O que aconteceu
Fui atraída por uma publicidade veiculada no perfil do Instagram da clínica Arte Estética Clinic (Razão Social: ARTE E ESTETICA LTDA - CNPJ: 49.520.996/0001-55), na unidade da Av. Paulista. A propaganda prometia um resultado imediato e volumoso ("sair com bundão") através de um pacote promocional de Harmonização Glútea contendo bioestimulador, subcisão e 100 ml de ácido hialurônico (com mais 20 ml de bônus) pelo valor de R$ 1.890,00. Fechei o pacote via WhatsApp diretamente com o Dr. Antonio Fernandes.
Me desloquei por 160 km de Piracicaba até São Paulo no dia 19/09/2026. Chegando lá, passei por uma avaliação com a Dra. Juliana, que desmentiu totalmente o que foi garantido pelo Dr. Antonio Fernandes, alegando que aquela quantidade da promoção não daria o resultado esperado. Mesmo ciente de que o procedimento seria ineficaz para o meu objetivo anatômico, a equipe da clínica aceitou realizar a aplicação pelo valor combinado. O resultado do serviço foi totalmente nulo: meu bumbum continuou sem projeção alguma.
Para agravar a situação, avisei previamente ao Dr. Antonio Fernandes que viajaria para a praia logo em seguida. Ele me garantiu textualmente que o procedimento era seguro para a ocasião e que bastaria usar protetor solar. Omitiram deliberadamente o surgimento de hematomas severos. Como consequência, passei minhas férias inteiras com a região glútea tomada por manchas roxas profundas que duraram de 8 a 9 dias, gerando um imenso constrangimento e vergonha que destruíram o propósito estético da viagem.
Por fim, houve uma grave quebra de segurança sanitária: a profissional responsável pela aplicação me impediu de visualizar as seringas. Elas já vieram previamente abastecidas e preparadas de outra sala. Recusaram-se a abrir os lacres na minha presença, violando frontalmente as normas da Vigilância Sanitária (ANVISA) e impedindo que eu checasse a marca, o lote e a validade do produto injetado no meu corpo.
Exijo a restituição imediata e integral do valor de R$ 1.890,00 diante de tantas irregularidades, da quebra do dever de informação e do vício na qualidade do serviço. Caso não haja estorno amigável, formalizarei denúncias na Vigilância Sanitária e nos Conselhos Regionais (CRBM e CROSP).