TRISTE RELATO DE UMA MÃE!

Não respondida
Barueri - SP
12/05/2023 às 15:58
ID: 164547133
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Conheci a Jequitibá no dia 22/07, quando meu filho estava na UTI do hospital São Camilo (Ipiranga) em São Paulo por conta de uma crise severa de abstinência por uso de opioide.
Do hospital ele teria que ir direto para uma clínica de reabilitação para se tratar.
A internação do meu filho tinha que ser INVOLUNTÁRIA, pois ele não estava aceitando o tratamento.
Entrei em contato com uma empresa que indica clínicas mediante o perfil da família e paciente.
Me foi indicada a Clínica Jequitibá como sendo a melhor do Brasil, que eles teriam todo estrutura para receber e tratar meu filho.
Minutos depois, recebi a ligação do Sr. Silvio, um dos proprietários da clínica.
Ele foi muito simpático, atencioso; me explicou como funcionava a clínica, falou bastante da estrutura física, alimentação e atividade física, enfim, fez a propaganda perfeita.
Eu expliquei o caso do meu filho com detalhes, inclusive estava naquele momento com meu filho no quarto do hospital.
O Sr. Silvio disse que seria um prazer acolher meu filho, que eles estavam acostumados com casos assim e que fazem internações involuntárias, até porque os dependentes químicos, de início e na abstinência, não aceitam o tratamento. Mas que eu poderia ficar tranquila que tudo daria certo.
Bom, posterior a esta ligação que durou 21 minutos e 31 segundos, recebi do Sr. Silvio mais 4 ligações, tudo para perguntar se eu estava satisfeita com a explicação sobre a estrutura da clínica e ter a certeza, também, de que eu providenciaria a remoção do meu filho para lá no dia seguinte; até ambulância ele me indicou.
Enfim, até aí tudo lindo. Eu estava conseguindo ficar tranquila achando que havia encontrado a clínica que ajudaria meu filho a se tratar.
Meu filho foi transferido de ambulância no dia seguinte, dia 23/07, sábado de manhã.
Chegamos lá e fomos super bem recebidos, uma das proprietárias da clínica Sra. Lu Horiguela nos recepcionou super bem, muito atenciosa, sorridente. Ela explicou o propósito de terem aberto a clínica. Conhecemos o marido dela, Dr. Maurício, psiquiatra da clínica, também muito atencioso, explicou que desintoxicar o organismo do meu filho seria tarefa fácil, que lá o foco é tratar o comportamental, a mente.
Meu filho gostou, os monitores foram muito atenciosos, enfim.
Fui adicionada num grupo no WhatsApp onde estavam outras famílias, tanto de paciente da clínica, como de fora. Era um grupo de apoio onde toda 2 feira era enviavam um link de acesso para a palestra direcionada às famílias e bate-papo. Inclusive, disseram que este grupo seria eterno e contínuo, mesmo depois que meu filho saísse da internação, pois é um grupo para apoiar as famílias até na troca de experiências.
Em 23/07, recebi uma vídeo-chamada do meu filho, ele conversou comigo e com o avô, ficou muito feliz em nos ver e nós também.
Tudo parecia ir bem, até o dia da 1 visita, que foi na semana que meu filho completaria 15 dias internado, conforme informado pela Sra. Lu.
No dia 28/07, antes da visita, fomos recepcionados numa sala de reunião com a Sra. Lu Horiguela com mais 2 terapeutas, onde queria nos preparar para a visita. Reforçando a importância de nossa postura firme, de não nos deixarmos levar pela vontade dele de ir embora, até porque ele é paciente recente, ainda estava em forte abstinência, que a desintoxicação só começa entre 30 e 45 dias de internação. Enfim, fomos orientados de que seria óbvio a vontade dele de ir embora, mas que o papel da família seria de ser firme e mantê-lo internado.
Entramos para a visita, ficamos com ele no jardim, tudo lindo.. até que ele começou a pedir para ir embora, conforme a equipe havia nos avisado. Fomos firmes e tentamos acalmá-lo. Ele então se levantou e foi até uma sala onde estava tendo uma palestra com outro paciente e perguntou ao terapeuta com quem ele falava para ir embora.
Em menos de 5 minutos, apareceu a Sra. Lu pedindo para que levássemos meu filho Matheus embora, inclusive na presença dele, pois ele estava alterado; e que não poderia manter ele lá. Ficamos perplexos, até sem reação de imediato. Pois toda a orientação da equipe foi que deveríamos ser firmes, pois, tal postura dele já era esperada.
Meu filho mais novo começou a chorar, pois viu o quanto o irmão estava alterado, tendo um surto.
Meu marido ficou muito nervoso, pois eles estavam fazendo totalmente ao contrário de tudo que nos orientaram desde o primeiro dia de internação do meu filho.
