Não respondida

EXPERIÊNCIA DE EXCLUSÃO E CONSTRANGIMENTO

Colegio Galileu Galilei Ltda

cidade: São Paulo

O que aconteceu

RECLAMAÇÃO FORMAL EXPERIÊNCIA DE EXCLUSÃO E CONSTRANGIMENTO

Venho por meio desta reclamação tornar público o meu profundo descontentamento com a experiência que eu e minha família tivemos ao procurar o Colégio Galileu Galilei, localizado na ***** para conhecer a instituição e avaliar a possibilidade de matricular minha filha.

Entrei em contato com o colégio e agendei uma visita. No dia *****, compareci à instituição acompanhada do meu marido e da minha filha. Fomos recebidos inicialmente pela assistente Larissa.

Minha filha é uma criança atí[Editado pelo Reclame Aqui], possui diagnóstico de TDAH e também é laudada com Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD). Sabemos que ela necessita de atenção, compreensão e, principalmente, de um ambiente que respeite suas particularidades.

Durante a visita, enquanto eu conhecia a estrutura do colégio acompanhada pela Larissa, meu marido permaneceu conversando reservadamente com o diretor, Alexandre. Ele optou por conversar sem a presença da minha filha justamente para preservá-la e explicou ao diretor a situação dela, suas necessidades e o fato de ela ser uma criança atí[Editado pelo Reclame Aqui].

Quando retornei, percebi uma mudança na postura do diretor. Até então, estávamos ali como qualquer família que procura uma escola para sua filha.

Em seguida, iria ser apresentado o material e a metodologia da instituição. Em determinado momento, quando chegamos à porta da sala onde seria feita a apresentação, o diretor disse:

Você não precisa assistir sobre o material, depois a gente conversa.

Eu não entendi o motivo daquela fala e respondi que queria assistir à apresentação. Então entrei na sala juntamente com meu marido e minha filha.

Após a apresentação, veio a situação que mais me marcou.

O diretor nos disse que eu deveria encaminhar o laudo da minha filha para que fosse verificada a possibilidade de matriculá-la, alegando que havia uma questão de cota e que não havia vaga.

Naquele momento, fiquei extremamente confusa e constrangida.

Como assim não havia vaga?

Nós havíamos sido chamados ao colégio para conhecer a instituição e buscar uma possível matrícula. E naquele mesmo momento havia outra mãe no local conhecendo o colégio. Para ela tinha vaga, para mim, não.

Então, diante daquela situação, fiquei com uma pergunta que até hoje não consigo esquecer:

Por que, depois de saber que minha filha era uma criança atí[Editado pelo Reclame Aqui] e possuía laudo, a questão da vaga passou a ser tratada de maneira diferente?

E, para completar a situação, o diretor se dirigiu à outra mãe e perguntou:

Você já vai fechar a matrícula, né? Vem cá, mãe.

Naquele momento eu simplesmente paralisei.

A sensação que tive foi de que havia vaga para outra criança, mas que, para a minha filha, a situação havia mudado depois que sua condição foi apresentada.

Saí daquela instituição profundamente abalada.

Entrei no carro e comecei a chorar.

Meu marido tentou me acalmar, dizendo que aquilo poderia ser uma situação normal, mas, para mim, não era.

Não estávamos pedindo bolsa de estudos.

Não estávamos pedindo privilégio.

Não estávamos pedindo tratamento especial.

Estávamos apenas procurando uma escola para nossa filha.

Mesmo diante de toda aquela situação, meu marido decidiu encaminhar o laudo solicitado pelo diretor, acreditando que talvez houvesse algum procedimento interno que precisasse ser seguido. O laudo foi encaminhado no dia *****.

E então começou outro capítulo ainda mais frustrante.

Passaram-se dias sem qualquer resposta.

Meu marido entrou em contato com o diretor pelo Whatssapp para perguntar sobre a situação.

Nenhuma resposta.

Passaram-se mais alguns dias e ele perguntou novamente.

Novamente, nenhuma resposta.

Mais alguns dias se passaram e meu marido voltou a procurar o diretor, já insatisfeito porque era nítido que ele não tinha nenhum interesse em fechar contrato conosco.

Somente depois de aproximadamente 10 dias de espera, o diretor finalmente respondeu.

Inicialmente, informou que não era ele quem avaliava o laudo.

