Não resolvido

Propaganda enganosa e parcelas abusivas em contrato de consórcio imobiliário

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cidade: João Pessoa

O que aconteceu

relato : No dia 17 de março de 2025, Eu ***** junto ao meu noivo/marido ***** estava procurando um repasse de crédito, pois eu iria sair do aluguel, já que o dono do apartamento pediu o imóvel. E como a gente não gosta de mudança, estava com uma economia um valor significativo em conta então estávamos procurando um repasse de apartamento para comprar um apartamento ou casa.

Eu procurei, vi os anúncios de alguns feirões e também algumas entradas que cabiam no nosso bolso. Entramos em contato com alguns dos vendedores que estavam anunciando. Logo em seguida, passei o meu contato, nesse mesmo dia 17, para esses vendedores, sobre os anúncios que eu tinha visto.

Observação: logo abaixo eu vou encaminhar os anúncios com os quais entrei em contato com o vendedor e passei o meu contato para que eles entrassem em contato comigo pelo WhatsApp.

Vamos lá.

Dia 17, na parte da manhã, por volta das 12 horas, eu estava procurando esses repasses. Encontrei alguns desses anúncios, entrei em contato, passei o meu contato, e eles entraram em contato comigo no mesmo dia 17, às 13h32 da tarde. Três dos vendedores entraram em contato comigo: uma Camila, uma Dayana e um homem chamado Eric.

Eu confirmei minha reunião com a Camila, pois ela foi a primeira a me chamar. Ela me ligou, falei sobre o anúncio, encaminhei o link do anúncio (que não existe mais na conta dela, pois ela excluiu a conta do Facebook), e ela perguntou que horas poderia me ligar.

Atendi uma ligação dela às 13h04 da tarde, desse mesmo dia 17, onde informei a ela que eu ***** e meu noivo ***** estava procurando repasses de apartamento, pois era o que cabia no nosso bolso e no nosso orçamento, já que somos CLT. A gente tinha visto esse anúncio, e a entrada era de até 18 mil reais, com parcelas fixas em boletos de 600 reais valores que conseguíamos pagar.

Até aí, ok.

Ela disse que não teria como informar tudo pelo WhatsApp, e nem por ligação, porque é um catálogo extenso. Eles teriam um catálogo extenso, e, a partir dele, ela iria me mostrar outros imóveis que eu poderia gostar e que poderiam caber dentro do meu orçamento.

Então, ela me convidou a ir até o local no mesmo dia. Eu falei que não teria como, pois eu iria trabalhar naquele momento da tarde, e o meu noivo também o meu marido/noivo ***** a gente não estava disponível naquele momento, os dois. Então, ficou para o dia 18.

Prosseguindo a história: então, ficou para o dia 18. No dia 18, eu marquei com ela às 8h30 da manhã, com a consultora Camila Queiroz. Ela me passou um protocolo referente à reunião que havíamos marcado: *****.

O endereço informado foi: *****.

Chegando lá, eu e o meu noivo chegamos um pouco mais cedo o horário marcado era 8h30, e nós chegamos às 8h. Eles ainda não tinham chegado, então aguardamos.

Assim que chegaram, fomos atendidos por uma Camila, outra atendente e também por Lucas, outro consultor de lá. Essa Camila e o Lucas prosseguiram com o nosso atendimento.

Desde o início, informamos que estávamos procurando um repasse para a compra, pois seria o que cabia no nosso bolso. Estávamos saindo de um aluguel mais caro, e o repasse seria perfeito para nós, já que não gostamos de mudança.

Eles começaram a nos passar informações, inclusive destacando os pontos negativos de um repasse. Contudo, já estávamos cientes de como funcionava um repasse e sabíamos que poderíamos realizar a compra tanto com um contrato de gaveta quanto com um contrato formalizado junto a uma advogada.

Informamos nossa condição financeira desde o início, deixando claro que o repasse era o ideal, pois a Caixa Econômica exigia um valor de entrada muito alto para financiar um imóvel do zero e nós não teríamos como dar uma entrada de 90 mil reais.

Durante o atendimento, eles não nos apresentaram nenhum catálogo. Mostraram apenas alguns imóveis de casas, de perfis de outras imobiliárias no Instagram ou seja, não eram imóveis deles mesmos. Eles disseram que trabalhavam com todos os tipos de corretores e que tinham contato com todos os corretores da cidade de João Pessoa.

