O que aconteceu
Estou registrando novamente esta reclamação porque, apesar das diversas tentativas de solucionar o problema diretamente com a Buser, a situação permanece sem uma solução adequada.
A viagem foi adquirida por mim para minha avó, que é uma pessoa idosa. No aplicativo da Buser, o local de embarque apresentado era a Barra Funda. Entretanto, posteriormente fomos informados de que o embarque correto seria no Terminal Tietê.
Minha avó chegou ao local indicado aproximadamente às 19h, para uma viagem prevista para 20h/20h30, mas o ônibus não apareceu. Durante o ocorrido, busquei atendimento junto à Buser enquanto ainda estava trabalhando. O suporte informou que o ônibus poderia chegar e que tentaria contato com a empresa parceira, porém não obtive uma solução efetiva naquele momento.
Minha avó acabou ficando sozinha em um posto de combustível, até receber auxílio dos funcionários do local. Posteriormente, a empresa parceira realizou o reembolso da passagem, mas a Buser se recusou a ressarcir o deslocamento de Uber utilizado para solucionar a situação, alegando que esse deslocamento não havia sido autorizado previamente.
Desde então, venho tentando resolver a questão pelos canais disponíveis. Inclusive, apresentei a situação no Reclame Aqui justamente porque não consegui obter uma solução satisfatória diretamente com a empresa.
Agora, além de não ter havido uma solução adequada para o problema original, estou encontrando uma nova dificuldade: a Buser está se recusando a prosseguir o atendimento comigo sob a alegação de proteção de dados pela LGPD.
Minha avó é a titular da reserva e está de acordo que eu conduza o atendimento em nome dela. Ela pode fornecer autorização expressa para que eu a represente exclusivamente nessa reclamação e nessa viagem.
A LGPD (Lei n 13.709/2018) não estabelece uma proibição geral para que o titular autorize outra pessoa a auxiliá-lo ou intermediar seu atendimento. O art. 7 prevê, entre outras hipóteses, o consentimento do titular como base legal para o tratamento de dados pessoais, enquanto o art. 8 estabelece requisitos para a manifestação desse consentimento.
Portanto, caso a Buser necessite comprovar que estou autorizado pela titular, solicito que informe qual procedimento ou documento específico deve ser apresentado para formalizar essa autorização, em vez de simplesmente utilizar a LGPD como justificativa para impedir o atendimento.
Ressalto que não estou tentando obter acesso indevido aos dados de terceiros ou me passar pela titular. Estou tentando resolver uma reclamação referente a uma viagem que eu próprio adquiri para minha avó, com a autorização expressa dela para auxiliá-la no atendimento.
Diante de todo o histórico, solicito:
Que a Buser reconheça minha autorização para intermediar o atendimento em nome da titular, mediante a documentação necessária;
Que a empresa analise novamente o ocorrido desde o início, considerando que o local de embarque apresentado no aplicativo gerou a situação enfrentada por uma passageira idosa;
Que seja reavaliada a negativa de ressarcimento do Uber utilizado após o problema com o embarque;
Que a Buser apresente uma solução efetiva e definitiva para o caso, em vez de restringir o atendimento com uma justificativa genérica baseada na LGPD.
Minha intenção continua sendo resolver a situação de forma administrativa e amigável. Já foram realizadas diversas tentativas de contato e resolução, e espero que a Buser finalmente analise o caso de forma completa, considerando todas as circunstâncias envolvidas.