O que aconteceu
Gostaria de registrar uma reclamação e, principalmente, solicitar uma providência do Colégio Marista de Patos de Minas/MG em relação à utilização do ginásio localizado em frente ao nosso prédio residencial.
Quero deixar claro, desde o início, que não somos contra o esporte, contra as atividades escolares ou contra a utilização do ginásio. Pelo contrário: entendemos a importância do esporte na formação de crianças e adolescentes e reconhecemos o papel que uma instituição de ensino pode exercer nesse sentido.
O problema está na forma como algumas atividades vêm sendo realizadas, especialmente no período noturno.
É recorrente que o ginásio seja utilizado até 21h, 22h ou próximo disso, com eventos que envolvem torcida, gritos, vuvuzelas, instrumentos de fanfarra, apitos e uma quantidade de pessoas que gera um nível de ruído extremamente elevado para quem mora no entorno.
Para quem está participando do evento, pode parecer apenas a animação de uma competição esportiva. Porém, para quem mora literalmente em frente ao ginásio, isso significa horas de barulho dentro de casa, justamente no período em que muitas famílias estão tentando descansar, crianças estão dormindo e pessoas precisam acordar cedo para trabalhar no dia seguinte.
Além do barulho, há situações que causam ainda mais preocupação, como relatos e episódios de adolescentes consumindo bebidas alcoólicas nas proximidades e durante eventos, além de comportamentos inadequados e falta de organização que acabam afetando diretamente os moradores.
A sensação é de que o espaço está sendo utilizado pensando exclusivamente em quem está dentro do ginásio, enquanto quem mora ao redor fica sem qualquer consideração pelo impacto causado.
Não estamos pedindo que o Colégio deixe de promover seus eventos. Estamos pedindo bom senso, organização e respeito à vizinhança.
Uma instituição como o Marista, que trabalha justamente com educação e formação de jovens, tem também a oportunidade de ensinar, através de suas próprias atitudes, que ocupar um espaço coletivo envolve responsabilidades: respeitar horários, controlar o nível de ruído, orientar os alunos, fiscalizar o consumo de álcool, organizar as torcidas e considerar a comunidade que vive no entorno.
Gostaria, portanto, que a direção do Colégio Marista de Patos de Minas avaliasse essa situação com atenção e adotasse medidas concretas, como:
* estabelecer um horário limite para atividades de maior impacto sonoro;
* restringir o uso de vuvuzelas, instrumentos e equipamentos que amplifiquem excessivamente o ruído em horários noturnos;
* reforçar a orientação e fiscalização dos alunos e torcedores;
* impedir e fiscalizar o consumo de bebidas alcoólicas por menores;
* melhorar a organização das torcidas e dos eventos;
* e, principalmente, estabelecer uma relação mais respeitosa com os moradores do entorno.
Apoiar o esporte é uma coisa. Perturbar o descanso de toda uma vizinhança é outra.
Esperamos que o Marista não enxergue esta reclamação como uma tentativa de impedir suas atividades, mas como um pedido legítimo de uma comunidade que precisa ser ouvida.
Uma escola tem a responsabilidade de educar não apenas dentro da sala de aula, mas também através da maneira como se relaciona com a sociedade ao seu redor.