Mesmo assim, reforçamos que não tínhamos como dar entrada do zero em um apartamento e que precisávamos de um repasse.

Logo depois, eles nos apresentaram uma outra opção: um feirão de imóveis, como foi mostrado em um print que nos enviaram, que estava acontecendo. Nesse feirão, você daria uma entrada e assumiria as parcelas de R$ 600, que seriam parcelas fixas.

Informamos que esse valor de R$ 600 em parcelas seria viável para nós. Eles nos explicaram que não se tratava de financiamento, e sim de consórcio, e que o consórcio de imóveis estava com muitas contemplações naquele ano. Disseram que consórcio era uma modalidade nova no mercado, sem juros, com parcelas fixas, e que seria mais vantajoso do que um financiamento pela Caixa.

A única taxa seria a taxa administrativa, que, segundo eles, se referia à correção anual de obra. Afirmaram que, por não se tratar de financiamento, mas sim de consórcio, as parcelas não teriam juros, apenas essa correção.

Porém, informaram também que entraríamos em um grupo em que as parcelas giravam entre R$ 1.600 a R$ 1.800, porque haveria outra taxa embutida.

Dissemos claramente que não tínhamos como pagar parcelas de R$ 1.600, R$ 1.800 ou R$ 2.000, pois somos CLT e esse valor não cabia no nosso orçamento.

Eles insistiram na proposta do feirão, dizendo que, se fechássemos o contrato naquele dia, conseguiriam aplicar o desconto do feirão, o valor da entrada e a opção de assumir as parcelas fixas de R$ 600, acrescidas apenas da taxa administrativa, que, segundo eles, se referia à correção anual de obra. Afirmaram que, por não se tratar de financiamento, mas sim de consórcio, as parcelas não teriam juros, apenas essa correção.

Aceitamos porque, como estávamos saindo do aluguel, teríamos muitos gastos com mudança, calção, fiador etc., e acreditávamos que seria a melhor alternativa naquele momento.

Eles nos garantiram que a primeira parcela viria um pouco maior (R$ 1.800), por ser a inicial, mas que depois ficaria no valor acordado. Disseram que esse era o processo normal da empresa.

Assim, no dia 18 de março de 2025, formalizamos o contrato com essa empresa.

Ficou acordado que a entrada seria no valor de R$ 11.694,51.

Desde o início, tentamos realizar a transferência pelo banco Itaú, que é o banco do meu noivo, Lucas kalliel, que é o titular da carta de consócio. O banco negou a transação por ser um valor alto para uma empresa com a qual nunca havíamos feito transações antes.

Ainda na parte da manhã, realizamos uma transferência de R$ 5.000, como sinal de entrada, conforme orientado por eles, para formalizar o compromisso.

Eles nos informaram que teríamos que assinar o contrato naquele mesmo dia para garantir a promoção do feirão, que consistia na entrada do financiamento e nas parcelas de R$ 600. Nos disseram que, se não assinássemos até o fim daquele dia, não conseguiríamos garantir esse desconto.

Na nossa mente, estávamos esperando uma taxa administrativa de R$ 70, conforme haviam nos informado, e que seria viável para nosso orçamento, pois somos assalariados, moramos de aluguel, e estávamos em processo de mudança. Acreditávamos que a opção de parcelas de R$ 600, mais a taxa administrativa, seria adequada para nós.

Porém, quando a primeira parcela chegou, em vez dos R$ 1.800, como esperávamos, ela veio no valor de R$ 2.057,26, valor esse que não conseguimos pagar.Porém, por mais que a parcela viesse no valor de R$ 2.057,26, como eles haviam informado que a primeira parcela seria um pouco mais alta porque era o processo deles, da empresa nós concordamos. Disseram que logo ao entrar no grupo, após dar a entrada de R$ 11.000, a primeira parcela viria mais elevada. Como tínhamos uma reserva financeira, aceitamos e pagamos essa primeira parcela.

Informamos que o boleto havia chegado e que fizemos o pagamento, mas não entendíamos por que o valor tinha vindo tão alto. Eles nos orientaram a avisar quando chegasse o segundo boleto, pois seria nesse momento que aplicariam o valor real acordado: R$ 600 + a taxa administrativa.

