O que aconteceu
NÃO COLOQUEM SEUS FILHOS NO COLÉGIO CHRISTUS! Faço este alerta como um pedido de socorro e aviso a todos os pais. Meu irmão, uma criança neurodivergente (diagnosticada com Autismo e TDAH), estudou na instituição durante o 4 e o 5 ano (aos 9 e 10 anos) e viveu um verdadeiro pesadelo.
Durante esse período, ele foi vítima constante de bullying, preconceito e agressões físicas, verbais e psicológicas por parte dos colegas. Sofria humilhações diárias, xingamentos pelas costas e tinha seus pertences, como a mochila, frequentemente escondidos. Diante de tudo isso, a postura da direção, da coordenação e do setor de psicologia foi de total negligência e inversão de culpa.
A escola tem a prática inaceitável de culpabilizar a vítima. Enquanto os agressores saíam impunes ou, no máximo, perdiam o tempo do intervalo após agressões físicas, meu irmão era punido. O colégio chegou a suspendê-lo e a ofertar transferência de turma e de turno, o que pro meu irmão foi um grande choque , pois ele teve que fazer isso faltando 1 mês pras aulas terminarem e afetou bastante a rotina dele e o emocional pois ele não queria isso. O ápice da falta de profissionalismo e do nepotismo ocorreu quando a coordenadora encobriu as agressões cometidas pelo próprio sobrinho contra o meu irmão. O resultado? O meu irmão, a vítima, foi suspenso, enquanto o sobrinho da coordenadora saiu impune.
As agressões físicas chegaram a um nível tão insustentável que tivemos que acionar a polícia, registrar um Boletim de Ocorrência (BO) e submeter uma criança a um exame de corpo de delito. Para tentar encobrir os fatos, o colégio impediu o acesso da polícia ao ambiente escolar, recusou-se a fornecer as imagens das câmeras de segurança e silenciou diante da gravidade da situação.
O ambiente é tão adoecido e insustentável que os próprios profissionais da escola, como a psicóloga, precisam de medicação para suportar a omissão e a injustiça diárias. Não há respeito pela diversidade, pelas diferenças individuais, pelas religiões ou pelas crianças que mais precisam de acolhimento.
Tudo é uma grande encenação, e o histórico de negligência da escola é alarmante. Não é coincidência que, recentemente, a instituição tenha sido palco de um caso extremo e amplamente noticiado, em que um aluno do ensino médio tentou matar outro estudante, também vítima de bullying. Isso é consequência direta dessa cultura que silencia as vítimas e protege os agressores.
Não silenciem. Se o seu filho está lá, exija as imagens das câmeras, questione, não aceite falácias. Pelo bem da saúde mental e física de suas crianças, mantenham-nas longe desse ambiente. Essa escola fomenta a omissão, o preconceito e a falta de resolutividade. Tirem seus filhos de lá o quanto antes e denunciem!