O que aconteceu
No dia 05 de janeiro de 2026, meu veículo começou a apresentar falhas de funcionamento. Antes de procurar a loja, levei o automóvel ao meu mecânico de confiança, que realizou um diagnóstico eletrônico. O aparelho identificou falha no sensor de comando de válvulas.
Com esse diagnóstico, procurei a loja para que o problema fosse solucionado. Entretanto, mesmo após diversas tentativas de reparo, o defeito nunca foi definitivamente corrigido.
Entre os meses de janeiro e março de 2026, o veículo permaneceu em constantes retornos à oficina. Durante esse período, em nenhum momento fui informado ou consultado de que seria instalado um motor ano 2015 em meu veículo ano/modelo 2016. Essa decisão foi tomada pela própria loja, sem minha autorização ou ciência prévia.
Somente quando fui buscar o veículo, após a conclusão do serviço, fui informado de que havia sido instalado um motor ano 2015, conforme consta na nota fiscal. Foi nesse momento que descobri que meu veículo 2016 havia recebido um motor de outro ano.
Assim que tomei conhecimento dessa informação, manifestei minha preocupação quanto à compatibilidade entre o motor instalado e o veículo, alertando que essa diferença poderia gerar problemas. Apesar disso, fui informado de que o serviço estava correto e recebi o veículo.
Após a substituição do motor, o veículo passou a apresentar diversos defeitos, entre eles:
Luz da injeção eletrônica constantemente acesa;
Falhas de funcionamento, principalmente quando abastecido com etanol;
Consumo excessivo de água do sistema de arrefecimento;
Consumo excessivo de óleo do motor;
Diversos retornos à oficina, sem solução definitiva.
Durante todo esse período, o veículo permaneceu aproximadamente 21 dias parado, causando inúmeros transtornos à minha família, que ficou sem seu único meio de transporte, obrigando-nos a utilizar Uber e transporte público, gerando despesas que não estavam previstas.
Diante da continuidade dos problemas, levei novamente o veículo ao meu mecânico de confiança para uma avaliação independente. Após uma inspeção detalhada, foram constatadas diversas irregularidades na montagem do motor, entre elas:
Adaptações e "gambiarras" na instalação;
Utilização de cola quente nos rabichos (conectores) das bobinas de ignição, em substituição ao reparo adequado;
Utilização de cola vedante na parte superior do motor em local onde deveria existir junta de vedação;
Vela do segundo cilindro presa;
Indícios de montagem inadequada;
Persistência do consumo de água e óleo do motor.
Além disso, verifiquei que o motor instalado pertence ao modelo 2015, que possui diferenças em relação ao sistema utilizado no meu veículo 2016, inclusive no sistema de partida a frio, fato que sempre questionei desde que descobri a substituição do motor.
Ao retornar à loja para informar que o veículo continuava apresentando graves defeitos, fui atendido de forma ríspida pelo proprietário. Na ocasião, ele afirmou que o veículo não possuía mais garantia e disse que eu não deveria mais procurar a loja, orientando que resolvesse diretamente com o mecânico Lucas, responsável pela instalação do motor.
Entretanto, eu jamais contratei o mecânico Lucas. Toda a negociação foi realizada diretamente com a loja. Foi a loja que recebeu meu veículo, autorizou o serviço, providenciou a substituição do motor, entregou o automóvel e recebeu os valores correspondentes. Minha relação de consumo sempre foi exclusivamente com a loja, motivo pelo qual entendo que ela é responsável pelos serviços prestados e pelos prejuízos sofridos.
Diante de todo o ocorrido, busco o amparo da reclame aqui para que sejam adotadas as medidas cabíveis.
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