O que aconteceu
Sou servidora pública estadual e, em julho de 2026, mudei de órgão, sem rompimento do vínculo funcional, mas com alteração da matrícula. Como possuo dois empréstimos consignados junto ao Bradesco, entrei em contato com o banco para solicitar a atualização dos meus dados funcionais.
No dia 27/08/2026, recebi um e-mail do Bradesco informando que, devido às regras de consignação do meu órgão atual, minha margem disponível para desconto em folha seria insuficiente para cobrir integralmente as parcelas. Por esse motivo, parte dos valores passaria a ser descontada em folha e o restante debitado diretamente da minha conta-corrente.
A comunicação me levou a entender que a alteração da matrícula havia sido processada e que a mudança na forma de pagamento decorria exclusivamente de uma suposta insuficiência de margem consignável.
Desde setembro de 2026, passaram a ser debitados diretamente da minha conta os seguintes valores:
- Contrato n 533402748: R$ 112,17 parcela 016/120.
- Contrato n 563260616: R$ 123,35 parcela 005/120.
Achei a situação estranha, pois meu cargo atual possui remuneração superior à do cargo anterior. Entretanto, como acreditava que o banco já havia regularizado minha matrícula, não questionei naquele momento.
O problema se tornou ainda mais evidente em 22/10/2026, quando entrei em contato pelo chat para solicitar o refinanciamento dos empréstimos, com o objetivo de aproveitar a redução das taxas de juros.
Fui informada pelo atendente de que existia uma divergência entre minhas matrículas funcionais e que os contratos estavam vinculados à matrícula que apresentava margem negativa. Segundo ele, enquanto a situação não fosse regularizada junto ao convênio, não seria possível realizar nenhuma nova operação de crédito.
Encaminhei, inclusive, o espelho do sistema da SEPLAG, que demonstra meus dados funcionais e a existência de margem positiva. Mesmo assim, o atendente informou que abriria um chamado para o setor responsável, sem fornecer prazo para solução e alegando que aquele atendimento não gerava número de protocolo.
Hoje, 29/10/2026, sete dias após o contato, continuo sem qualquer retorno ou solução. Estou há mais de duas horas tentando obter informações pelo chat, já tendo sido atendida por mais de cinco pessoas, sem que ninguém consiga esclarecer o andamento da solicitação ou apresentar uma previsão concreta.
A situação é ainda mais problemática porque o aplicativo do Bradesco não permite que eu faça capturas de tela das conversas e o banco não forneceu número de protocolo do atendimento nem do chamado aberto. Assim, além de não resolver meu problema, a instituição não me disponibiliza um meio simples de documentar as conversas e acompanhar formalmente a demanda. Fico completamente dependente de informações verbais, sem um registro que me permita identificar o chamado e cobrar providências de forma objetiva.
Considero inaceitável que uma falha na atualização cadastral ou na vinculação dos meus contratos, aparentemente relacionada aos procedimentos internos do próprio banco, continue prejudicando minha vida financeira. Comuniquei previamente a alteração funcional, apresentei documentação comprobatória e busquei solução pelos canais oficiais, mas continuo sem respostas.
Enquanto o Bradesco não resolve a divergência, fico impedida de solicitar o refinanciamento nas condições de juros disponíveis no momento, sujeita à oscilação das taxas e sem saber quando poderei realizar a operação. Além disso, continuo tendo valores debitados diretamente da minha conta, embora meus contratos sejam empréstimos consignados.
Diante disso, solicito:
1. A imediata regularização da minha matrícula funcional junto ao convênio, com a correta atualização dos meus dados no sistema do Bradesco.
2. A revisão e regularização da margem consignável vinculada aos meus contratos, considerando a documentação apresentada e a margem positiva informada no sistema da SEPLAG.
3. A normalização da forma de pagamento dos dois empréstimos, para que as parcelas voltem a ser descontadas integralmente em folha, conforme a margem efetivamente disponível e as regras aplicáveis.
4. A apuração dos motivos pelos quais a atualização não foi concluída, apesar da comunicação anterior e do e-mail enviado pelo próprio banco em agosto.
5. A identificação formal do chamado aberto em 22/10/2026, com o respectivo número, a data de abertura, o setor responsável e o prazo para conclusão.
6. O fornecimento de protocolo para esta reclamação e de uma resposta formal, clara e conclusiva, sem respostas genéricas ou prazos indeterminados.
7. O esclarecimento sobre a possibilidade de realizar o refinanciamento após a regularização, considerando que a demora na solução está me impedindo de aproveitar as condições de juros disponíveis no mercado.
Não busco nenhum benefício indevido, mas apenas a regularização de uma situação que comuniquei previamente e que não deveria permanecer sem solução por tempo indeterminado.
Espero que o Bradesco trate o caso com a urgência necessária, apresente uma solução concreta e assuma a responsabilidade pela resolução da divergência, em vez de manter a cliente em uma sequência interminável de atendimentos sem protocolo, sem prazo e sem retorno.