O que aconteceu
No dia **07 de agosto de 2026**, compareci ao **Centro Médico Integrado Rosane Pereira**, para atendimento com a **Dra. Rosane Pereira**, por intermédio do meu convênio de saúde.
Durante a consulta, questionei a médica acerca de uma possível **reação adversa relacionada a medicamento anteriormente prescrito por ela**, cuja dosagem havia sido posteriormente aumentada. Expliquei que, após a alteração da dose, passei a perceber determinado efeito que vinha me causando significativo incômodo e, por esse motivo, perguntei se haveria alguma providência que pudesse ser adotada.
Em resposta, a médica afirmou, de maneira ríspida, que o medicamento não provocava o efeito por mim relatado. Esclareci, então, que compreendia a informação, mas que estava apenas descrevendo o que efetivamente vinha sentindo, inclusive mencionando já ter experimentado reação semelhante anteriormente.
Nesse momento, para minha surpresa, a Dra. Rosane respondeu: **Você quer saber mais do que eu, com 30 anos de medicina?**. Informei imediatamente que absolutamente não era essa a minha intenção e que estava apenas formulando uma dúvida legítima acerca dos sintomas que vinha apresentando.
Apesar disso, o atendimento tornou-se ainda mais desconfortável. A médica passou a questionar se eu realmente desejava resolver o meu problema embora, momentos antes, tivesse afirmado que a medicação não poderia ocasionar o efeito relatado e, posteriormente, afirmou que eu estaria de deboche com a cara dela.
Ressalto que, em nenhum momento, adotei postura desrespeitosa ou jocosa. Limitei-me a fazer um questionamento relacionado à minha saúde, à medicação que me havia sido prescrita e aos efeitos que estava percebendo, conduta que considero absolutamente natural e legítima por parte de qualquer paciente durante uma consulta médica.
Ao final do atendimento, diante da forma como fui tratado, comentei que passava a compreender a existência de avaliações negativas e reclamações que havia encontrado a respeito do atendimento da profissional. Em resposta, a médica afirmou que eu não deveria retornar à clínica para ser atendido por ela, encerrando com a seguinte frase: **Não volta mais não, ok?**
Registro este relato não em razão de eventual divergência de opinião médica, mas principalmente pela **forma inadequada, hostil e pouco respeitosa com que fui tratado ao apresentar uma dúvida legítima sobre uma medicação prescrita pela própria profissional**.
Entendo que a relação entre médico e paciente deve ser pautada pelo respeito, pela escuta, pela urbanidade e pela possibilidade de o paciente relatar sintomas, efeitos adversos e esclarecer dúvidas sem ser constrangido ou tratado de maneira agressiva.
Por esse motivo, considero importante tornar o ocorrido formalmente registrado, para conhecimento dos responsáveis pela clínica e, se necessário, adoção das providências que entenderem cabíveis.