Não resolvido

Minha filha de 5 anos foi mal tratada na prova e a escola não reconhece

CENTRO EDUCACIONAL SEMEANDO

cidade: São Bernardo do Campo

O que aconteceu

Segue minha réplica referente a resposta da direção do colégio semeando

Prezada Direção,

Sinceramente, a resposta de vocês me deixou ainda mais indignada.

Em nenhum momento eu questionei a existência da prova, as regras da escola ou a necessidade de orientar uma criança. O que estou questionando é a forma como a minha filha foi tratada e, principalmente, a tentativa de colocar a situação como se ela tivesse apresentado algum tipo de mau comportamento.

Minha filha não teve mau comportamento.

Ela tem 5 anos. Quebrou a ponta do lápis três vezes durante uma prova de aproximadamente duas horas. Isso foi tudo o que ela me relatou. Não houve desrespeito, não houve indisciplina, não houve agressividade, não houve recusa em fazer a prova e não houve qualquer atitude que justificasse tratar a situação como uma questão de bom comportamento ou cumprimento de regras.

Uma criança de 5 anos quebrar a ponta do lápis durante uma atividade de duas horas é uma situação absolutamente corriqueira. Não é mau comportamento.

E é justamente isso que me incomoda profundamente na resposta de vocês: em vez de reconhecerem que a situação poderia ter sido conduzida de maneira mais acolhedora, vocês tentam justificá-la falando sobre regras e comportamento.

Minha filha nunca havia feito uma prova antes. Ela estava em um ambiente novo, realizando uma avaliação extensa, com questões de Português, Matemática e redação, sendo que vocês já sabiam que ela ainda não é alfabetizada.

Eu esperava que uma criança dessa idade fosse acolhida, orientada e tranquilizada. Não que saísse da sala com a sensação de que poderia deixar de fazer a prova porque quebrou novamente a ponta do lápis.

E como mãe, o que mais me revolta é saber que uma criança tão pequena pode ter interpretado aquilo como se estivesse fazendo algo errado, quando, pelo que me foi relatado, ela simplesmente estava realizando uma atividade e teve um imprevisto com o próprio lápis.

Não aceito que esse episódio seja colocado como uma questão de bom comportamento da minha filha, porque não foi isso que aconteceu.

Se a escola entende que minha filha apresentou algum comportamento inadequado além de quebrar a ponta do lápis, então eu gostaria que isso fosse apresentado de maneira objetiva: qual comportamento inadequado ela teve? O que exatamente ela fez? Qual regra ela desrespeitou?

Porque até agora, o único fato concreto que chegou até mim foi: uma criança de 5 anos quebrou a ponta do lápis três vezes e foi informada de que, se isso acontecesse novamente, não faria mais a prova.

E isso, para mim, não é uma questão de ensinar limites. É uma questão de como escolhemos tratar uma criança pequena que está vivendo uma experiência nova.

Também considero muito preocupante que, diante da minha manifestação, a escola tenha sentido necessidade de falar sobre bom comportamento, como se fosse necessário justificar a abordagem colocando alguma responsabilidade sobre a criança.

Não vou aceitar que minha filha seja rotulada como uma criança malcomportada por causa disso.

Eu escolhi participar desse processo porque acreditava na proposta da escola e, principalmente, porque acreditava que os princípios cristãos apresentados pela instituição também se refletiriam na forma de acolher e tratar as crianças.

Por isso, a decepção é ainda maior.

Eu não estou dizendo que toda a equipe da escola trata crianças dessa maneira. Estou relatando o que minha filha vivenciou e, como mãe, tenho todo o direito de questionar uma situação que considero inadequada.

E reitero: não estou reclamando do resultado da prova, da bolsa ou das regras da instituição. Estou reclamando da maneira como minha filha foi tratada.

E, principalmente, não aceito que uma situação tão simples seja transformada em um suposto problema de comportamento da minha filha.

Como mãe, minha obrigação é proteger minha filha e me posicionar quando acredito que ela foi tratada de maneira inadequada.

Foi exatamente isso que fiz.

E depois de toda essa situação, da forma como ela foi conduzida e, principalmente, da resposta que recebi da escola, deixo aqui a minha posição de forma muito clara: EU NÃO INDICARIA o Colégio Semeando para outras famílias, pois eu acredito em uma pedagogia RESPEITOSA.

Eu esperava encontrar acolhimento, respeito e coerência com os princípios que a instituição apresenta. Infelizmente, foi justamente isso que senti que faltou nessa experiência.

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Interações da reclamação

  1. CENTRO EDUCACIONAL SEMEANDO respondeu

    02/10/2026 às 13:02

    Prezada Sra.Amanda Dominguez,

    O Colégio Semeando respeita o direito da família de manifestar sua percepção sobre qualquer situação vivenciada por sua filha e reafirma que todas as manifestações recebidas são tratadas com seriedade e responsabilidade.

    Entretanto, diante dos termos utilizados nesta nova manifestação pública, é necessário esclarecer alguns pontos, inclusive em complemento à resposta anteriormente apresentada pelo Colégio.

    Em nenhum momento o Colégio afirmou ou pretendeu rotular sua filha como uma criança malcomportada. A referência feita anteriormente ao cumprimento de regras e à organização da atividade teve exclusivamente o objetivo de contextualizar a aplicação da avaliação e as orientações realizadas pela equipe durante aquele momento. Não houve, portanto, atribuição de mau comportamento à aluna, tampouco qualquer intenção de transferir para ela a responsabilidade pela situação relatada.

    Da mesma forma, o Colégio não reconhece o episódio descrito como uma conduta institucional de ameaça, desrespeito ou falta de acolhimento à criança. As orientações realizadas durante a aplicação da avaliação estiveram relacionadas à organização da atividade e do ambiente, considerando as características e a faixa etária dos alunos.

    É importante esclarecer, ainda, que em nenhum momento o Colégio se recusou a atender ou ouvir a família. Ao contrário: a instituição permanece disponível para o diálogo e já possui, inclusive, horário previamente agendado com a Direção Pedagógica para que a situação seja tratada de forma adequada, presencialmente e com todos os esclarecimentos necessários.

    O Colégio considera legítimo que uma mãe manifeste sua preocupação e busque esclarecimentos. Contudo, afirmações públicas que possam atribuir a uma instituição séria e à sua equipe condutas como desrespeito, falta de acolhimento ou tratamento inadequado de uma criança exigem especial responsabilidade, cautela e correspondência com os fatos efetivamente apurados, sobretudo quando ainda existe um canal institucional aberto para esclarecimento da situação.

    O direito à manifestação e à crítica é respeitado pelo Colégio. Da mesma forma, a instituição tem o dever de preservar sua imagem, sua reputação e a integridade profissional de seus funcionários, especialmente diante de afirmações realizadas publicamente que possam produzir interpretações que não correspondam à realidade dos fatos.

    Por essa razão, reiteramos que o Colégio não pretende transformar o episódio em um conflito, tampouco desconsiderar a percepção da família. O que se busca é que a situação seja devidamente esclarecida e resolvida, com base nos fatos e por meio do diálogo institucional já disponibilizado.

    O Colégio Semeando permanece à disposição da família para a reunião já agendada com a Direção Pedagógica, oportunidade em que todos os pontos poderão ser apresentados, esclarecidos e devidamente registrados.

    Atenciosamente,

    Colégio Semeando

  2. Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor

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