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Insatisfação com atendimento médico e condições de internação no Assim São Cristóvão

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cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

RECLAMAÇÃO SOBRE ATENDIMENTO MÉDICO E CONDIÇÕES DE INTERNAÇÃO ASSIM SÃO CRISTÓVÃO

Estou fazendo esta reclamação porque estou extremamente decepcionada e indignada com a forma como meu filho vem sendo conduzido durante esta internação.

Meu filho tem 18 anos e faz acompanhamento nefrológico desde os 2 anos de idade. Possuo exames, históricos de internações, biópsia, laudos médicos, receitas e documentos que comprovam todo o histórico da doença e o tratamento que ele realiza até hoje.

No dia 14 de agosto, meu filho passou muito mal, com fortes dores abdominais, e o levei à emergência da Assim Tijuca. Naquele momento, fomos bem atendidos. Foi solicitada uma tomografia e, como o resultado deixou dúvidas em relação ao diagnóstico, e considerando que meu filho possui um histórico nefrológico importante, entenderam que seria necessária uma avaliação mais cuidadosa e uma internação. Como não havia vaga na unidade, ele foi transferido para o Assim São Cristóvão.

Assim que chegamos ao hospital, informei claramente à equipe que meu filho era paciente nefrológico, que fazia tratamento contínuo e que utilizava diversas medicações. Expliquei diversas vezes que determinados medicamentos e condutas precisavam ser avaliados com cuidado, pois poderiam desencadear novamente um problema que até então estava controlado.

Desde o primeiro momento, eu estava com toda a documentação médica dele em mãos. Levei exames, documentos de altas anteriores, biópsia e laudos. Em diversas oportunidades, ofereci esses documentos aos profissionais e pedi que verificassem o histórico, justamente para evitar que informações importantes fossem ignoradas.

No dia 15, foi realizada outra tomografia. Fui informada de que havia uma pequena pneumonia e que seriam realizados exames para investigação.

Mesmo assim, continuei insistindo, incansavelmente, sobre o histórico nefrológico do meu filho. Expliquei que ele já havia passado por períodos muito difíceis anteriormente e que eu estava justamente preocupada com a possibilidade de a internação e determinadas medicações desencadearem novamente o problema que ele tratava.

Falei sobre isso com praticamente todos os médicos que entraram no quarto e com diversas enfermeiras. Pedi, inclusive, que um nefrologista avaliasse meu filho.

Apesar de toda essa insistência, só consegui conversar com um nefrologista aproximadamente 10 dias depois da internação. E, quando finalmente houve essa avaliação, a história apresentada foi completamente diferente daquela que vinha sendo relatada pelos demais médicos.

Ao longo desses dias, fomos atendidos por aproximadamente quatro nefrologistas diferentes e, infelizmente, recebemos informações e explicações diferentes entre si. Isso aumentou ainda mais a minha insegurança e a sensação de que não havia uma comunicação adequada entre as equipes.

O que eu mais pedi desde o início foi: tenham cuidado para não desencadear novamente o problema nefrológico que meu filho já possui.

E, infelizmente, foi justamente isso que aconteceu.

O quadro nefrológico acabou sendo ativado durante a internação e, segundo o que foi posteriormente explicado à família, houve necessidade de rever as medicações e as condutas adotadas. Até que a situação fosse ajustada, meu filho passou por diversos procedimentos e precisou ser furado inúmeras vezes para coleta de exames e intervenções.

Em determinado momento, quando finalmente consegui entender melhor o que estava acontecendo, meu filho já estava sendo encaminhado para o CTI.

É extremamente frustrante para uma mãe estar dentro de um hospital, com todos os exames e documentos necessários em mãos, alertando repetidamente sobre uma doença que o filho trata há aproximadamente 16 anos, e ainda assim sentir que essas informações não foram devidamente consideradas desde o início.

Não estou dizendo que um paciente não possa apresentar complicações ou que todo agravamento possa ser evitado. Sei que doenças podem evoluir e que situações hospitalares podem ser complexas. O que questiono é a falta de comunicação, a demora na avaliação especializada e a aparente falta de integração entre as equipes, principalmente diante de um histórico médico tão conhecido e documentado.

Também preciso registrar minha insatisfação com a estrutura e os serviços oferecidos durante a internação.

A alimentação é extremamente decepcionante. Hoje, por exemplo, a comida chegou muito atrasada e, quando chegou, estava com cheiro de comida estragada, algo que considero inadmissível em um hospital.

Reconheço que existem excelentes profissionais na unidade. Quero destacar especialmente o Dr. Vinícius, a Dra. Liz e o Dr. Calebe, que demonstraram atenção, profissionalismo e fizeram diferença durante esse período, as téc de enfermagem, não tenho do que reclamar, extremamente humanas, fizerem os dias mais leves porém Infelizmente, a boa atuação de alguns profissionais não consegue compensar os problemas que enfrentamos ao longo de toda a internação.

Meu filho está chegando ao 17 dia de internação, e eu me encontro extremamente decepcionada, cansada e angustiada com toda essa situação. Estou contando os dias para que ele possa receber alta e possamos deixar o hospital.

Já estivemos internados em hospitais públicos anteriormente e, sinceramente, considero que o atendimento que estamos recebendo aqui, apesar de ser um hospital particular, está muito abaixo do que já vivenciamos em serviços públicos.

Minha intenção com esta reclamação é registrar formalmente tudo o que aconteceu e solicitar que a instituição reveja seriamente seus processos de comunicação entre as equipes médicas, acompanhamento de pacientes com doenças crônicas, acesso à avaliação especializada e qualidade da alimentação fornecida aos pacientes.

Infelizmente, diante de toda a experiência que estamos vivendo, não recomendo o Assim São Cristóvão para quem busca um atendimento hospitalar de qualidade e integrado.

Espero sinceramente que esta reclamação seja analisada com seriedade e que outras famílias não precisem passar pelo mesmo desgaste, insegurança e sofrimento que estamos enfrentando.