Reclamar dessa empresa

Santo André - SP

18/02/2022 às 16:02

ID: 138694119

Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa

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Estive há pouco acompanhando meu pai na unidade da avenida Dr. Alberto Benedetti, número *******, e, infelizmente, passamos por uma situação de completo desrespeito. Meu pai recebeu o encaminhamento de um exame a partir de o posto de saúde, que descrevia a necessidade de um acompanhante. Hoje, 18/02/*******, ao chegarmos na unidade, fomos informados de que a entrada de acompanhantes era limitada - a acompanhantes de maiores de 65 anos ou pessoas de menoridade (restrito a uma pessoa) - em função da pandemia, o que é compreensível. Na ocasião, tentei unica e exclusivamente entender o conflito de informações entre a guia que tínhamos em mãos e o direcionamento que estava sendo dado ali (minha dúvida ocorreu principalmente pela particularidade do exame - acreditando que para aquele caso era primordial um acompanhante). O rapaz que nos atendeu ficou rapidamente exaltado com a pergunta - passando a se comportar como se estivesse fazendo um favor enorme por nos explicar essa dúvida - e, no exato momento em que nos afastamos, ele se sentiu livre para me ofender de forma gratuita e absolutamente desproporcional. O que tentei, antes de tudo, foi entender o conflito de informações. O que mais incomodou foi que o vi dando essa mesma orientação para outras pessoas - pessoas brancas - e, diante de suas dúvidas, o tratamento fornecido foi absolutamente diferente. Antes de tudo, creio que esse desencontro de informações seria completamente evitável se nos dessem essa orientação por telefone (especialmente considerando que muitas guias serão direcionadas assim à clínica), mas também é inadmissível que qualquer pessoa seja tratada de maneira hostil quando simplesmente tenta se informar.
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No momento em que percebi sua ofensa, informei a ele que abriria uma reclamação na ouvidoria (quando pedi o nome dele, ele simplesmente ocultou e começou a agir de forma debochada, dando a entender que a reclamação não chegaria à ouvidoria ou que nada seria feito). Devo dizer que, nesse momento, ele se aproximou de forma hostil em minha direção - tive que pedir para ele se distanciar de mim. Na tentativa de manipular o cerne de minha questão (digo, apenas entender o conflito de informações), ele me autorizou a entrar e foi então que me ative apenas à direção do balcão de informações, onde expliquei a situação para a atendente. Ela, por sua vez, nos explicou com clareza a divergência nas informações entre a guia e o que estava sendo ******* momento e me entregou um papel totalmente em branco para descrever a situação, afirmando que levaria à ouvidoria (apesar da disposição dele, o papel em branco me reforçou a ideia de que a empresa não se preocupa com casos de reclamações para além do que pode ser visto - como em redes sociais ou mesmo por aqui).
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No momento em que fiquei redigindo, meu pai deu continuidade aos procedimentos para o exame (devo dizer, já bastante desestabilizado pelo constrangimento). Ao terminar de escrever, entreguei o papel para a atendente - que, na ocasião, se desculpou e me garantiu que passaria à superior dela - foi então que aguardei no lado de fora. Ao me dirigir para fora, observei que os seguranças realizaram uma troca (pode ter sido uma simples troca de horário, mas também acredito que isso possa ter ocorrido em função de dificultar a identificação do rapaz que me abordou). Acho importante esclarecer que, no papel, descrevi que a situação ocorreu às 13:00, mas me corrijo informando que foi por volta desse horário (na verdade, 13:00 foi o horário que vi no relógio enquanto finalizava a redação).
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Após alguns minutos sentado no lado de fora aguardando (quando estava por volta de 25 minutos de aguardo), esse rapaz retornou ao posto e seguiu os próximos minutos oferecendo um ótimo atendimento para as pessoas não negras que ali passavam. Todas aguardaram do lado de fora, mas reforço que meu problema não está em aguardar, mas sim na forma como a informação foi passada. Observei atentamente a todos os atendimentos e notei muito mais clareza, riqueza de informações e disposição no fornecimento das informações na abordagem. Aliás, isso era apenas isso que necessitávamos desde o início: uma informação clara, concisa, respeitosa e, principalmente, aberta a dúvidas. O que estou aqui relatando aqui é a DIFERENCIAÇÃO que passei e deixo isso como alerta para outras pessoas negras que possam vir a passar pelo mesmo constrangimento nas mãos deste ou de outro atendente (pois me parece que não há qualquer tipo de treinamento anti racista por ali) e tenham seu tempo e dinheiro jogados no lixo. Lamentavelmente, o que vi nos minutos finais me deu a quase certeza de que ele tem completa liberdade para agir da maneira que bem entende: a forma como esse atendente se portava - como uma espécie de "amigo de todos", que muito provavelmente tem arbitrariedade assegurada - me passa a sensação de que nada será feito.
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Deixei meus contatos na redação que entreguei, com a garantia verbal de que seria repassada à ouvidoria. Se eu for contatado e realmente me apresentarem uma solução honesta e interessada para esse problema, atualizo as informações - por hora, deixo como alerta.

