Em réplica

Indignação com a exposição de menores em vídeo simulando briga em ambiente escolar e falta de controle da instituição

Colégio Van Gogh - Bairro do Limão

cidade: São Paulo

O que aconteceu

Sou pai de dois meninos de apenas 11 anos, alunos do Colégio Van Gogh (CNPJ *****), e venho aqui expressar minha total indignação com o que aconteceu.

No dia 30/03/2026, dentro da sala de aula e sob a supervisão direta de professora e funcionária da escola, foi gravado um vídeo em que meus filhos simulavam uma briga, enquanto outros alunos incentivavam a situação gritando. Isso não foi um ato isolado de crianças, isso aconteceu dentro de um ambiente que deveria ser seguro e educativo.

O mais grave, esse vídeo foi parar em redes sociais, expondo meus filhos e outras crianças de forma totalmente inadequada.

Como pai, é revoltante perceber que um ambiente que deveria proteger, educar e formar, permitiu, ou no mínimo não controlou, uma situação que envolve simulação de violência e exposição de menores.

Procurei resolver de forma responsável, notificando formalmente a escola. Esperava uma postura séria, transparente e responsável.

Mas o que recebi foi uma resposta genérica, sem provas, sem esclarecimentos concretos e sem qualquer responsabilização.

A escola chega ao absurdo de dizer que não autorizou o vídeo, mesmo ele tendo sido gravado dentro da sala de aula, sob supervisão. Isso só reforça algo ainda mais preocupante, falta de controle sobre o que acontece com os alunos dentro da própria instituição.

Até agora:

Não apresentaram qualquer autorização específica dos pais

Não explicaram como o vídeo foi permitido

Não demonstraram controle sobre a disseminação do conteúdo

Não assumiram qualquer falha

Estamos falando de crianças. De filhos. De responsabilidade.

Não matriculei meus filhos para serem expostos em conteúdos envolvendo violência, muito menos para circularem em redes sociais sem qualquer controle.

Isso não é apenas uma falha, é uma quebra de confiança.

Espero que a escola se posicione de forma séria, apresente respostas concretas e assuma sua responsabilidade.

Caso contrário, todas as medidas cabíveis já estão sendo adotadas.

Reclamações parecidas

4

Interações da reclamação

  1. Colégio Van Gogh - Bairro do Limão respondeu

    16/04/2026 às 12:09

    Entendemos perfeitamente a sua preocupação e compartilhamos do seu sentimento. Como instituição com mais de 30 anos de história, o Colégio Van Gogh preza, acima de tudo, pelo respeito e pela segurança de nossos alunos, incluindo o Arthur e o Gustavo.

    Gostaríamos de esclarecer visto a forma como foi colocado seu descontentamento

    1.O que ocorreu: Após conversarmos com os alunos e a equipe, identificamos que o vídeo foi um pedido da própria turma para imitar uma "Trend" (um desafio popular) do TikTok. A professora de inglês, na intenção de aplicar o idioma à realidade dos jovens, acabou permitindo a encenação para que eles praticassem o vocabulário em inglês.

    2.Posicionamento da Escola: Queremos reforçar que a direção não autorizou e não tinha conhecimento dessa gravação até o seu contato. Não concordamos com o conteúdo de simulação de briga e não postamos o vídeo em nenhum de nossos canais oficiais.

    3.Medidas Tomadas: Assim que soubemos, agimos prontamente. O vídeo já foi removido da rede social pela família da aluna que o postou e está encaminhou prints com a formalização da exclusão. Não enviamos as mensagens da mãe em questão para não expor a família e nem a aluna menor de idade. Porém é visível que o vídeo da trend não circula mais nas redes sociais. Além disso, aplicamos medidas corretivas e punitivas internas em relação à professora e à funcionária envolvida, para garantir que episódios assim não se repitam.

    4.Compromisso com a Privacidade: Seguimos rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e o Estatuto da Criança e do Adolescente. Nossa política é clara: o uso de imagem de alunos só deve ocorrer com autorização e para fins exclusivamente pedagógicos e éticos.

    Lamentamos sinceramente o transtorno. Este foi um fato isolado que não reflete os valores e a conduta que praticamos há três décadas. Estamos à disposição para conversar pessoalmente e reforçar nosso compromisso com o bem-estar dos seus filhos.

  2. Consumidor respondeu

    16/04/2026 às 16:40

    A resposta apresentada pela escola é genérica e não atende aos questionamentos feitos.

    A alegação de que não houve autorização não se sustenta, pois o vídeo foi gravado dentro da sala de aula, durante o período escolar, com a presença de funcionários da instituição, evidenciando falha de controle e supervisão.

    A justificativa de trend de rede social não afasta a responsabilidade, já que a escola foi contratada para ensino, e não para produção de conteúdo envolvendo menores.

    A exclusão do vídeo partiu de terceiro, não havendo comprovação de qualquer atuação efetiva da escola para controle da disseminação, nem esclarecimento sobre alcance, compartilhamentos ou rastreabilidade.

    Também não foram apresentados documentos ou provas quanto a:

    autorização específica dos responsáveis;

    finalidade pedagógica formal;

    identificação dos responsáveis pela gravação;

    medidas concretas para evitar novas ocorrências;

    A menção à LGPD e ao ECA foi apenas genérica, sem demonstração de cumprimento no caso concreto.

    Assim, a resposta não esclarece os fatos nem resolve a falha na prestação do serviço.

  3. Consumidor respondeu

    06/05/2026 às 20:10

    A escola simplesmente ignorou os pontos centrais da reclamação, exatamente como vem fazendo com suas próprias obrigações contratuais e legais.

    Em nenhum momento apresentou documentos, provas ou respostas concretas sobre:

    autorização da gravação;

    consentimento específico dos pais;

    controle da disseminação do vídeo;

    identificação dos responsáveis;

    medidas efetivas de proteção dos menores.

    Limitou-se a respostas genéricas e institucionais, tentando minimizar um fato extremamente grave: crianças de 11 anos foram expostas em um vídeo simulando violência, dentro da sala de aula, durante o período escolar e sob supervisão de funcionários.

    O mais preocupante é perceber que a instituição aparenta acreditar que prestou um serviço adequado, quando na realidade demonstrou total falta de controle sobre o ambiente escolar e sobre a exposição de menores em redes sociais.

    A escola foi contratada para ensinar, proteger e orientar crianças, não para permitir reprodução de trends de internet envolvendo simulação de briga e exposição pública de alunos uniformizados.

    Mesmo diante da gravidade do caso, não houve transparência, responsabilização ou efetiva preocupação com os impactos causados aos menores e às famílias.

    Infelizmente, a impressão que fica é de uma instituição mais preocupada com sua imagem do que com o dever de proteção e cuidado que deveria ter com seus alunos.