Resolvido

Divergência de valor na nota fiscal, problemas mecânicos ocultos e mau atendimento em agência de veículos.

AUTO CONQUISTA MULTIMARCAS

cidade: São Paulo

O que aconteceu

Comprei um veículo nesta agência por R$ 15.000,00 (valor exato que consta no contrato assinado pela loja e no meu comprovante de pagamento). No entanto, ao emitir o documento de transferência no sistema do Detran, a empresa registrou a venda por apenas R$ 10.000,00.

Tentei contato para questionar o motivo dessa divergência injustificada de R$ 5.000,00, que transfere um risco fiscal indevido para o meu nome perante a Receita Federal, mas fui ignorada.

Para agravar a situação, o carro apresentou problemas que a loja ocultou: porta desalinhada e falha no braço axial esquerdo (item de segurança da suspensão). Ao relatar os defeitos, que possuem cobertura obrigatória por lei, fui tratada com deboche, arrogância e machismo pelo vendedor, que classificou o defeito na suspensão como 'bobeirinha'. O fato de eu ser mulher e ter escolhido um veículo mais acessível não dá à loja o direito de me desrespeitar, invalidar minha segurança ou adulterar informações em documentos públicos.

Exijo duas ações para não formalizar denúncias no Procon e na Secretaria da Fazenda (Sefaz-SP): o custeio imediato do conserto da suspensão e da porta, e a emissão da Nota Fiscal no valor real e integral de R$ 15.000,00 que paguei.

Interações da reclamação

  1. AUTO CONQUISTA MULTIMARCAS respondeu

    03/09/2026 às 11:27

    Prezada Sra. Vanessa,

    Em atenção à reclamação apresentada, a empresa vem prestar os devidos esclarecimentos acerca dos fatos narrados.

    Conforme informado pela senhora, foi realizada a aquisição de um veículo Fiat Uno, ano 1992, cujo valor originalmente estabelecido era de R$ 16.900,00. No momento da negociação, foi concedido desconto de R$ 1.900,00, resultando no valor final de R$ 15.000,00, quantia efetivamente paga pela senhora.

    No que se refere aos apontamentos realizados na vistoria, a empresa foi devidamente comunicada e prestou os esclarecimentos pertinentes, considerando as características do veículo, seu ano de fabricação e o longo período de uso. Os itens mencionados foram tratados como reparos simples e compatíveis com um veículo de aproximadamente 34 anos de uso, especialmente diante do desconto concedido no momento da aquisição.

    Ainda assim, por sua própria iniciativa, a senhora optou por encaminhar o veículo à oficina de sua preferência sem realizar outros orçamentos, bem como realizou os reparos, sem prévia autorização ou anuência da empresa quanto à realização dos serviços, e aos respectivos custos, para posteriormente solicitar o reembolso dos valores despendidos. Dessa forma, não é razoável atribuir automaticamente à empresa a responsabilidade por despesas decorrentes de serviços realizados unilateralmente pela própria adquirente, sem que houvesse prévia concordância quanto à necessidade, execução e valor dos reparos.

    Mesmo diante disso, buscando solucionar a situação de forma amigável e demonstrando sua boa-fé, a empresa se disponibilizou a desfazer a negociação, mediante a devolução integral dos R$ 15.000,00 pagos pela senhora, com a consequente restituição do veículo à loja, proposta que não foi aceita. A empresa permanece, contudo, aberta ao diálogo e à composição amigável.

    Também é necessário esclarecer um equívoco constante da reclamação quanto ao suposto registro da venda pelo valor de R$ 10.000,00. Em que pese a alegação a Nota Fiscal foi regularmente emitida pelo valor efetivamente negociado e pago, qual seja, R$ 15.000,00, razão pela qual não procede a afirmação de que a empresa teria emitido documento fiscal por valor inferior ao efetivamente recebido.

    Ademais, a empresa igualmente repudia a alegação de que a senhora teria sido tratada de forma desrespeitosa ou discriminatória em razão de ser mulher. A empresa não admite qualquer forma de discriminação, sendo que as tratativas realizadas decorreram exclusivamente das condições do veículo, de seu ano de fabricação, tempo de uso e das circunstâncias da negociação, não havendo qualquer relação com o gênero da cliente. Eventual divergência quanto ao estado do veículo ou aos reparos realizados não autoriza, por si só, a imputação de conduta machista ou discriminatória, sobretudo sem qualquer elemento concreto que demonstre tal circunstância.

    Cabe consignar, ainda, que a proprietária da empresa é mulher, circunstância que, por si só, evidencia o compromisso da empresa com um ambiente profissional pautado pelo respeito e pela igualdade. Ressalte-se, igualmente, que todos os seus colaboradores são devidamente orientados e treinados quanto à postura profissional e ao tratamento respeitoso dos clientes, inexistindo histórico de condutas discriminatórias, ofensas ou qualquer tratamento diferenciado em razão do gênero feminino.

    Assim, a empresa reitera sua disposição para solucionar a questão de forma amigável, mantendo a proposta de restituição integral dos R$ 15.000,00 pagos, mediante a devolução do veículo, preservando-se, dessa forma, a boa-fé e o respeito que sempre nortearam a relação entre as partes.

  2. Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor

    Avaliação do consumidor

    Problema foi resolvido?Sim
    Voltaria a fazer negócio?Não
    Nota do atendimento6

    A empresa emitiu a nota fiscal de forma correta e reembolsou o valor gasto no reparo do braço axial.