Reclamação sobre atendimento hospitalar, cirurgia de seios da face e cobranças indevidas.

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
02/06/2026 às 23:10
ID: 250402741
Prezados,
Venho registrar uma reclamação formal referente ao atendimento que recebi durante minha internação e ao acompanhamento pós-operatório.
Fui internada por 8 dias devido a um quadro de sinusite extensa e persistente, após aproximadamente três meses de tratamento sem sucesso. Antes da internação, já havia realizado cultura das vias aéreas que identificou bactéria, tendo sido submetida a 35 dias de levofloxacino, 21 dias de ciprofloxacino, uso de Predsin e aplicação de Diprospan, sem resolução do quadro. Na emergência do hospital foi realizada tomografia que evidenciou sinusite extensa envolvendo múltiplos seios da face.
Minha internação foi solicitada por minha médica assistente, especialista em Otorrinolaringologia, Alergia e Imunologia. No momento da admissão, ela entrou em contato com o *****, chefe da equipe de Otorrinolaringologia, solicitando que fosse realizada uma coleta profunda para investigação de bactérias e fungos, considerando a longa duração do tratamento prévio sem melhora clínica.
Durante a internação, fui avaliada pelo *****, que realizou endoscopia nasal e informou acreditar que o problema estaria relacionado a uma deficiência imunológica, com indicação de tratamento por imunobiológico, desconsiderando naquele momento a investigação solicitada por minha médica.
Permaneci internada por sete dias recebendo Tazocin intravenoso. Apesar do tratamento, as dores de cabeça persistiam e frequentemente pioravam durante a administração do antibiótico. Relatei diversas vezes esse sintoma à equipe médica, que passou a associar Tramal aos horários da medicação para amenizar o desconforto. Ainda assim, as dores permaneciam intensas e não apresentavam resolução.
Diante da ausência de melhora significativa e da previsão de alta para o dia seguinte, o *****, médico da rotina, solicitou nova avaliação do *****. Somente nesse momento fui reavaliada pelo especialista, que informou existirem duas hipóteses diagnósticas: uma relacionada à deficiência imunológica e outra relacionada à possível presença de bactérias ou fungos que ainda não haviam sido adequadamente investigados. Como já estava há meses em tratamento sem sucesso, manifestei minha preferência pela realização da investigação complementar para obtenção de um diagnóstico mais preciso.
Minha alta foi então adiada por um dia para realização do procedimento. Na véspera da cirurgia, fui avaliada pelo anestesista, que informou que o procedimento seria realizado sob anestesia geral. Questionei se haveria algum custo adicional e fui informada de que o procedimento seria coberto pelo plano de saúde. Também solicitei, tanto ao cirurgião quanto ao anestesista, medicação prévia para reduzir minha ansiedade antes da cirurgia, sendo orientada a solicitar isso no dia do procedimento.
No dia da cirurgia, ao reiterar esse pedido à equipe de enfermagem, fui informada de que não seria mais possível administrá-la porque a anestesista já me aguardava no centro cirúrgico.
Após o procedimento, fui surpreendida ao descobrir que não havia sido realizada apenas a coleta profunda previamente discutida, mas também uma cirurgia extensa dos seios da face. Em nenhum momento antes do procedimento recebi esclarecimentos suficientes sobre a extensão da cirurgia que seria realizada.
Ainda no pós-operatório imediato, uma instrumentadora compareceu ao quarto para cobrar de meu marido o valor referente à instrumentação cirúrgica. Esse custo não havia sido informado previamente, impedindo qualquer planejamento financeiro ou consentimento consciente sobre a despesa.
Outro ponto que considero extremamente grave foi a ausência de visita pós-operatória do cirurgião responsável. Após a cirurgia, permaneci aguardando orientações médicas sobre os cuidados, recuperação e condutas necessárias, porém o ***** não compareceu ao quarto. Diante da falta de informações, precisei obter seu contato por intermédio da instrumentadora para solicitar orientações básicas por mensagem.
Atualmente, uma semana após a cirurgia, continuo apresentando importante obstrução de uma das narinas, com dificuldade respiratória e dificuldade para realizar as lavagens nasais. Procurei minha médica assistente, que realizou endoscopia nasal e identificou a presença de uma crosta ou material obstrutivo, orientando-me a procurar imediatamente o cirurgião responsável.
Ao entrar em contato com o *****, fui direcionada à sua secretária, que informou a necessidade de pagamento de R$ 880,00 por uma consulta de revisão pós-operatória. Entendo que a avaliação de complicações ou intercorrências relacionadas a uma cirurgia realizada há apenas uma semana deveria fazer parte do acompanhamento pós-operatório adequado. Após informar que não possuía condições financeiras para arcar com esse valor, fui direcionada para outro médico da equipe, sendo obrigada a me deslocar para outra unidade no Méier para obter atendimento.
Diante dos fatos relatados, registro minha insatisfação com:
- A demora na investigação solicitada pela médica assistente;
- A ausência de esclarecimentos adequados sobre o procedimento efetivamente realizado;
- A cobrança de custos não informados previamente;
- A ausência de orientações pós-operatórias presenciais pelo cirurgião responsável;
- A tentativa de cobrança de consulta para avaliação de intercorrência ocorrida apenas uma semana após a cirurgia;
- A falta de continuidade adequada do acompanhamento pós-operatório.
Solicito que os fatos sejam analisados pela instituição e que sejam prestados os devidos esclarecimentos acerca das situações relatadas.