O que aconteceu
Escolhi a Escola Santa Maria para a formação da minha filha justamente pela tradição de mais de 80 anos da instituição, pela reputação de oferecer um ensino de qualidade e pela disciplina e formação que sempre foram associadas à escola. Inclusive, já tínhamos referências positivas de familiares e amigos que estudaram na instituição.
Infelizmente, o que vivenciamos ao longo deste ano letivo, no 3 ano C do período da tarde, foi bastante diferente dessa expectativa.
Nosso primeiro problema surgiu ainda no momento da matrícula. Ao procurarmos a lista de materiais, fomos surpreendidos com a informação sobre a adoção de um novo método de ensino. Não recebemos previamente nenhuma apresentação ou explicação sobre a mudança, sua proposta ou os motivos que levaram a escola a adotá-la. Considero que uma alteração tão significativa na metodologia deveria ter sido comunicada de forma transparente às famílias.
Com o início das aulas, também tivemos atrasos na entrega dos materiais dos alunos, o que prejudicou o andamento inicial das atividades e conteúdos previstos.
Outro ponto que considero extremamente preocupante é a diferença no número de alunos entre os turnos. Embora as famílias paguem o mesmo valor de mensalidade, a turma da manhã possui aproximadamente 19 alunos, enquanto a turma da tarde conta com mais de 30 estudantes.
Essa diferença impacta diretamente a atenção que cada criança consegue receber em sala de aula. A situação é ainda mais delicada considerando que existem alunos que necessitam de acompanhamento diferenciado.
A questão foi relatada diversas vezes ao longo do ano. Recebemos respostas de que a situação seria avaliada e melhoraria, porém, na prática, não percebemos uma mudança significativa.
Minha filha, que nos anos anteriores demonstrava maior interesse e segurança com os estudos, passou a apresentar dificuldades de compreensão e participação. Em diversas ocasiões, ao acompanhá-la nas tarefas de casa, percebi que ela estava bastante perdida em relação aos conteúdos e precisei ensinar novamente matérias que deveriam ter sido compreendidas em sala.
Isso também começou a afetar sua motivação. Tenho percebido uma criança menos participativa e menos empenhada do que nos anos anteriores.
Outro questionamento é: por que justamente o período da tarde enfrentou problemas relacionados à falta de professores e à organização do calendário escolar? Se o valor pago pelas famílias é o mesmo, entendemos que as condições e a qualidade do ensino também deveriam ser equivalentes entre os turnos.
Também tivemos diversos atrasos e alterações no calendário, incluindo avaliações marcadas para a primeira semana após o retorno das férias.
Férias deveriam ser um período de descanso para alunos e famílias. No entanto, precisei utilizar parte da viagem para revisar conteúdos com minha filha para uma prova que aconteceria logo na primeira semana de aula. Felizmente, no nosso caso, não houve necessidade de realizar AV3, mas outras mães relataram terem sido informadas muito próximo da data de que suas filhas precisariam fazer a avaliação.
Outro episódio que considero bastante decepcionante aconteceu quando participei de uma reunião justamente para manifestar nossa insatisfação. Esperava, no mínimo, a presença da coordenação pedagógica diante da quantidade de questões apresentadas pelas famílias. A ausência da coordenadora naquele momento aumentou a sensação de falta de atenção e consideração com os responsáveis pela turma.
Não se trata de uma reclamação sobre um episódio isolado. São diversos problemas que, somados, fizeram com que nós, enquanto família, chegássemos ao final do ano letivo bastante decepcionados com a experiência.
O mais frustrante é que estamos falando de uma escola que escolhemos justamente por acreditar em sua tradição e qualidade.
O que esperamos da escola?
Esperamos que a instituição reconheça os problemas apresentados e adote medidas concretas para o próximo ano letivo, principalmente em relação à quantidade de alunos por turma, igualdade de condições entre os turnos, organização do calendário, comunicação com as famílias, disponibilidade de professores e acompanhamento pedagógico.
Ainda existe interesse em manter minha filha na escola, mas precisamos voltar a ter confiança de que ela está recebendo o ensino, a atenção e o acompanhamento que esperamos e que justificaram nossa escolha pela instituição.
Gostaria, portanto, de um posicionamento da escola sobre os problemas relatados e sobre quais medidas serão tomadas para que o próximo ano letivo seja diferente.
Não buscamos privilégios. Buscamos qualidade de ensino, organização, transparência, equidade entre os turnos e, principalmente, respeito aos alunos e às famílias que confiaram à escola a formação de seus filhos.