O que aconteceu
**Título: Constrangimento e impacto emocional durante residência em Estética Orofacial**
Contratei a Residência em Estética Orofacial da Escola Clinic, inicialmente com carga horária de 60 horas, ajustada para 48 horas, distribuídas em três finais de semana na unidade de Campinas. Escolhi a instituição pela proposta de oferecer um grande volume de pacientes modelos, buscando desenvolver minhas habilidades na prática de procedimentos injetáveis.
Sou farmacêutica, estou concluindo minha pós-graduação em Farmácia Estética e já realizei outras formações práticas, investindo continuamente no meu desenvolvimento profissional.
No primeiro sábado da residência, atendi cinco pacientes e fiquei muito feliz com meu desempenho e minha evolução. No domingo, após realizar um procedimento com cuidado, atenção e preocupação com o bem-estar do paciente, fui repreendida publicamente pela professora, diante de outras pessoas, em relação ao tempo de atendimento, à anestesia utilizada e à organização do carrinho. Ela comparou meu desempenho ao das colegas, afirmou que eu precisava ser mais ágil e comentou que eu estava alisando o rosto do paciente.
Compreendo que a agilidade faz parte do aprendizado e que orientações técnicas são necessárias durante uma formação prática. Entretanto, a forma como fui abordada me causou profundo constrangimento e me fez sentir desrespeitada como profissional.
O episódio teve um impacto emocional significativo. Durante toda a semana, não consegui tirar o ocorrido da cabeça, fiquei remoendo a situação e cheguei a questionar minha própria capacidade e minha aptidão para atuar na estética. Fiquei muito mal e chateada, com minha confiança profissional abalada, justamente em uma fase em que estou investindo tempo, dinheiro e dedicação para me desenvolver na área.
Mesmo emocionalmente abalada, continuei os atendimentos naquele dia. Participei nesta última semana do mês de uma aula de reforço em São Paulo com o professor Dr. Paulo, na qual fui acolhida, respeitada e consegui desenvolver a técnica com confiança. Essa experiência reforçou a importância de um ambiente de ensino que incentive o desenvolvimento do aluno, com orientações técnicas transmitidas de forma respeitosa.
Já conversei com a Karyna, que informou ter encaminhado o caso à gerência, pediu desculpas e comunicou que não terei mais aulas com a professora envolvida. Agradeço o retorno e as providências informadas, mas considero importante registrar publicamente o que vivenciei, pois essas medidas não apagam o impacto emocional que a situação teve sobre mim.
Trata-se de uma formação de alto investimento, e acredito que a qualidade do ensino também envolve respeito, acolhimento e responsabilidade na maneira de orientar os alunos. Espero que a instituição considere esse relato e compreenda a importância de proporcionar um ambiente em que os profissionais em formação possam desenvolver suas habilidades sem ter sua confiança abalada pela forma como são tratados.