Não resolvido

Punições excessivas e falta de respeito

COLEGIO SAGRADO CORACAO DE JESUS

cidade: Belo Horizonte

O que aconteceu

Gostaria de registrar aqui o nosso receio e preocupação com a Sra. Ana Amélia Rigotto, diretora do Colégio Sagrado Coração de Jesus - SCJ.

Tempos passados, o meu filho mais velho Diogo, na época com 16 anos, errou ao brigar na rua com um garoto e, receoso, tentou se defender ante a ameaça de violência que sofrera de outros meninos que nem sequer eram alunos do Colégio SCJ.

Visivelmente desequilibrada, a Sra. Ana Amélia Rigotto, sem qualquer habilidade e sem um diagnóstico técnico (poucos meses de matrícula no SCJ), presumiu que Diogo seria uma ameaça à integridade de outros alunos (mesmo nunca ter brigado na escola) e prontamente o expulsou do Colégio, sem direito de prévia defesa.

Diogo foi repreendido por brigar na rua e pagou pelos seus erros.

Contudo, enfrentou, na época, estranha rejeição das escolas da região da Savassi, em Belo Horizonte, onde morava. Naquele ano, por mais estranho que pareça, nenhuma escola admitiu o ingresso no Diogo em seus estabelecimentos.

Restou ao Diogo a opção de continuar os seus estudos numa escola situada na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, que fica cerca de 15km de sua casa. Não obstante, no ano seguinte, Diogo superou tudo isso, matriculou-se numa escola respeitada, é atleta, possui muitos amigos e amigas e está tocando a sua vida: enfim, a presunção de menino violento levada a cabo pela Sra. Ana Amélia Rigotto jamais se concretizou. E, apesar da Sra. Ana Amélia Rigotto ter chamado a Polícia para o Diogo, nada aconteceu a ele em relação aos motivos que ensejaram a sua expulsão do SCJ.

Também o meu filho mais novo, Bernardo, atualmente com 15 anos, estuda no SCJ. E é por causa dele que se faz a presente reclamação.

Depois do triste incidente com o Diogo, os Pais do Bernardo queriam que ele estudasse numa outra escola. Mas o Bernardo pediu para permanecer na instituição, motivado pela chegada de colegas da sua antiga Escola Colégio Santo Antônio -, onde, é bom destacar, nunca teve graves problemas de relacionamento ou de disciplina.

No dia 11/09/*******, o Bernardo, para zoar, aprontou e jogou no chão algumas canetas de um estojo jogado no chão, que ele julgava pertencer ao seu amigo. Fato que, sem dúvidas merece repreensão. No caso do Bernardo, essa travessura lhe rendeu 2 dias de suspensão do Colégio. Nem as canetas jogadas no chão, tampouco a aluna dona do estojo abandonado foram tão prejudicadas quanto o Bernardo. A Sra. Ana Amélia Rigotto chamou essa conduta de ato de vandalismo. É assim que ela trata os adolescentes.

No dia 18/09/*******, os Pais do Diogo e do Bernardo foram chamados para serem comunicados das travessuras do caçula que deram causa à sua suspensão. Nova surpresa: ao chegar para a reunião, o Pai do Bernardo foi surpreendido ao saber que a suspensão não se deu simplesmente por ter jogado umas canetas no chão, mas por praticar atos de racismo e dar apelido aos colegas, além de utilizar de outros termos ofensivos.

Enfim, o motivo da suspensão do Bernardo pela escola não foi o motivo da suspensão. Denunciaram uma coisa e suspenderam o Bernardo por outra, embora não haja provas das acusações de xingamentos, ofensas e atos racistas imputadas a ele.

Para fazer esses apontamentos, a Sra. Ana Amélia Rigotto se baseou exclusivamente em denúncias feitas no dia 12/09, por um grupo de alunos que não gostam do Bernardo. Tudo indica que os amigos que possuem afinidade com Bernardo na Escola são muitos não fizeram qualquer acusação contra ele.

Os Pais do Bernardo e do Diogo, apesar de tudo, têm em mente a respeitabilidade do SGJ, de seus gestores e de toda a classe docente.

Contudo, também possuem receio de perseguição da parte da Sra. Ana Amélia Rigotto, que se demonstra uma pessoa visivelmente insegura, emotiva e com dificuldades de ouvir e respeitar as falas de outras pessoas.

O Ora reclamante está deveras chocado, porque a mesma Ana Amélia Rigotto que demonstrou desequilíbrio no ano passado, ao presumir que o Diogo seria uma ameaça física aos colegas, se portou com extrema falta de educação em reunião presencial com o Pai do Bernardo, ao mais de uma vez interrompê-lo no momento em que este estava exercendo o seu direito de se manifestar. Isso é falta de educação e de respeito. É também inadmissível. A propósito, o Pai do Bernardo teve que aumentar o tom de voz na reunião, para ter assegurado o seu direito de fala sem as recorrentes e desrespeitosas interrupções daquela diretora (está tudo gravado em áudio).

Os Pais do Bernardo não duvidam (embora não tenham certeza) de que o Bernardo tenha praticado alguns atos racistas e outros ofensivos. Se isso se confirmar, o Bernardo, um garoto da raça miscigenada e sem cultura familiar de racismo, deve ser repreendido e orientado.

Mas também é possível que a conduta do Bernardo tenha se limitado a de fazer zoações, que são recíprocas no universo de garotos e garotas de 15 anos (Bernardo também tem apelido na escola).

Por outro lado, é imperioso pontuar que o Bernardo chegou a perder prova, por não ter comparecido no SCJ no dia 12/09/******* no horário agendado (período da tarde), porque neste mesmo dia (período da manhã), ele foi bastante constrangido pelos olhares repreensivos de outros alunos. Alvo de práticas de cancelamento tí[Editado pelo Reclame Aqui] dos tempos atuais, Bernardo, ao passar em grupos de alunos pela escola, por mais de uma vez foi acusado de ser racista. Ele não queria voltar mais na escola.

Por todas essas ocorrências, os Pais do Bernardo se sentem intimidados e preocupados com a possibilidade de a Sra. Ana Amélia Rigotto persegui-lo e puni-lo com excesso, como já havia feito antes com o irmão.

Daí o motivo dessa reclamação: para registrar a perseguição, o desequilíbrio e a falta de educação da Sra. Ana Amelia Rigotto em relação ao Diogo, ao Bernardo e aos seus Pais (Márcio e Toyana) que compõem uma família há 21 anos. Enfim, um meio de defesa.

Por fim, para não ser injusto, é relevante pontuar que essas condutas lamentáveis da Sra. Ana Amélia Rigotto não são extensivas aos demais educadores que integram o quadro de profissionais do SGJ.

Se Deus quiser, o Bernardo vai completar o 7 ano e, por receio dele e de sua família, vai se transferir para outra escola em *******. Fica registrado o receio de perseguição e sujeição a penalidades excessivas até o final do presente ano letivo de *******.

Espera-se, também, que outros Pais, antes de matricular seus filhos no SCJ, tomem conhecimento do presente relato e reflitam sobre as atitudes praticadas pela diretora Sra. Ana Amélia Rigotto e, principalmente, que não passem por problemas similares aos enfrentados não só pelos Pais do Diogo e do Bernardo, como também por outras famílias que também foram vítimas dos excessos dessa senhora.

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