O que aconteceu
Matriculei minha filha no Colégio Biângulo Unidade Águas Claras/DF, com início das aulas em 12 de agosto de 2026.
Antes disso, minha filha estudava em escola pública. Tomei a decisão de retirá-la da rede pública e matriculá-la em uma escola particular, assumindo um custo financeiro significativo para nossa família, justamente porque buscava um ambiente escolar organizado, seguro, respeitoso e adequado ao aprendizado.
Infelizmente, a experiência que tivemos foi completamente diferente daquilo que esperávamos ao fazer essa mudança.
Minha filha frequentou apenas 8 aulas e, em 5 delas, precisou sair antes do horário, pois não estava conseguindo permanecer no ambiente escolar.
Desde os primeiros dias, ela relatou uma sala extremamente agitada, com alunos subindo nas carteiras, falando palavrões, desrespeitando professores e mantendo conversas inadequadas. Também houve relatos de alunos jogando bolas de papel e borrachas no professor.
Além disso, minha filha relatou ter presenciado conversas entre alguns alunos envolvendo violência contra o próprio professor, inclusive falas sobre enfiar uma faca no professor e molestá-lo. Independentemente de tais falas terem sido feitas como provocação, brincadeira ou ameaça, considero esse tipo de conversa extremamente inadequado e preocupante dentro de uma sala de aula.
A situação mais grave diretamente relacionada à minha filha ocorreu quando um aluno fez um comentário de natureza sexual e desrespeitosa, dizendo que iria passar a mão na bunda dela.
Todo esse contexto afetou profundamente sua relação com a escola. Ela passou a apresentar forte resistência para frequentar as aulas, com choro, dores de barriga, ânsia de vômito e grande sofrimento emocional.
É importante deixar claro que não simplesmente retirei minha filha da escola.
Procurei a instituição repetidamente e participei de CINCO REUNIÕES, tentando encontrar uma solução antes de decidir pelo cancelamento.
Em uma dessas tentativas, foi informado que haveria um monitor dentro da sala durante todo o período, justamente para ajudar no controle e acompanhamento da turma. Porém, essa medida não aconteceu da maneira que nos foi apresentada.
A própria direção reconheceu durante nossas conversas que a turma era agitada.
Mesmo depois de todas as nossas tentativas, os problemas continuaram.
Na quinta reunião, a solução apresentada pela direção foi transferir minha filha para outra unidade do colégio, localizada mais distante da nossa residência, aproximadamente 18 a 20 minutos de carro.
Não considero razoável que, diante dos problemas enfrentados na unidade em que efetivamente fiz a matrícula, a solução seja transferir para minha família o ônus de um deslocamento diário maior.
Além de todo o desgaste emocional, tivemos um prejuízo financeiro significativo.
Foram gastos:
R$ 1.243,52 pagos diretamente à instituição pela matrícula/primeira parcela;
R$ 911,10 com livros e materiais;
R$ 184,40 com uniforme.
Total desembolsado: R$ 2.339,02.
Esses gastos foram assumidos justamente porque retirei minha filha da escola pública e optei pelo ensino particular, acreditando que ela teria condições adequadas para estudar e permanecer na instituição.
Além desses valores, houve deslocamentos até a escola, tempo despendido em cinco reuniões, reorganização da rotina familiar e todo o desgaste de tentar solucionar uma situação que não foi provocada por nós.
O próprio contrato atribui à instituição responsabilidades relacionadas à organização das turmas, professores, auxiliares, orientação pedagógica e demais medidas necessárias à prestação do serviço educacional.
Também tenho conhecimento de que o contrato prevê, para determinadas situações de rescisão por iniciativa do responsável, cobrança do mês vigente e multa de 20% sobre parcelas futuras.
Porém, contesto a aplicação dessa penalidade ao meu caso, porque não se trata de uma desistência imotivada ou de simples mudança de escola por vontade da família.
Foram cinco reuniões e diversas tentativas de solução antes de chegarmos ao cancelamento.
Minha filha permaneceu pouquíssimo tempo na instituição, frequentou somente 8 aulas e, mesmo nesse período tão curto, em 5 ocasiões precisou sair antecipadamente.
Por isso, por meio desta reclamação, solicito ao Colégio Biângulo:
1. O cancelamento definitivo da matrícula e do contrato, sem cobrança de parcelas posteriores;
2. A não aplicação da multa de 20% sobre as parcelas futuras;
3. A restituição integral dos R$ 1.243,52 pagos diretamente à instituição, considerando as circunstâncias que motivaram a retirada da minha filha, o curtíssimo período de frequência e todas as tentativas anteriores de solução;
4. Uma solução justa em relação aos R$ 911,10 gastos com livros e materiais e aos R$ 184,40 gastos com uniforme, adquiridos especificamente para que minha filha estudasse na instituição;
5. Uma resposta formal da escola sobre a situação e, caso algum desses pedidos seja recusado, que seja apresentada uma justificativa objetiva e fundamentada.
Reforço: não estou pedindo o cancelamento porque simplesmente mudei de ideia.
Eu retirei minha filha de uma escola pública, assumi os custos de uma instituição particular e adquiri livros, materiais e uniforme porque pretendia que ela permanecesse no Colégio Biângulo. Portanto, não havia qualquer intenção de cancelar a matrícula poucos dias depois.
Procurei a escola cinco vezes antes de tomar essa decisão. Tentei solucionar o problema, esperei pelas providências prometidas e somente depois de perceber que minha filha não estava conseguindo permanecer naquele ambiente decidi encerrar o contrato.
Em apenas oito aulas, minha filha já havia relatado desrespeito aos professores, alunos jogando objetos no professor, conversas entre alunos envolvendo faca e violência contra o professor, falas de teor sexual e uma fala diretamente dirigida a ela dizendo que um aluno iria passar a mão na bunda dela.
Diante desse conjunto de acontecimentos, não considero razoável exigir que minha filha continue frequentando o ambiente apenas para evitar prejuízo financeiro decorrente do cancelamento.
Além disso, agora preciso lidar novamente com a questão escolar da minha filha, depois de já ter realizado toda a mudança da escola pública para a particular, comprado os materiais necessários e reorganizado nossa rotina.
Não considero justo que, depois de tudo o que ocorreu, além dos R$ 2.339,02 já desembolsados, minha família ainda tenha que suportar uma multa sobre mensalidades futuras.
Espero que o Colégio Biângulo considere todo o histórico e apresente uma solução administrativa adequada, com cancelamento sem multa e restituição integral dos R$ 1.243,52 pagos diretamente à instituição.
Caso não seja possível chegar a uma solução, pretendo apresentar toda a documentação disponível aos órgãos competentes de defesa do consumidor para que o contrato e as circunstâncias do caso sejam analisados.