O que aconteceu
Quero registrar esta reclamação principalmente como ALERTA A OUTROS CONSUMIDORES que estejam pensando em contratar crédito com garantia de imóvel junto à CashMe. Se eu pudesse voltar no tempo, jamais teria assinado este contrato.
Na época da contratação, a operação me foi apresentada pela consultora de uma maneira completamente diferente da realidade financeira que passei a enfrentar depois que o contrato começou a ser executado.
Contratei crédito na casa de R$ 1,2 milhão. Desde então, já desembolsei aproximadamente R$ 700 mil entre parcelas, regularizações e pagamentos relacionados ao contrato.
Qual não é a minha surpresa ao consultar atualmente o valor necessário para quitar a operação? APROXIMADAMENTE R$ 1,5 MILHÃO.
Repito para que qualquer consumidor que esteja pensando em contratar compreenda o que estou relatando: Peguei aproximadamente R$ 1,2 milhão. Já paguei aproximadamente R$ 700 mil. E, mesmo assim, para quitar hoje, ainda preciso pagar cerca de R$ 1,5 milhão. É difícil encontrar palavras para explicar a sensação de estar preso a uma operação financeira dessa natureza.
Outro ponto extremamente grave na minha experiência foi o valor da prestação. Durante a contratação, fui informado pela consultora de que a parcela ficaria na casa dos R$ 21 mil mensais. Na prática, nunca paguei parcela inferior a aproximadamente R$ 23 mil. Hoje, a prestação já ultrapassa R$ 25 mil por mês.
E o pior: o contrato possui mecanismo de correção vinculado ao IPCA, com reflexos cumulativos ao longo da operação. Isso significa que aquela prestação de aproximadamente R$ 21 mil que me foi apresentada antes da contratação simplesmente não representa a realidade financeira que encontrei após assinar. A sensação é de que a dívida não diminui.
Pago mais de R$ 25 mil em determinados meses e, ao analisar a composição financeira, verifico que algo próximo de R$ 20 mil pode estar sendo consumido apenas por juros e encargos, restando uma amortização extremamente pequena do principal.
Na prática, você paga, paga, paga e olha o saldo devedor esperando alguma redução relevante. E ela não aparece. É justamente aí que deixo o maior alerta desta reclamação:
NÃO CONFIEM APENAS NA EXPLICAÇÃO DO CONSULTOR OU CORRESPONDENTE QUE ESTÁ VENDENDO O CRÉDITO.
Leiam o contrato. Levem para um advogado. Levem para um contador. Peçam uma projeção por escrito da evolução das parcelas e, principalmente, do saldo devedor durante toda a operação.
Perguntem exatamente: quanto estará a prestação se o IPCA subir; como funciona a atualização cumulativa;
quanto de cada prestação efetivamente amortiza o principal; qual será o saldo devedor depois de 12, 24 e 36 meses; qual será o valor aproximado para quitação antecipada; qual é o verdadeiro efeito da Tabela Price combinada com a atualização prevista no contrato.
Não assinem olhando apenas para o dinheiro que será liberado e para a primeira parcela apresentada na proposta. Esse foi, na minha experiência, um erro gigantesco.
Quando o crédito é vendido, tudo parece possível. O consumidor está olhando para o dinheiro que precisa naquele momento, enquanto quem comercializa a operação naturalmente tem interesse em concluir a contratação.
Depois que você assina, entretanto, é você quem ficará sozinho com uma dívida que pode acompanhá-lo durante anos.
Hoje eu posso dizer, a partir daquilo que estou vivendo, que esse contrato se transformou no maior pesadelo financeiro da minha vida.
Cheguei ao ponto de vender patrimônio e utilizar recursos que construí ao longo dos anos simplesmente para manter o contrato regular e não correr o risco de perder a minha própria casa, que foi dada em garantia. E, ainda assim, parece que nunca é suficiente.
Na minha experiência pessoal, este contrato passou a funcionar como uma espécie de câncer financeiro: todos os meses você coloca uma quantidade enorme de dinheiro para tentar combatê-lo, mas olha novamente para o saldo e tem a sensação de que ele continua crescendo e consumindo seu patrimônio.
Mas justamente porque hoje conheço na prática aquilo que significa assumir uma operação dessa natureza, sinto obrigação de alertar outras pessoas para aquilo que eu gostaria que alguém tivesse me explicado com a mesma clareza antes da contratação.
