O que aconteceu
Rede D'Or / Hospital Barra D'Or
Assunto: Relato de negligência, desassistência e solicitação de providências urgentes
Eu, *****, esposa do paciente *****, venho relatar com profunda indignação os fatos ocorridos durante a internação de meu marido, iniciada em *****. Após 28 dias na UTI, em ***** ele foi transferido para o setor Semi-Intensivo, onde encontramos uma realidade inteiramente distinta daquela prometida por esta instituição.
1. Proporção de pessoal abaixo do mínimo aceitável
No setor Semi-Intensivo, um único técnico de enfermagem responde por 5 leitos simultaneamente. A legislação vigente prevê, no máximo, 3 a 4 pacientes por profissional e mesmo esse limite já é desafiador. Com 5 pacientes por técnico, torna-se humanamente impossível prestar assistência com qualidade: não há tempo suficiente para banho, troca de decúbito, hidratação, monitoramento e atendimento às necessidades de cada um.
Essa sobrecarga não é falha dos profissionais é falha de gestão, que mantém quadro reduzido em benefício próprio, em detrimento da segurança e do conforto do paciente. Diante da ausência de assistência adequada, fui obrigada a contratar profissional de enfermagem particular para acompanhar meu marido, pois não posso deixá-lo sem amparo.
2. Cena de abandono noite de 04 para *****
Na noite de domingo, *****, precisei me ausentar do hospital por motivo inadiável, confiando na assistência que a instituição se compromete a prestar. Ao retornar às 7h da manhã seguinte, encontrei meu marido completamente descoberto, com travesseiros no chão, em estado de total desamparo. Ele não tem autonomia para se cobrir ou se reposicionar não se mexe sozinho.
A explicação que me foi dada é de que ele teria tido um "surto psicótico". Contudo:
Ninguém me comunicou o ocorrido, embora eu resida a 1 minuto do hospital;
Ninguém acionou o médico assistente contratado por nós;
Ninguém solicitou avaliação psiquiátrica sendo que a própria enteada do paciente é médica psiquiatra e o genro é neurologista, ambos disponíveis;
Não houve nenhuma medida de acolhimento, comunicação ou socorro;
Ao invés de assumir a omissão, tentaram transferir a responsabilidade para o próprio paciente, que já se encontra fragilizado e vulnerável.
Quando cheguei, ele estava confuso, agitado e assustado reação previsível de quem pede socorro e não recebe resposta.
3. Conclusão e solicitação
O que vivenciamos não corresponde ao padrão que se espera de um hospital deste porte. O paciente paga via plano de saúde e por contratação direta por atendimento digno, seguro e humano. O que encontramos é desorganização, desassistência e omissão.
Diante do exposto, solicito:
1. Apuração imediata dos fatos narrados;
2. Explicação formal sobre a proporção de profissionais no setor Semi-Intensivo;
3. Medidas concretas para que meu marido receba a assistência devida, sem depender de contratação particular;
4. Resposta a esta manifestação no prazo legal.
Reitero que este relato será encaminhado também ao Consumidor.gov.br, ao Reclame Aqui e aos órgãos de fiscalização competentes, caso não haja retorno satisfatório.
Atenciosamente,
*****
Esposa do paciente *****
*****
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4Interações da reclamação
Barra DOr respondeu
08/10/2026 às 16:58
Prezada Sr.(a) Maria, boa tarde!
Informamos que foi realizado contato telefônico no dia 08/10, momento em que foram prestados os esclarecimentos necessários acerca da reclamação.
Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos que se façam necessários e agradecemos a compreensão.
Cordialmente,
Ouvidoria Rede DOr