O que aconteceu
Em vez de barrarem a venda do controle acionário, a associação civil deveria manter obrigatoriamente uma Ação de Classe Especial (Golden Share) com poder de veto unilateral sobre alteração de nome, cores, escudo e sede; alienação do estádio ou centro de treinamento; e encerramento das categorias de base. Falta teste de idoneidade e solvência (Fit Proper Test). Antes de assumir a SAF, o investidor (nacional ou estrangeiro) deveria ser auditado por órgão independente. Falta depósito de garantia em Escrow Account com exigência de aporte de garantia bancária líquida correspondente a 150% da folha salarial projetada para a temporada, protegendo a empresa desportiva contra [Editado pelo Reclame Aqui] ou falta de liquidez do comprador. Falta cláusula de opção de Recompra Preferencial (Call Option de Salvaguarda) porque em caso de insolvência, abandono de investimentos por mais de 2 anos ou envolvimento do controlador em ilícitos financeiros, a associação de torcedores retém o direito de recompra automática do controle acionário pelo valor contábil líquido ajustado (Book Value), impedindo que o patrimônio do clube seja leiloado judicialmente por dívidas do investidor. Os jogadores estão sendo vendidos com preços baixíssimos deveria ser no mínimo 99 milhões de euros para cima. Os jogadores deveriam ser vendidos somente a partir de 21 anos. Se for vender o atleta precocemente (18 anos) deveriam condicionar o contrato a um empréstimo compulsório de retorno ao clube brasileiro por 18 a 24 meses. O clube comprador europeu deveria pagar pelo passe e o atleta conclui sua maturação metabólica, física e tática na Série A brasileira. O valor da transferência sobe devido ao menor risco de adaptação para o comprador. Não entendemos porque não há treinos com profissionais que entendam de educação física. Quando o jogador leva um carrinho na corrida não pode pular porque não foi treinado para isso. Todos os times deveriam ter treinos de desvios de carrinhos com controle de aterrissagem e stiffness articular. Saltos unilaterais sobre mini-barreiras de espuma (20 cm) com travamento instantâneo de 2s na aterrissagem (stick landing). Falta técnica de micro-toque e salto sobre obstáculo em movimento e condução em velocidade, elevação da bola sobre um obstáculo móvel (rolo de espuma deslizado na direção do atleta) e retomada da bola no segundo passo. Falta treino proprioceptivo cego. Falta treinamento para que todos os times brasileiros consigam fazer gols com chute na gaveta (no ângulo superior direito ou esquerdo entre o travessão e a trave vertical).
Deveriam reduzir nas séries A e B para 18 clubes porque elimina 4 datas do calendário e reduz desgaste físico. Falta cortar profissionalismo de fachada e exigir critérios de licenciamento financeiro severos. Dos 750 clubes atuais, apenas cerca de 100 a 120 clubes deveriam manter a licença de Futebol Profissional. Os outros 600 deveriam ser convertidos ao estatuto de Clubes Amadores/Comunitários, eliminando encargos trabalhistas inviáveis. Falta aumentar a base do calendário estável (Série D Regionalizada) com expansão e aumentar de 64 para 128 clubes com calendário garantido por 10 meses, organizados em 8 conferências regionais permanentes. Falta redução da variância de custos porque a regionalização reduz o desvio padrão dos custos em deslocamentos aéreos e hospedagem e viabiliza sustentabilidade financeira das equipes menores.