No entanto, quando a segunda parcela chegou, não veio no valor de R$ 600, e sim de R$ 1.843,41.

Não completamos sequer um ano de consórcio, ainda não recebemos nenhum benefício, e essa parcela está muito acima do que o meu noivo, Lucas, recebia na época. Repetindo: o valor foi de R$ 1.843,41.

Esse valor é totalmente incompatível com a realidade de um assalariado que paga aluguel, tem despesas básicas e vive com o mínimo possível. Se soubéssemos que os valores seriam assim, jamais teríamos assinado esse contrato de consórcio.

Comunicamos à empresa que não teríamos como pagar esse valor novamente, por estar fora do nosso orçamento.

Eles disseram que iriam solicitar o desconto. No entanto, a comunicação com eles é extremamente difícil. A Camila me ligou porque eles não respondem mensagens, nem esclarecem dúvidas por escrito, tudo só é tratado via ligação.

O Lucas, que foi o responsável por nos auxiliar no dia da assinatura do contrato (dia 18), não responde mais no WhatsApp. E a Camila deixou claro que tudo agora é tratado somente com ela.

Conversei com ela, expliquei novamente que esse valor de parcela não tinha como ser pago, pois o que havia sido combinado era R$ 600 + a taxa administrativa.

Ela disse que solicitaria o desconto. Depois disso, nos encaminhou um termo de postergação, no qual consta que o desconto seria aplicado, mas o termo não informa qual será o valor do desconto, nem o valor exato das parcelas futuras.

Ou seja, como vamos saber se nossas parcelas realmente serão de R$ 600? Não há nenhuma garantia.

Ela disse que o desconto já havia sido aplicado, mas as parcelas continuam vindo no valor de R$ 1.800.

Fica a pergunta: se a primeira parcela já viria em R$ 1.800 e alguma coisa , como afirmaram desde o início, que a primeira parcela era processo deles então em que momento foi concedido o desconto, se de primeira pagamos 2mil e essa segunda que tecnicamente serias as de 600 veio de 1843,41?

A lógica mostra que não houve nenhum desconto.deste o inicio falamos que não tinhamos como pagar esta parcelas mas as de 600 tinhamos e agora estamos sendo obrigados, devido o contrato, que logica teriamos de fecha uma coisa que a divida é mais doque podemos pagar ?

Diante disso, quero a quebra de contrato. Até o momento, não recebemos nenhum benefício da empresa, não conseguimos pagar as parcelas (que são muito superiores ao salário do titular), pagamos aluguel, estamos sem imóvel, sem carta de crédito, e os valores das cartas só aumentam.

Nada é claro. Não houve desconto de feirão, houve promessas [Editado pelo Reclame Aqui], e trata-se de uma prática abusiva, um verdadeiro [Editado pelo Reclame Aqui] legalizado.

Eles ainda dizem que, caso queiramos cancelar o contrato, só receberemos os valores de volta ao final do grupo. Isso nos foi dito no início, sim, mas..

Porém, a quebra de contrato não é porque não queremos mais participar, e sim porque tudo foi baseado em mentiras. As parcelas nunca viriam no valor de R$ 600 + a taxa administrativa, como nos foi informado. Mentiram para nós.

Além disso, não há como pagar parcelas sem saber o valor exato que virá nos boletos, o que demonstra total irresponsabilidade da empresa.

O termo de postergação que nos enviaram não é uma simples extensão do contrato para 420 parcelas, como nos falaram verbalmente. No fim, ao ser contemplado, ainda teríamos que pagar uma diferença de valores algo que eles jamais explicaram com clareza.

A Camila apenas dizia que era uma extensão para prolongar o pagamento ao longo de mais meses. Porém, me sinto completamente [Editado pelo Reclame Aqui], pois essa informação essencial não está explicada de forma clara no contrato. Só descobrimos esse detalhe porque nosso advogado nos explicou o que, de fato, significa esse termo. Me sinto [Editado pelo Reclame Aqui]. Eles não explicaram como funcionava de fato o contrato, esconderam informações essenciais, e só agora, estamos percebendo porque eles não respondem mensagem, só ligação.

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