Se você está pensando em dar a sua residência em garantia para contratar crédito da CashMe, minha recomendação, baseada exclusivamente na experiência que estou vivendo, é: PARE. Não tenha pressa. Não acredite simplesmente que a parcela ficará por volta de X. Não olhe apenas para a taxa anunciada. Não subestime o efeito do IPCA acumulado. Não subestime o funcionamento da Tabela Price.
Não imagine que pagar R$ 20 mil, R$ 25 mil ou mais todos os meses significa necessariamente que sua dívida cairá na mesma proporção. Faça as contas antes.
Porque depois que o imóvel da sua família está alienado e você percebe a dimensão financeira daquilo que contratou, sair da operação pode se tornar extremamente difícil.
Eu já solicitei alternativas de reestruturação e repactuação à instituição justamente porque quero pagar e solucionar a operação de maneira sustentável. Não estou procurando deixar de cumprir minhas obrigações.
O que estou dizendo é que o formato financeiro deste contrato se tornou extremamente oneroso para mim.
Meu objetivo com esta publicação não é apenas obter uma resposta padrão da CashMe.
Quero que esta reclamação permaneça registrada para que qualquer pessoa que esteja pesquisando a empresa antes de contratar encontre também o relato de alguém que já está do outro lado da operação.
Antes de colocar sua casa em garantia, peça uma simulação completa.
Antes de acreditar na parcela apresentada verbalmente, peça a evolução dela por escrito.
Antes de assinar contrato corrigido por IPCA e estruturado pela Tabela Price, entenda exatamente quanto você estará amortizando.
E, principalmente: não comprometa o imóvel da sua família sem compreender até o último detalhe da dívida que está assumindo.
Hoje, depois de aproximadamente R$ 700 mil já pagos, ainda olhar para uma quitação na casa de R$ 1,5 milhão é algo que considero absolutamente desesperador. Eu não contrataria novamente.
E, se este relato fizer uma única pessoa parar, estudar o contrato e compreender corretamente aquilo que está assinando antes de colocar sua casa em garantia, esta reclamação já terá cumprido uma finalidade importante.Outro ponto que considero profundamente injusto nessa relação é que todo o ônus contratual parece recair exclusivamente sobre o consumidor.
Se eu atraso uma parcela, não existe tolerância: incidem juros, multa, encargos e demais consequências previstas no contrato. Não há perdão, flexibilização ou absorção de qualquer prejuízo por parte da instituição.
Entretanto, quando ocorreu a liberação do crédito, a própria operação tinha uma data limite informada para disponibilização dos recursos, e essa data não foi cumprida. O dinheiro somente foi efetivamente liberado alguns dias depois.
Isso me causou prejuízo concreto, porque o crédito havia sido contratado justamente para quitar outras obrigações financeiras que continuaram gerando juros durante esse período de atraso.
Ou seja: enquanto eu aguardava a liberação do recurso, continuei pagando juros nas dívidas que pretendia liquidar com o crédito contratado.
E qual foi a consequência para a CashMe pelo atraso na liberação? Nenhuma que tenha revertido em meu favor. Não houve ressarcimento dos juros adicionais que suportei. Não houve compensação financeira. Não houve abatimento no contrato.
Essa é uma das situações que mais traduzem a sensação de desequilíbrio que tenho com essa operação: quando o consumidor atrasa, ele paga por cada dia de atraso; quando a instituição atrasa e esse atraso gera custo ao consumidor, o prejuízo permanece integralmente com o consumidor. Só se tem rigor ao consumidor não existindo reciprocidade.
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4Interações da reclamação
CashMe respondeu
09/09/2026 às 18:19
Olá, Glauber!
Sabemos o quanto uma decisão como colocar o imóvel da família em garantia exige confiança, e entendemos a sua preocupação com a evolução do saldo contratual.
Desde que você nos procurou, nossa equipe de Relacionamento tem trabalhado ao seu lado: já disponibilizamos o demonstrativo da evolução da dívida para sua análise, esclarecemos suas dúvidas sobre a modalidade de transferência da dívida (portabilidade) e elaboramos e compartilhamos uma proposta de regularização personalizada para o seu momento.
Seguimos em contato direto e frequente por WhatsApp, buscando uma solução sustentável, sempre respeitando as condições contratuais vigentes. Nosso compromisso é continuar essa conversa até chegarmos a um entendimento que funcione para ambas as partes.