Bom, meu filho foi fazer as malas com os monitores. Voltou com as malas e uma sacola de remédios; sequer o psiquiatra responsável veio falar com a gente, ele estava sendo expulso da clínica em meio a um surto, sem receita médica e sem sabermos como lidar com ele lá fora, nem quais procedimentos eles estavam praticando com ele lá dentro.
Internei meu filho numa clínica de reabilitação e não numa recreação de buffet infantil.
Ele estava sob cuidados médicos.
Indo embora, o surto do meu filho piorou, ele ficou agressivo no veículo. Meu marido teve que parar o carro e eles se agrediram fisicamente, foi desesperador, a pior situação de nossas vidas.
Meu filho mais novo desmaiou de nervoso e eu estava gritando pedindo ajuda, clamando a Deus que viesse alguém para nos socorrer.
Foi quando apareceu um veículo com 2 monitores da clínica que pararam para ajudar e pediram reforços.
Meu filho correu e entrou em nosso carro em meio a estrada de terra e tentou sair com o carro e só parou porque eu entrei na frente do carro e meu marido colocou o corpo pra dentro pela janela do veículo e puxou o freio de mão.
Vieram mais monitores para separá-los.
E num dos carros veio a Sra. Lu e disse que levaria o meu filho para o hospital, pois a responsabilidade era dela.
Fomos embora que nem sei como dirigi pela estrada depois de toda aquela loucura.
Por fim, a Sra. Lu me chamou de noite no WhatsApp dizendo que meu filho estava medicado, que não haviam levado ao hospital, que o Dr. Maurício havia tratado dele na clínica. Me pediu perdão e disse que na manhã seguinte o Dr. Mauricio me ligaria.
Ou seja, eles não levaram meu filho ao hospital nem para fazer um exame de raio-x, sendo que ele estava bem machucado. Foram negligentes mais uma vez.
E não o levaram, pois sabiam que seriam questionados sobre o que havia ocorrido e o grave erro deles seria exposto.
Depois de tudo o que ela havia causado, uma pessoa sem know-how algum para direcionar um paciente; já iniciei minha busca por outras clínicas que verdadeiramente sabiam lidar com casos como o do meu filho.
Eu adentrei a noite sem dormir, pesquisando clínicas para direcionar o meu filho. Não confiava mais no trabalho da Clínica Jequitibá.
No dia seguinte, em 29/07, fizeram uma vídeo chamada, com meu filho ainda alterado, sendo confrontado pela Sra. Lu e pelo Sr. Silvio.
O Dr. Maurício, psiquiatra responsável pela clínica, NÃO me ligou em nenhum momento.
Quem me ligou foi o Sr. Henrique, para tratar da transferência do meu filho para uma clínica psiquiátrica.
Seria louvável se eles, antes de apenas expulsarem o meu filho, que entrassem em contato conosco, admitindo não terem a estrutura para lidar com uma crise de abstinência, nem com a agressividade que tal crise pode provocar, e direcionado meu filho para outra clínica, e não tê-lo expulsado, abandonando um paciente abstinente e em surto.
E digo mais, eles deveriam ter orientado a família numa transferência de clínica sem presença do paciente, meu filho Matheus, ainda mais um paciente em crise de abstinência e surto, de total conhecimento deles.
Á partir do momento em que eles receberam meu filho lá, a responsabilidade em nos auxiliarem a conduzir o tratamento era deles.
Mas, infelizmente, visaram apenas o dinheiro, a mensalidade de R$ 12.*******,00 (que me foi devolvido apenas após eu apagar meu 1 relato).
Meu filho poderia ter tirado a própria vida e até a nossa, causando um acidente na estrada.
Por fim, minha família e eu conseguimos providenciar a remoção do meu filho para uma clínica segura, com o tratamento, estrutura e preparo profissional devido.
A clínica Jequitibá tratou o caso não como ele sendo um paciente, mas sim como se meu filho fosse um cliente de um spa. Foi me enviado a foto do pedido de transferência do Dr. Maurício e mais nada.
Não me enviaram o relatório médico, relatório de medicamentos que pagamos para comprar para ele, quais medicamentos enviaram com meu filho junto na ambulância, quais foram os procedimentos realizados na clínica, em que fase estava. https://*******!
Deixo meu relato para que outras famílias não passem pela situação aterrorizante que passamos.
A vida do meu filho pode não importar para eles, apenas o dinheiro.
Mas meu filho é a minha vida e tem uma família que sempre e para sempre zelará por ele!
***Por fim, sabe aquele grupo de apoio que seria eterno, me excluíram dele, com receio de eu dar meu depoimento para as tantas famílias que lá estão.
***Tenho todas as conversas de WhatsApp salvas para caso eles queiram falar algo ao contrário.