O que aconteceu
A Cooperativa Auto "Top"foi, sem dúvida, uma das piores experiências que já tive com proteção veicular e digo isso depois de anos pagando regularmente a mensalidade.
No dia 12 de julho, me envolvi em uma colisão e precisei acionar a cooperativa. Desde o primeiro atendimento, tive uma experiência extremamente desagradável. O atendente, na minha percepção, conduzia a conversa de forma tendenciosa, fazendo perguntas e colocando palavras na minha boca que pareciam ter o objetivo de serem utilizadas posteriormente contra mim.
Paguei a franquia justamente para ter o veículo reparado. Na colisão, o radiador trincou. Como precisei deslocar o carro para conseguir pedir socorro, já que não havia sinal de celular no local do acidente, alegaram posteriormente que o problema era preexistente e que, por eu ter movimentado o veículo, não seria responsabilidade da cooperativa.
Depois, solicitaram um vídeo para identificar os danos causados pela colisão. Enviei prontamente. O lado do passageiro realmente foi o mais danificado e foi reparado, mas os danos do lado do motorista também ocorreram na mesma colisão: houve resvalamento, arranhões, a porta empenou e outros danos foram causados.
O problema é que, mesmo tendo pago a franquia, não houve uma análise completa de todos os danos decorrentes do acidente.
O carro ficou com a cooperativa até o dia 11 de setembro e, quando finalmente foi devolvido, a situação foi decepcionante:
A porta do motorista continuou empenada;
O porta-malas não abria;
Um lado do veículo foi pintado e o outro ficou apenas polido;
Faltou a borracha do vidro;
Os retrovisores ficaram com cores diferentes;
Os faróis de milha ficaram sem funcionar;
Trocaram apenas um dos componentes danificados, deixando o outro quebrado;
Um farol foi trocado e ficou diferente do outro;
Houve danos no leque e no pivô que também não foram devidamente solucionados;
E, para completar, devolveram o veículo com a bateria arriada.
E o mais frustrante é que, cada vez que questionei algum desses problemas ao representante que me acompanhava, a resposta era praticamente a mesma: não foi causado pela batida ou não é responsabilidade da cooperativa.
Então fica a minha pergunta: se pagamos mensalmente pela proteção e, quando precisamos utilizá-la, ainda pagamos a franquia, não deveria haver uma avaliação criteriosa de todos os danos efetivamente relacionados ao acidente?
O reparo de parte do veículo ficou bom, mas o serviço como um todo ficou incompleto e me deixou extremamente frustrado.
Foram anos como cliente, pagando em dia, e infelizmente essa experiência foi suficiente para eu repensar completamente a confiança que tinha na empresa.
Hoje, deixo aqui o meu relato para que outros proprietários de veículos pesquisem muito bem antes de contratar uma proteção veicular. Essa foi a minha experiência com a Cooperativa Auto top, e, diante de tudo que aconteceu, eu não a indicaria nem para alguém que fosse um inimigo.
Não se trata apenas de reclamar de um serviço. É sobre pagar durante anos acreditando que, quando precisasse, teria o suporte necessário e descobrir, justamente no momento em que mais precisava, que a realidade foi bem diferente.