O que aconteceu
Venho registrar minha profunda indignação com a plataforma Dinzo (Codari Soluções de Tecnologia). Minha experiência com o serviço foi uma escalada de prejuízos e [Editado pelo Reclame Aqui] promessas. Inicialmente, assinei o plano mais barato, mas percebi que o sistema me limitava, sendo induzido pela publicidade da empresa a fazer o upgrade para a versão mais cara (Plano Ultra) sob a promessa de que teria automação total e separação de contas.
Investi mais de R$ 450,00 de boa-fé e o resultado é revoltante: o aplicativo mais caro não resolveu nada e apresenta erros crassos, evidentes e sistêmicos, que tornam o serviço completamente inútil.
Os problemas absurdos que enfrento diariamente são:
1. Mistura inadmissível de PF e PJ: A tela principal exibe a totalização de contas de Pessoa Física e Pessoa Jurídica misturadas. Para quem precisa de gestão empresarial e contábil, isso é um erro gravíssimo e inaceitável;
2. Duplicação constante de entradas: O sistema duplica lançamentos financeiros o tempo todo;
3. Falhas graves da Inteligência Artificial em lote: A IA comete erros massivos, me obrigando a fazer um trabalho manual exaustivo para auditar e corrigir o que está certo e errado. O app que deveria me poupar tempo está me dando o triplo de trabalho.
Por segurança e para proteger meus dados diante de tanta instabilidade, já desconectei o Open Finance do sistema.
Ao tentar amigavelmente o reembolso pelos canais oficiais, recebi uma resposta automática e genérica de recusa, alegando a barreira dos 7 dias da compra. Esclareço à gerência da empresa que o meu caso NÃO é de direito de arrependimento (Art. 49 do CDC), mas sim de VÍCIO OCULTO de qualidade em serviço digital (Art. 26, 3 do CDC) combinado com descumprimento de oferta e publicidade enganosa (Art. 35 e 37 do CDC). O prazo legal de 90 dias para reclamar de vícios ocultos começa a contar a partir do momento em que os defeitos se tornam evidentes através do uso, e não da data da compra.
O serviço entregue é impróprio para o fim a que se destina e causou frustração e perda de tempo. Com amparo no Artigo 20, inciso II do Código de Defesa do Consumidor, exijo a RESTITUIÇÃO IMEDIATA E INTEGRAL de todos os valores pagos à plataforma.
Caso persistam na negativa eletrônica, o próximo passo será a denúncia formal ao Procon e a abertura de uma ação judicial no Juizado Especial Cível (JEC) por perdas e danos. Aguardo o estorno.
Reclamações parecidas
4Interações da reclamação
Codari respondeu
22/09/2026 às 10:53
Olá, Celso! Tudo bem?
Lamentamos que sua experiência não tenha sido a que esperávamos. Retornamos pelo suporte e esclarecemos o caso com você. Permanecemos à disposição por lá para qualquer reporte.
Sobre o Ultra: o plano permite conectar CPF e CNPJ na mesma conta (MEIs, empreendedores e quem usa mais de um documento). Em nenhum momento anunciamos, na tela de assinatura, na landing page ou em anúncios, a separação automática dos totais de PF e PJ na tela principal. Essa divisão já pode ser feita pelo relatório Contas e pelos filtros de contas no Extrato; o pedido de espaços PF/PJ nativos segue em nossa fila de melhorias.
Sobre duplicações e falhas do assistente: tratamos com seriedade todo reporte que recebemos. O assistente pode errar e serve como apoio. Quando o dado vem incorreto do banco (Open Finance), precisamos reportar à instituição; o prazo oficial do provedor pode ser de até 45 dias.
Sobre seus dados: eles estão seguros. O Dinzo não usa instabilidade do produto como motivo para expor informações. Você pode manter o Open Finance desconectado se preferir; isso é uma escolha sua de uso, não um risco de vazamento da nossa parte.
Seguimos abertos a receber prints objetivos do que ainda estiver errado do nosso lado e a corrigir o que for responsabilidade da Dinzo.