Ficamos felizes em manter esse diálogo aberto e esperamos, em breve, formalizar uma resolução que traga tranquilidade para você e sua família.
Estamos à disposição para dar continuidade e agradecemos a confiança em nos dar essa oportunidade de resolver.
Atenciosamente,
Thaís S. | Equipe CashMe
Consumidor respondeu
28/09/2026 às 16:42
Minha avaliação da experiência com a CashMe é a pior possível.
Depois de tudo o que relatei, a resposta pública da empresa fala em solução sustentável, proposta personalizada e em buscar uma alternativa que funcione para ambas as partes. Infelizmente, não foi isso que encontrei na prática.
Desde o início deixei claro que NÃO estou buscando deixar de pagar minha obrigação. Muito pelo contrário. Meu objetivo é regularizar o contrato, ganhar um pequeno período de fôlego financeiro e trabalhar para QUITAR definitivamente essa operação.
Apresentei de forma objetiva o que efetivamente consigo pagar neste momento: 50% das parcelas até dezembro de 2026 e retomada integral dos pagamentos em janeiro de 2027.
Não pedi perdão de dívida.
Não pedi desconto.
Não pedi redução definitiva das parcelas.
Pedi apenas alguns meses de fôlego para conseguir reorganizar o fluxo financeiro e continuar honrando a obrigação.
Mesmo assim, a última alternativa apresentada pela CashMe exige o pagamento imediato de R$ 52.738,57 referente às parcelas de julho e agosto, prevê incorporação de outros valores ao saldo devedor e mantém o retorno do fluxo praticamente nas mesmas condições que já informei não serem sustentáveis neste momento.
Então pergunto: onde está a solução sustentável mencionada pela própria empresa em sua resposta pública?
Na minha experiência, o que tenho recebido são respostas extremamente padronizadas, com pouca abertura real para compreender a situação concreta do cliente.
Tenho a sensação de conversar sempre com um roteiro pronto: submetemos ao Comitê, essa foi a condição disponibilizada, aguardamos seu de acordo.
Mas uma negociação verdadeira exige ouvir o outro lado e buscar uma condição que possa EFETIVAMENTE ser cumprida.
E é justamente isso que venho tentando fazer.
O mais frustrante é olhar para toda a história dessa operação.
Recebi aproximadamente R$ 1,2 milhão.
Já desembolsei aproximadamente R$ 700 mil ao longo do contrato.
Hoje, mesmo depois de tudo isso, ainda me deparo com um saldo para quitação próximo de R$ 1,5 milhão e parcelas superiores a R$ 25 mil.
Quando procuro a instituição dizendo claramente que preciso de alguns meses de fôlego para continuar pagando, não encontro uma solução que efetivamente resolva o problema.
Por isso, a sensação que fica para mim, como consumidor que colocou a residência da própria família em garantia, é extremamente preocupante.
Você faz um esforço enorme para pagar, vende patrimônio, utiliza reservas, tenta negociar, explica sua capacidade financeira e, ainda assim, parece que a operação continua avançando em direção a um cenário cada vez mais difícil. Querem é tomar a sua casa!!!
Por isso reitero o alerta que fiz desde a primeira reclamação:
EU NÃO RECOMENDO ESTA OPERAÇÃO.
Se alguém estiver pensando em oferecer a própria casa em garantia para contratar crédito com a CashMe, minha recomendação baseada exclusivamente na experiência que estou vivendo é: analise cada linha do contrato antes de assinar.
Não confie apenas na parcela apresentada pelo consultor.
Não confie apenas na taxa anunciada.
Entenda o efeito do IPCA.
Entenda a evolução do saldo devedor.
Entenda quanto efetivamente será amortizado a cada mês.
E principalmente: pergunte a si mesmo o que acontecerá se, durante um contrato de vários anos, você precisar de alguns meses de reorganização financeira.
Porque foi justamente quando precisei dessa flexibilidade que percebi o tamanho do problema em que havia entrado.
Hoje posso dizer com tranquilidade: se eu soubesse antes o que sei agora sobre essa operação, jamais teria contratado.
E, para quem busca tranquilidade financeira e paz para sua família, não recomendo colocar o imóvel da família em garantia numa operação sem compreender profundamente todas as consequências que ela poderá gerar.
Continuarei buscando a quitação do contrato porque, depois de tudo o que vivi, minha prioridade passou a ser uma só: encerrar definitivamente essa relação financeira.