O que aconteceu
No dia 29/05/26, iniciei negociação para aquisição de um imóvel em Imperatriz/MA. A contratação que me foi apresentada era de financiamento imobiliário, e no dia 05/06/26 assinei contrato referente a um financiamento de R$ 300.000,00, com pagamento imediato de uma entrada de R$ 15.153,23 e parcelas de R$ 1.012,60.
Durante a negociação, fui atendida pelos representantes da empresa CONFICRED, Rodrigo Reis e Letícia Pinheiro. É importante mencionar que a assinatura dos contratos ocorreu na sala da empresa, onde fui o tempo todo acompanhada e orientada pela gerente Letícia, que em nenhum momento me entregou os contratos para leitura. Após a contratação e o pagamento, fui orientada pelos representantes da CONFICRED sobre uma suposta ligação que receberia do Banco do Brasil para confirmar a aprovação do crédito.
A ligação, porém, partiu da CAPCOR, e não do banco, conforme havia sido informado, fato que descobri somente posteriormente. Segui todas as orientações que recebi durante a ligação a fim de facilitar a aprovação, conforme instruído pela gerente e pelo vendedor.
Posteriormente, nenhuma providência ocorreu em relação à aquisição do imóvel, que, segundo a gerente e o vendedor, deveria ocorrer no prazo máximo de 30 dias. No dia 08/06/2026, recebi comunicação da CAPCOR informando sobre um contrato de consórcio de R$ 100.000,00, mas só vi o e-mail dias depois, ocasião na qual tomei conhecimento de que havia sido realizado um consórcio em meu nome sem meu consentimento, modalidade completamente diferente do financiamento imobiliário que eu havia solicitado. Diante disso, entrei em contato com a CAPCOR para buscar uma solução.
No dia 18/07/26, às 18h51, recebi uma ligação da empresa, onde me deram três opções: cancelar o contrato sem devolução do valor pago, aumentar o consórcio para R$ 300.000,00 ou vender a cota para outro cliente, com a promessa de posterior ressarcimento do valor pago.
No dia 29/07/26, entrei novamente em contato com a CAPCOR e solicitei uma garantia formal de que, caso eu aceitasse a venda da cota para outro cliente, receberia de volta os R$ 15.153,23 que havia pago. A funcionária informou que a devolução seria de responsabilidade da CONFICRED e que a CAPCOR não emitia documento garantindo o ressarcimento. Informou ainda que verificaria a situação com o jurídico e entraria em contato comigo.
No dia 31/07/26, a própria CAPCOR voltou a entrar em contato comigo e informou que a CONFICRED estava elaborando um documento referente à venda da cota e que, após a venda da cota, a CAPCOR seria responsável pelo ressarcimento do valor, repassando-o para minha conta. Também foi informado que eu teria acesso ao documento até o final da primeira semana de agosto e que ele seria assinado pelas partes.
No dia 03/08/26, a CAPCOR solicitou por e-mail o envio de todas as provas para realização de uma auditoria interna, informando que eu receberia um retorno no prazo de 5 dias. Enviei todo o material solicitado no dia 04/08/26.
Até o presente momento, porém, o prazo de 5 dias informado pela própria CAPCOR já transcorreu e não recebi o retorno prometido. Também não recebi o documento referente à venda da cota nem o ressarcimento do valor pago. Além disso, não estou obtendo resposta às minhas tentativas de contato por e-mail e WhatsApp.
O valor total pago foi de R$ 15.153,23. Considerando o valor de R$ 261,50 referente à primeira parcela do consórcio, objeto de acordo separado com a SERVOPA, permanece pendente a quantia de R$ 14.891,73, que é o valor cuja devolução estou solicitando nesta reclamação.
Diante do ocorrido e da divergência entre a contratação que me foi apresentada e o consórcio posteriormente identificado, solicito à CAPCOR um posicionamento formal e imediato sobre a solução do caso, com a apresentação do documento referente à venda da cota e a devolução integral do valor restante de R$ 14.891,73.
Também solicito que a empresa informe, de forma objetiva, qual é o status atual da venda da cota, qual o prazo para conclusão e qual a previsão efetiva para o ressarcimento do valor devido.
Tenho documentos, comprovantes, e-mails, conversas e a transcrição da ligação realizada pela CAPCOR em 31/07/26, que podem ser apresentados como comprovação dos fatos narrados e estarão anexados nesta reclamação.
Aguardo uma resposta concreta da CAPCOR, com prazo e solução efetiva, e não apenas uma nova informação de que o caso será analisado.
Francisca de Fátima da Silva Leite