Depois, passou a apresentar justificativas relacionadas a cotas.

E eu pergunto:

Cotas? Minha filha virou uma cota?

Nós não estávamos solicitando bolsa de estudos. Não estávamos pleiteando nenhum benefício financeiro.

Estávamos simplesmente tentando matricular nossa filha em uma escola.

Como mãe, é impossível não me sentir profundamente indignada diante de uma situação em que, depois de apresentar o laudo da minha filha, a conversa sobre sua matrícula passou a ser tratada dessa maneira.

Uma escola deveria ser um ambiente de educação, respeito, acolhimento e inclusão.

É dentro de uma instituição de ensino que nossas crianças deveriam aprender que as diferenças fazem parte da sociedade e que ninguém deve ser diminuído por ser diferente.

Entretanto, a experiência que tivemos no Colégio Galileu Galilei nos fez sentir exatamente o contrário.

Sentimos desrespeito, exclusão e um tratamento diferente em razão da condição da nossa filha.

Minha filha não é um laudo.

Minha filha não é uma cota.

Minha filha não é um problema.

Ela é apenas uma criança em fase de aprendizado. Uma criança que tem sentimentos, capacidades, sonhos e um futuro inteiro pela frente.

E existe algo que talvez o diretor não tenha percebido naquele momento: por trás daquele laudo existe uma mãe.

Uma mãe que luta diariamente pela filha.

Uma mãe que conhece as dificuldades que sua criança enfrenta.

Uma mãe que sabe o quanto é difícil encontrar ambientes verdadeiramente preparados para acolher crianças atí[Editado pelo Reclame Aqui].

E justamente quando acreditamos que estamos encontrando uma instituição onde nossa filha poderá estudar, aprender e crescer, nos deparamos com uma situação que nos fez sentir que ela poderia estar sendo vista primeiro pela sua condição e somente depois como criança.

Isso dói.

Dói porque não estamos falando apenas de uma vaga.

Estamos falando de uma oportunidade.

Estamos falando de inclusão.

Estamos falando da dignidade de uma criança.

Minha filha tem um sonho. Ela quer ser médica.

E eu me pergunto:

Por ela ser uma criança atí[Editado pelo Reclame Aqui], ela não pode sonhar?

Por ter um diagnóstico, ela deve encontrar portas fechadas?

Por possuir um laudo, ela deve ser vista como uma cota antes de ser vista como uma aluna?

Não aceito isso.

Não quero que minha filha cresça acreditando que suas diferenças determinam até onde ela pode chegar.

Ela tem o direito de sonhar.

Ela tem o direito de estudar.

Ela tem o direito de ser respeitada.

Ela tem o direito de ser tratada com dignidade.

E é justamente por isso que estou fazendo esta reclamação.

Quero que este relato chegue aos proprietários e responsáveis pelo Colégio Galileu Galilei. Quero que tenham conhecimento da forma como uma família foi recebida quando procurou a instituição buscando uma oportunidade de educação para sua filha.

Não estou fazendo esta reclamação por vingança.

Estou fazendo porque não quero que outra mãe, pai ou responsável passe pela mesma situação.

Não quero que outra família saia deste colégio chorando dentro de um carro porque sentiu que seu filho foi colocado em uma posição diferente simplesmente por ser uma criança atí[Editado pelo Reclame Aqui].

Não quero que nenhuma outra criança seja tratada como menos capaz por possuir um diagnóstico.

Por isso, caso seja necessário, levarei este relato aos órgãos competentes da área da educação e buscarei também as medidas administrativas e judiciais cabíveis, para que os fatos sejam devidamente analisados e apurados.

NÃO VOU ME CALAR!!!

Não porque quero prejudicar o colégio, mas porque acredito que situações como essa precisam ser discutidas e esclarecidas.

Uma escola ensina muito mais pelo exemplo do que pelos livros.

E eu espero sinceramente que o Colégio Galileu Galilei reveja a forma como essa situação foi conduzida e reflita sobre o tratamento oferecido às famílias de crianças atí[Editado pelo Reclame Aqui].

Porque inclusão não pode existir apenas no discurso.

Inclusão precisa existir na prática.

Minha filha não precisa que ninguém tenha pena dela.

Ela precisa de oportunidade.

Ela precisa de respeito.