O que aconteceu
Uma pena terminar assim. Gostaria de acreditar que a mútua incapacidade de manter a calma causou o rompimento. Ou terei errado minha avaliação dele nos últimos 16 anos que o indiquei a amigos? Ou talvez esses tempos de radicalismo revelem faces desconhecidas naqueles que pensávamos conhecer...
Só sei que os erros se multiplicaram.
Ele - por se recusar a terminar seu trabalho e cumprir o compromisso de verificar o estado dos meus olhos após o ataque sofrido.
Eu - por estar muito indignada com o desnecessário sofrimento vivido nas mãos do médico indicado por ele.
Os fatos:
Segui todas as indicações dele;
Fiz o primeiro exame de mapeamento de retina no Dr José Renato Nogueira, em Copacabana, e teria ido sem questionamentos a qualquer outro lugar.
Meus bons resultados o deixaram muito feliz (palavras dele que, pelo que se seguiu, foram [Editado pelo Reclame Aqui]);
Um mês depois, mesmo eu estando muito bem, exigiu novo mapeamento. Desta vez a condição era fazê-lo na clínica de um amigo, Rodrigo Botelho, no Centro, Porque neste eu confio. Então, porque primeiro o outro!?
Questionei muito a necessidade de um novo exame e os aborrecimentos começaram.
Apesar de tudo fiz o exame. Consta do laudo que a paciente não permitiuo exame do centro da retina. O certo é que não suportei a violência do médico. Ele me posicionou deitada, e, com o corpo quase sobre o meu, enfiava os dedos nos meus olhos com uma violência incomum, e tentava conter o meu protesto aumentando a força sobre eles. Até que, furioso, desistiu reclamando que conseguia com todos!. Imagino...
Tenho 72 anos. O sofrimento causado foi físico e emocional, de abuso e desrespeito. Duas semanas depois deste exame horrível e desnecessário fui para a emergência da Unimed com uma dor de cabeça que não cedera (na altura dos olhos) e com dor no peito, achando que estava infartando. Sorte que não sou cardiopata!
Liguei para o meu médico pedindo ajuda - pois minha consulta ainda estava longe - e ele me receitou, por WhatsApp, colírio e anti-inflamatório. Reclamei do estômago e mandou procurar um clínico, o qual, por sua vez, me mandou resolver com quem criou o problema. Médicos!... Por minha conta usei um anti-inflamatório e o colírio.
Finalmente veio o dia da consulta com o meu médico, marcada um mês antes. O encontro foi péssimo e levou ao rompimento. Cometi uma irresponsabilidade comigo mesma ao não aceitar ser examinada depois da briga, e isso mais o ofendeu. Ressalvo não ter havido nenhum desrespeito da minha parte, apenas discordância.
O considero em dívida: descumpriu o compromisso médico e ético assumido desde que operou minha catarata há 16 anos atrás; eximiu-se de responsabilidade quando fui traumatizada pelo amigo de confiança; e foi incapaz de reconhecer que o segundo exame, em menos de um mês, era desnecessário e terminou provocando problemas ao invés de resolve-los.
Tantos aborrecimentos já tornariam inviável a relação. Mas médico não erra, e não sendo suficiente de romper comigo me bloqueou na clinica, para que eu não tivesse acesso aos outros médicos (como se não houvessem outros bons médicos e clínicas no Rio de Janeiro). Vingativo... No passado atribuí a ele grande equilíbrio, hoje me impressiona a desproporção da sua raiva. Como também me impressionou o comentário contra a democracia, outro (mau) sinal desses tempos que vivemos.
Conclusões:
Médicos sempre ouvirão outros médicos antes que a seus pacientes.
Médicos e polícias não ouvem e não aceitam reclamações.
Os incomodados que se mudem, porque as armas estão com ambos!
Touchée!
P.S: Meu médico, citado acima, era o Dr. Eduardo Takeshi Yamane. CRM 52.29.******* RJ
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