O que aconteceu
À Direção da Clínica Psiquiátrica Gávea,
Venho solicitar um posicionamento urgente sobre algumas situações relacionadas ao meu pai, internado na instituição desde 25 de junho.
No início da internação, fomos orientados a levar semanalmente 7 peças de cada roupa e 7 chocolates. Seguimos todas as orientações. Porém, nas últimas semanas, meu pai passou a utilizar roupas velhas, rasgadas e de outros pacientes, enquanto as roupas que enviamos simplesmente desapareceram.
Hoje, encontrei meu pai usando bermuda e camisa de outra pessoa, além de uma sandália que também não era dele, e sem casaco, apesar do frio. Ao questionar a equipe sobre suas roupas, não souberam informar onde estavam. A coordenadora de enfermagem, Fernanda, informou que tentaria localizar os pertences com a equipe, mas não garantiu que conseguiria o seu casaco, mas sim emprestaria de outra pessoa! Um absurdo!
Meu pai está desorientado e não possui condições de cuidar ou reivindicar seus próprios pertences, dependendo integralmente da equipe.
Inclusive, na semana anterior, um enfermeiro supervisor nos orientou a não levar roupas novas, mas apenas roupas velhas e rasgadas, justamente porque, segundo ele, a clínica costuma fazer confusão com as roupas dos pacientes. Diante disso, questiono: onde estão as roupas do meu pai e quais medidas a clínica adota para controlar os pertences dos internos?
Também considero grave o fato de meu pai ter sido mordido por outro interno e a família não ter sido comunicada sobre o ocorrido.
Além disso, já solicitei uma avaliação e um laudo médico à psiquiatra Dra. Joyce e, até o momento, não obtive retorno.
Diante disso, solicito esclarecimentos sobre:
* Onde estão as roupas e demais pertences do meu pai;
* Por que ele está utilizando roupas de outros pacientes e permanecendo sem agasalho;
* Quais providências foram tomadas em relação à mordida e por que a família não foi comunicada;
* Qual a previsão para a avaliação e o laudo médico solicitados à Dra. Joyce;
* Quais medidas serão adotadas para que essas situações não voltem a acontecer.
Meu pai é um idoso desorientado e vulnerável, que não tem condições de defender seus próprios interesses. Estamos confiando à instituição os cuidados básicos e a segurança dele. Esperamos, portanto, um posicionamento claro e providências imediatas.
Aguardo retorno da direção.
Élida Pessoa Lima Furriel da Silva
Filha do paciente
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4Interações da reclamação
Clínica da Gávea respondeu
13/08/2026 às 08:16
Prezada Élida,
Esclarecemos que já há um protocolo de atendimento ativo junto à Ouvidoria ViV, sob o número 7***69, aberto em 13/08/2026, às 00:50h, o qual se encontra dentro do prazo regulamentar para resposta.
As informações apresentadas nesta manifestação serão vinculadas ao protocolo já existente e tratadas de forma integrada, com retorno a ser realizado pela Ouvidoria ViV.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos através do formulário disponível em https://ouvidoria.vivsaude.com.br/
Atenciosamente,
Ouvidoria ViV
ViV - Saúde mental e emocional
Consumidor respondeu
13/08/2026 às 08:20
Inclusive já havia enviado uma reclamação a respeito desse assunto, anteriormente para a ouvidoria, e vocês informaram que iriam resolver. E a situação piorou! Então realmente aguardo a resolução! Para não buscar outros meios cabíveis.