Resolvido

Escola Cristã Trata Pais Inadimplentes como Devedores da Pior Espécie

Colégio da Companhia de Maria - RJ

cidade: Rio de Janeiro

O que aconteceu

Sim, fiquei devendo, não nego; e não tive condições de procurar o colégio para tentar uma solução. Errei.

No entanto, da mesma forma, o colégio não estava me cobrando o que devia. Meu filho passou no vestibular para uma universidade particular de primeira linha e recebeu do colégio todos os documentos necessários para sua matrícula no ensino superior. Recebeu também a informação da secretaria de que não havia nenhuma pendência. Achei ótimo, seria perdão da dívida? Se sim, seria uma atitude humana-cristã, que o colégio diz oferecer como educação para seus alunos? Que ótimo! Educar dando exemplo! Seria tudo que precisava para prosseguir, diante de tantos desafios.

Só que não.

Mesmo não tendo sido contatado e cobrado sequer uma única vez diretamente pelo colégio, eis que um dia recebo em minha casa um oficial de justiça me entregando um mandado de execução citando-me para pagar em três dias quase o dobro do que devia.

Como o colégio se diz Cristão, sinto-me a vontade para citar uma passagem bíblica que diz que o justo não cobra juros e julga com justiça (Ezequiel 18:8). Talvez esteja com a boa intenção de aumentar sua riqueza com juros exorbitantes (Provérbios 28:8)? Deixo porém, esta questão religiosa para os padres e madres do Colégio que muito mais sabedoria têm acerca das coisas de Deus.

Volto-me para o mundo em que vivemos e pergunto: é proibido negociar juros e multas em um momento tão adverso de nossa economia? é proibido dar voz ao devedor para frente a frente negociar? Estes questionamentos são a base para as duas reclamações que aqui faço e espero obter resposta:

1) Os advogados contratados pelo Colégio Companhia de Maria não aceitam negociação pessoal, feita frente a frente. Somente aceitam propostas por e-mail. Isto é um tratamento que se dá a devedores da pior espécie e não aquele que deseja resolver o problema, aquele que teve uma relação de muitos e muitos anos com o colégio. Seus advogados não nos permitem argumentar de forma dialogada, exigem uma negociação fria e desta maneira não nos consentem ouvir as demandas mais relevantes do Colégio, o que facilitaria encontrar um termo comum para um acordo. Reclamo, portanto, que simplesmente desejo falar, ouvir e ser ouvido, ou seja, desejo negociar.

2) Os advogados contratados pelo Colégio Companhia de Maria são inflexíveis. Da primeira proposta que fiz, obtive como retorno o seguinte: “Infelizmente a proposta não foi aceita. Para formalização de acordo, este deverá ser feito sob o débito atualizado e corrigido até a sua feitura”. Minha segunda reclamação é, portanto, que haja flexibilidade na negociação, o que, penso eu, faz sentido, diante do atual contexto sócio-econômico em que vivemos.

Será que o colégio quer mesmo cobrar todo este montante de juros e multa, a despeito da crise em que todos vivemos? A aplicação estrita dos juros e multas legais/contratuais, que sejam, mas sem alguma negociação, faz realmente sentido, além de claramente aumentar proporcionalmente os honorários advocatícios que incidem sobre o valor total cobrança? Se sim, ok, nos vemos no tribunal.

Reclamações parecidas

4

Interações da reclamação

  1. Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor

    Avaliação do consumidor

    Problema foi resolvido?Sim
    Voltaria a fazer negócio?Não
    Nota do atendimento0

    Resolvi o problema ganhando a causa na justiça.