheiro comigo, mas ele estava contado para as passagens dos outros dias. Eu estava tentando encontrar uma maneira de pagar a tarifa estudantil, mas não tinha conseguido resolver a recarga pelos canais disponíveis. Enquanto tentava explicar a situação, uma funcionária me disse: Se você não tem crédito na carteirinha, nem ande de ônibus. Achei a fala humilhante e desnecessária, principalmente porque eu estava tentando resolver um problema que não havia conseguido solucionar pelos canais de recarga. Depois disso, tentei conversar com outro funcionário para entender o que poderia ser feito. Ele repetia que não tinha jeito e que não podia fazer nada. Pedi para falar com um fiscal, mas ele disse que não havia fiscal no local. Quando pedi para falar com algum responsável, também fui informada de que isso não seria possível. Não recebi uma explicação concreta nem fui encaminhada a alguém que pudesse me orientar. Fiquei tentando encontrar uma solução e explicando que estava com dinheiro e com meu cartão escolar, mas ninguém me apresentou uma alternativa. Enquanto isso, seis ônibus passaram, e acabei me atrasando cerca de meia hora para a aula no Conservatório. Depois de insistir novamente, um funcionário permitiu que eu passasse pelo portão lateral. Na volta, por medo de passar novamente pelo mesmo constrangimento e acabar me atrasando, paguei a tarifa inteira, mesmo tendo direito à meia-passagem. Essa situação também tem afetado meu bem-estar e meu rendimento acadêmico. Tenho dificuldades de comunicação e, diante de situações de estresse e constrangimento, sinto uma sensação de fechamento na garganta, como se a glote estivesse se fechando, o que dificulta ainda mais minha comunicação. Como utilizo bastante a voz nas aulas, essa situação me preocupa especialmente. Hoje, durante o trajeto até o CEAC, uma passageira pagou minha passagem. Não passei pelo mesmo constrangimento que enfrentei no terminal no dia anterior, e a sensação de fechamento na garganta foi menos intensa, embora ainda esteja presente. Não considero adequado depender da ajuda de outras pessoas para conseguir chegar às aulas enquanto tento resolver um problema relacionado ao meu cartão estudantil. Já entrei em contato com a SMTT, com o SETRANSP e com as ouvidorias competentes, incluindo a Ouvidoria Geral e a Ouvidoria de Aracaju. Também enviei e-mails relatando a situação, mas até o momento não recebi resposta. Mesmo buscando diferentes canais de atendimento, continuo sem uma solução efetiva e sem saber exatamente qual setor é responsável por resolver o problema. O que mais me preocupa neste momento é a possibilidade de o cartão precisar ser substituído e eu ter que esperar dias para receber outro, ficando sem acesso à meia-passagem durante esse período. Não fui eu que provoquei o problema técnico. Estou tentando resolver a situação e preciso continuar frequentando as aulas. Não considero justo ficar sem conseguir utilizar meu benefício estudantil por causa de uma falha que estou tentando solucionar. Solicito que verifiquem o erro 105 e regularizem ou devolvam o valor da recarga que não entrou no cartão. Também peço que avaliem o problema técnico e, caso seja necessária a substituição, me informem qual solução existe para que eu não fique sem acesso à meia-passagem durante o período de espera, incluindo a possibilidade de um cartão provisório ou outra alternativa. Preciso saber como continuar utilizando o transporte público para estudar sem ter que arcar diariamente com a tarifa inteira. Peço ainda que seja apurado o atendimento recebido no Terminal do Campus, incluindo a falta de orientação, a impossibilidade de falar com um fiscal ou responsável e a forma como fui tratada. Solicito um retorno efetivo, com a indicação do setor responsável e das providências que serão tomadas, pois já procurei diferentes canais e continuo sem resposta. Não estou pedindo gratuidade no transporte. Estou pedindo que resolvam o problema do meu cartão, esclareçam o que aconteceu com a recarga e me orientem sobre como continuar utilizando a meia-passagem, pois dependo dela para estudar. O problema não afeta apenas uma recarga. Ele interfere no meu deslocamento, no meu orçamento, no meu descanso, na minha comunicação e no meu rendimento acadêmico. Não deveria ser necessário passar por constrangimentos, depender da ajuda de desconhecidos ou pagar a tarifa inteira enquanto tento resolver uma falha técnica. Aguardo um retorno concreto e uma solução para o problema, principalmente para que eu não fique sem acesso à meia-passagem durante a eventual substituição do cartão.