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Resposta da empresa

22/02/2022 às 08:14

Sr Carlos André,

Gostaríamos primeiramente informar que lamentamos pelo ocorrido, e sua descrição foi recebida pela coordenação do atendimento. Nossos serviços de segurança e limpeza são terceirizados, no entanto todos os nossos colaboradores passam por treinamentos constantes, afim de seguir com nossa missão e estar todos alinhados no mesmo proposito que é Cuidar.
A empresa já foi notificada e enviamos as gravações feitas por nossas câmeras para que haja um levantamento minucioso.
Informo ainda que a Casa da Esperança repudia qualquer tipo de discriminação, seja por classe social, cor ou crença, trabalhamos para que todas as pessoas tenham o mesmo atendimento humanizado com excelência e solidariedade.

Atenciosamente.

Contato Casa da Esperança

Réplica do consumidor

05/04/2022 às 10:25

De duas uma: ou o treinamento dado negligencia qualquer cuidado antirracista (isso é algo que, embora esteja mudando estritamente por uma questão de mercado, ainda é bastante comum no Brasil) ou o funcionário ignorou esse treinamento.
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Reforço que, para além do momento em que ele se aproxima demais de mim, pouco será visto na gravação de vídeo (salvo se essas câmeras tiveram gravação de áudio) o que houve foi uma ofensa - não foi por mímica - e, aparentemente, o hospital encara a permissividade para essa ofensa como algo tolerável. Afinal, se esse tipo de relato fosse realmente importante para a empresa, haveria atenção e cuidado a esse detalhe, que é primordialmente a base da minha reclamação. A empresa se referiu às imagens pois sabe que pouco encontrará lá.
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Deixo essa réplica como alerta para outras pessoas negras que possam passar gratuitamente por uma situação de hostilidade nas mãos da equipe de segurança contratada pelo hospital - que, em resposta, pouco ou nada fará a respeito. Quem sabe se ele tivesse me agredido fisicamente fizessem algo. Pessoas negras, tomem cuidado com a ida à unidade da avenida Dr. Alberto Benedetti.

Réplica da empresa

06/04/2022 às 08:03

Sr Carlos André Guimarães de Souza, seus apontamentos foram averiguados, a empresa foi notificada que presta serviço para nossa clinica tomou várias medidas, foi necessário o afastamento de alguns colaboradores e acompanhamentos dos demais. A Casa da Esperança não compactua com qualquer irregularidade administrativa ou comportamental e com toda a transparência está à disposição do Sr, e acompanhará os processos para defender nossa Missão e Proposito de nossa Casa.

Atenciosamente,

Contato Casa da Esperança

Consideração final do consumidor

12/04/2022 às 20:50

Não só voltaria a fazer negócio como fiz há poucos dias, mas isso é apenas pelo preço (eles sabem disso). Em minha última ida à unidade, os médicos ficaram fazendo piada de um casal japonês de idosos que foi atendido antes de mim na ultrassonografia, o qual o senhor havia se enganado. Foi tão constrangedor que eu não tive uma reação adequada na hora. A piada chegou à recepção, que lamentou que o casal foi embora (dando a entender que, se tivesse a chance, também os constrangeria pela confusão).
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Mas voltando à minha reclamação, a praxe da empresa é falar que não compactua. Acreditarei em transparência no dia em que se comprometerem a disponibilizar abertamente ações documentadas e a acompanhar de perto esses processos à quem realiza a denúncia. Falar que não compactua não basta (isso não é transparência). Por hora, a única unidade que do grupo em que fui bem recebido é a do centro Neurológico (mas ressalto que, dada a postura da empresa a respeito do ocorrido na unidade de centro de diagnósticos, recomendaria à quem eu sei que precisa muito, mas com imensas ressalvas).

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

0

Consideração final da empresa

13/04/2022 às 08:03

Sr Carlos André Guimarães de Souza,

Permanecemos a disposição, caso queira conversar pessoalmente podemos agendar uma data.

Atenciosamente.

Contato Casa da Esperança