Atenciosamente,
Equipe Dinzo
Consumidor respondeu
22/09/2026 às 10:56
Hélio, a resposta da Dinzo ignora as provas documentais, a legislação vigente e tenta mascarar falhas sistêmicas gravíssimas do aplicativo sob a desculpa de "melhorias futuras" e Termos de Uso abusivos. Para piorar, após a minha primeira reclamação, o meu acesso à plataforma foi propositadamente suspenso e depois restabelecido, configurando uma retaliação abusiva a um consumidor que já pagou pelo serviço.
Desmonto os vossos argumentos com os fatos e as provas em anexo:
1. Publicidade Enganosa e Mistura de Contas (Art. 37 do CDC)
A alegação de que a empresa "não vende ou anuncia" a gestão separada de PF e PJ é frontalmente desmentida pela vossa própria publicidade. Anexo a captura de tela oficial onde o plano Ultra é vendido EXATAMENTE com a promessa: "Para quem (...) tem CPF e CNPJ juntos", listando a inclusão de "Mais de um CPF e contas PJ (CNPJ)". Ao cadastrar as minhas contas (Nubank PF e Nubank PJ), o sistema soma e mistura as faturas e os saldos de ambas na tela principal. O software não separa, ele mistura as entidades jurídicas, inviabilizando totalmente a gestão do meu negócio. Filtros paliativos em abas secundárias não corrigem a totalização corrompida na visão principal. O serviço entregue não é o serviço anunciado.
2. Vício Oculto e Falha Sistêmica de Cálculo (Art. 20, inciso II do CDC)
O problema central não é uma simples falha de inteligência artificial, mas um erro grotesco de arquitetura do software. Conforme as capturas de tela anexadas, o "Saldo líquido" da tela principal está TRAVADO em - R$ 2.763,62 consecutivamente nos meses de junho, julho, agosto e setembro. Mesmo com flutuações extremas de receitas e despesas entre os meses, o saldo principal recusa-se a atualizar. Um sistema financeiro incapaz de realizar a soma e subtração básica do mês é absolutamente inútil. Reforço: o prazo de 90 dias para reclamar de vício oculto inicia-se no momento em que o defeito se torna evidente pelo uso, e não no momento da compra (Art. 26, 3).
3. Cobrança Dupla, Indução em Erro e Má-fé
O vosso sistema interno induziu-me em erro ao mascarar as cobranças. O aplicativo exibia que o plano Ultra (R$ 399,90) tinha sido ativado através de uma mera "extensão de prazo" da minha assinatura Premium original (R$ 79,90). No entanto, o extrato oficial de pagamentos (em anexo) comprova que fui cobrado duas vezes no mesmo dia (04/09/2026), totalizando um débito de R$ 479,80. A plataforma sobrepôs a cobrança anual à trimestral sem qualquer acerto ou estorno proporcional, e o sistema interno escondeu essa transação financeira.
4. Nulidade dos Termos de Uso (Art. 51, inciso I do CDC)
Nenhum contrato de adesão se sobrepõe à Lei. São nulas de pleno direito as cláusulas que impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza. Vocês não podem vender um software defeituoso, que cobra em duplicidade, trava cálculos básicos e mistura patrimônios, e usar os Termos de Uso para se eximirem da responsabilidade de devolução.
EXIGÊNCIA FINAL:
Esta é a última tentativa de resolução extrajudicial. Exijo a rescisão imediata do contrato por vício oculto e descumprimento de oferta, com o ESTORNO INTEGRAL de R$ 479,80 (valor das duas cobranças indevidas sobrepostas). A minha chave Pix já foi enviada diretamente ao vosso setor financeiro pelo WhatsApp.
Caso a retenção indevida do meu dinheiro persista, o próximo passo será a via judicial no Juizado Especial Cível (JEC), onde exigirei a restituição material em dobro, somada a uma indenização por Danos Morais baseada na Teoria do Desvio Produtivo (pelo tempo e trabalho [Editado pelo Reclame Aqui] da minha empresa para lidar com os erros primários deste sistema) e na suspensão arbitrária do meu acesso.
Aguardo o comprovativo do Pix.
Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor
Avaliação do consumidor
Problema foi resolvido?NãoVoltaria a fazer negócio?NãoNota do atendimento0Não cumpre o que promete.