O que aconteceu
RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA EXTREMAMENTE DECEPCIONANTE BÚZIOS BEACH RESORT
Fiz uma reserva no Búzios Beach Resort para passar o final de semana com minha filha, buscando justamente alguns dias de descanso, lazer e tranquilidade. Optei pela pensão completa, acreditando que encontraria uma estrutura compatível com a proposta de um resort localizado em um destino tão renomado como Búzios.
Infelizmente, a experiência foi uma das maiores decepções que já tive em uma hospedagem.
Assim que cheguei, no almoço, já percebi uma grande desorganização no restaurante. Em determinado momento havia pratos, mas não havia garfos; quando retornei, havia garfos, mas faltavam facas. O refrigerante, que é servido à vontade, ficou aproximadamente 20 minutos sem reposição porque o cilindro da máquina precisou ser trocado, causando fila e deixando diversos hóspedes sem conseguir se servir.
Na estação de massas, tive outra situação que me chamou bastante atenção. Perguntei à funcionária responsável onde estava o parmesão. A resposta foi que o hotel estava sem fornecedor e, consequentemente, sem qualquer tipo de queijo, incluindo parmesão e provolone.
Sinceramente, fiquei surpresa. Estamos falando de um resort em Búzios, e não de uma hospedagem simples. Não estou dizendo que esperava uma gastronomia sofisticada ou algo fora da realidade, mas esperava, no mínimo, uma estrutura gastronômica compatível com a proposta do empreendimento.
A alimentação, inclusive, foi outro ponto extremamente decepcionante. As opções eram muito limitadas. No almoço, por exemplo, havia basicamente duas opções de proteína, carne ou frango. Não havia uma variedade maior de pratos, frutos do mar ou sequer opções que justificassem a experiência gastronômica esperada de um resort em Búzios. A carne que consumi estava extremamente dura. À noite, a experiência não foi diferente: poucas opções e uma comida que, para mim, deixou muito a desejar.
Mesmo assim, pensei: Tudo bem. O restaurante não me agradou, mas vou aproveitar a estrutura do resort e o quarto. Não vou deixar isso estragar minha viagem.
Foi aí que a situação ficou ainda pior.
O quarto era extremamente simples. A televisão não era Smart TV e não permitia sequer acessar aplicativos básicos como Netflix. O controle do ar-condicionado apresentava problemas e, quando precisei entrar em contato com a recepção, descobri que o telefone do quarto também não funcionava.
Mas o pior aconteceu depois da piscina.
Minha filha tomou banho de piscina e, ao retornarmos ao quarto, ela ensaboou o cabelo. Quando fomos ligar o chuveiro para tomar banho, não havia água.
Como o telefone do quarto estava quebrado, precisei ir pessoalmente até a recepção. Chegando lá, fui informada de que todo o hotel estava sem água, que a manutenção já estava trabalhando no problema, mas que não havia previsão para normalização.
Nesse momento, fiz uma pergunta extremamente simples:
E qual é a solução? Vou ficar com uma criança com a cabeça cheia de shampoo, ardendo os olhos, sem conseguir sequer tomar banho?
A resposta foi, basicamente, que eu deveria aguardar.
Foi isso que mais me frustrou.
Problemas acontecem. Uma falha de abastecimento de água pode acontecer. Uma máquina pode quebrar. Um fornecedor pode atrasar. O que diferencia um bom empreendimento é justamente a forma como ele resolve o problema quando ele acontece.
Eu não esperava que a equipe tivesse controle sobre uma eventual falta de água. Eu esperava que tivesse uma solução para o hóspede.
Se não havia água nos quartos, por que não disponibilizar água mineral para uma situação emergencial? Por que não oferecer uma alternativa para banho? Por que não apresentar alguma solução para uma criança que estava com shampoo nos olhos?
Cheguei ao ponto de conversar com um funcionário que estava limpando a piscina e dizer que iria colocar minha filha na piscina apenas para conseguir retirar o shampoo do cabelo dela e aliviar o desconforto. Ele me explicou que não poderia fazer isso e acabou me levando novamente até a recepção.
Pedi para falar com um gerente.
Nenhum gerente apareceu.
O recepcionista entrou para dentro, aparentemente para buscar alguma orientação, e simplesmente não voltou com nenhuma solução.
Ou seja: além de todos os problemas que já haviam acontecido, quando surgiu uma situação realmente delicada envolvendo uma criança, não houve qualquer iniciativa de um responsável ou gerente para tentar resolver o problema.
Tive que simplesmente sair dali e dar meu próprio jeito de resolver a situação da minha filha.
Naquele momento, o que era para ser um final de semana de descanso já havia se transformado em um dia inteiro de frustração.
No dia seguinte, o café da manhã também seguiu o mesmo padrão: opções muito simples e uma estrutura que, na minha percepção, não condiz com a proposta de um resort daquele porte.
Durante a hospedagem, inclusive, fui convidada a participar de uma apresentação sobre venda de cotas. A apresentação foi interessante e as consultoras que me atenderam foram extremamente simpáticas e educadas. Não tenho absolutamente nada a reclamar delas.
Inclusive, fui muito transparente durante a conversa e fiz justamente o questionamento que já estava na minha cabeça:
Como um empreendimento daquele tamanho, localizado em Búzios, em um destino tão valorizado, pode oferecer uma experiência tão abaixo do esperado?
A explicação apresentada pelas consultoras não mudou minha percepção.
E faço questão de deixar claro: não foi uma questão de preço.
Não deixei de adquirir uma cota ou um pacote de férias porque achei caro. Não foi isso.
Depois da experiência que tive como hóspede, eu simplesmente não me senti confortável em adquirir qualquer tipo de cota ou pacote de férias para retornar a um lugar onde eu não tive uma experiência minimamente satisfatória.
Minha experiência foi tão ruim e tão frustrante que decidi não completar sequer a minha diária.
Fui embora à noite, antes do previsto, porque já não fazia sentido permanecer em um lugar onde eu deveria estar descansando e estava apenas acumulando frustração.
E o que mais me incomodou em toda essa situação foi justamente a ausência de alguém responsável para ouvir o hóspede, entender o que estava acontecendo e tentar solucionar.
Não estou reclamando porque esperava luxo ou perfeição.
Estou reclamando porque considero que existem serviços básicos que precisam funcionar e, quando algo dá errado, precisa existir uma equipe preparada para resolver.
Falta de talheres, demora na reposição de bebidas, falta de produtos básicos, alimentação extremamente limitada, quarto com estrutura muito simples, telefone sem funcionar e, principalmente, um hotel inteiro sem água sem apresentar qualquer alternativa ao hóspede são situações que, somadas, tornam a experiência completamente incompatível com aquilo que eu esperava de um resort.
Saí do Búzios Beach Resort extremamente frustrada.
Não pretendo retornar e, infelizmente, também não posso recomendar a experiência para outras pessoas.
Espero que esse relato seja recebido não apenas como uma reclamação, mas como um feedback real de uma hóspede que chegou ao empreendimento disposta a aproveitar, consumir e conhecer a estrutura, mas que acabou indo embora antes do previsto justamente pela experiência que teve.
Uma marca desse porte deveria entender que o hóspede não espera apenas uma cama e uma alimentação incluída.
Ele espera organização, estrutura, atendimento e, principalmente, solução quando alguma coisa dá errado.
E foi exatamente isso que senti que faltou durante a minha estadia.
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