O que aconteceu
Olá! Gostaria de deixar um feedback sobre a experiência que tivemos com o Colégio Zanini, pois acredito que, além dos pontos positivos, algumas situações que vivenciamos precisam ser conhecidas pela escola e podem servir como oportunidade de melhoria.
Desde o primeiro contato com o Zanini, antes mesmo de matricular minha filha, fiz questão de fazer diversas perguntas sobre a proposta da escola. Um dos principais motivos que me fizeram escolher o colégio foi justamente a proposta que me foi apresentada em relação à inclusão, ao acolhimento de novos alunos e à forma como a escola lidava com conflitos, bullying e dificuldades de convivência entre os estudantes.
Também perguntei especificamente sobre a adaptação de alunos que vinham da rede pública e ingressavam no meio do ano, como seria esse acompanhamento e quais medidas a escola adotava caso surgissem dificuldades de adaptação ou conflitos. Além disso, perguntei sobre a parte pedagógica e sobre o suporte oferecido aos alunos que precisassem de reforço.
As respostas que recebi foram muito positivas e me transmitiram exatamente a segurança que eu procurava. Inclusive, no mesmo dia visitei outras escolas e cheguei a iniciar a matrícula da minha filha em outra instituição. Porém, depois de conhecer o Zanini e ouvir a proposta apresentada, optei por desistir da outra vaga e manter minha filha no Zanini justamente porque a proposta de inclusão, acolhimento e condução de conflitos estava muito alinhada com aquilo que eu buscava para ela.
No início, nossa experiência foi muito boa. Os professores são excelentes, o método de ensino é muito bom e minha filha gostou bastante do material didático e da forma como as aulas eram conduzidas. Ela também foi bem recebida inicialmente e gostou da escola.
Gostaria de deixar um agradecimento especial à Rosângela, da secretaria. Desde o início até o fim, ela sempre nos tratou com muito carinho, educação, cuidado e empatia. Foi uma profissional que realmente nos acolheu, e sou muito grata por toda a atenção que teve conosco durante o período em que estivemos no colégio.
Infelizmente, a experiência mudou quando minha filha passou a enfrentar algumas dificuldades de convivência com os colegas.
Como ela entrou no segundo semestre, eu já tinha consciência de que poderia existir uma adaptação social mais difícil, afinal ela estava chegando em uma turma que já possuía seus vínculos e amizades estabelecidos. Por isso mesmo, eu confiava que a escola teria um papel importante nesse processo de adaptação.
Em determinado momento, minha filha relatou uma situação de exclusão por parte da turma e, principalmente, atitudes recorrentes de dois alunos que, segundo os relatos dela, passaram a colocá-la em situações de chacota, constrangimento e exposição diante dos demais colegas.
Foi então que procurei especificamente a coordenadora Marina para conversar e pedir ajuda. E faço questão de deixar claro que, em nenhum momento, procurei a Marina com a intenção de pedir punição para nenhuma criança, envolver outros pais ou criar um conflito maior.
Eu procurei a Marina justamente porque acreditava que nós, como adultos, poderíamos conversar, compreender o que estava acontecendo e construir juntas uma solução para aquela situação.
Porém, a forma como a coordenadora Marina conduziu essa conversa foi, para mim, extremamente decepcionante.
Eu esperava encontrar na Marina uma postura neutra, acolhedora e de parceria. Esperava que ela ouvisse minha filha, ouvisse a mim como mãe, analisasse o comportamento dos envolvidos e nos ajudasse a encontrar uma solução.
O que aconteceu foi justamente o contrário.
Durante toda a conversa, senti que a coordenadora Marina colocou minha filha como a culpada pela situação. Em vez de acolher a preocupação que eu estava trazendo e investigar o conflito de maneira imparcial, Marina passou grande parte da conversa tentando justificar que o problema estaria na minha filha.
Foi dito que minha filha era "sistemática", que eu deveria procurar um psicólogo para ela e que ela poderia estar vendo ou interpretando coisas que não estavam acontecendo. Também foram feitas colocações sobre os outros alunos envolvidos, mas, na prática, a condução da conversa acabou sendo direcionada para questionar a minha filha e a percepção dela sobre aquilo que estava vivendo.
O que mais me incomodou foi que a coordenadora Marina pareceu tirar conclusões sobre minha filha e sobre o conflito com base em uma observação muito limitada, em vez de buscar compreender o contexto como um todo.
Eu não esperava que Marina simplesmente acreditasse em tudo que minha filha dizia sem investigar. Pelo contrário. Eu esperava justamente que ela investigasse, acompanhasse a situação e chegasse a uma conclusão equilibrada.
Mas investigação e neutralidade são muito diferentes de simplesmente colocar a criança como culpada.
Inclusive, em determinado momento, Marina trouxe as notas da minha filha para a conversa e as utilizou de maneira negativa, embora aquele não fosse o assunto que eu estava levando até ela.
Minha filha havia acabado de chegar à escola, vinha de uma realidade de ensino público, estava passando por uma adaptação a uma nova metodologia e já havia iniciado aulas de reforço justamente para conseguir acompanhar melhor a turma. Eu vinha acompanhando suas provas e seu desempenho e, considerando todo esse contexto, ela inclusive estava apresentando resultados que eu considerava bons para aquele momento de transição.
Por isso, me incomodou ainda mais que a coordenadora Marina utilizasse as notas da sondagem como argumento para tentar relacionar o problema à minha filha, quando a questão que eu estava levando até ela era uma dificuldade de convivência entre alunos.
A sensação que tive durante aquela conversa foi de que Marina não estava tentando me ajudar a resolver o problema. Ela estava tentando encontrar uma justificativa para explicar por que o problema não existia ou por que ele seria causado pela minha filha.
E esse foi o ponto decisivo para mim.
Eu não precisava que a coordenadora Marina punisse nenhuma criança. Eu não precisava que ela escolhesse um lado. Eu precisava que ela assumisse o papel de adulta responsável pela situação, investigasse o que estava acontecendo e trabalhasse conosco para tentar resolver o conflito.
A questão, para mim, era relativamente simples: existia uma criança nova tentando se adaptar e existia uma dificuldade de convivência. Caberia aos adultos envolvidos trabalhar essa situação.
Eu acredito que conflitos entre crianças podem acontecer e que nem todo conflito caracteriza bullying. Justamente por isso, eu esperava da coordenadora Marina uma análise cuidadosa, imparcial e responsável antes de tirar conclusões.
Infelizmente, não foi isso que vivenciei.
Eu saí daquela conversa não com a sensação de que teria uma profissional ao meu lado para ajudar minha filha a se adaptar, mas com a sensação de que minha filha havia sido colocada como o problema.
E foi por causa da condução da coordenadora Marina, e não por causa das crianças, que tomei a decisão de retirar minha filha do Zanini.
Quero deixar isso muito claro porque não considero que o problema fosse impossível de resolver. Pelo contrário. Acredito que a situação entre as crianças poderia ter sido trabalhada e que, com acompanhamento adequado, talvez tivesse sido solucionada.
O que me fez perder a confiança foi perceber que, diante de um primeiro conflito, a coordenadora Marina não demonstrou a postura de parceria e acolhimento que havia sido apresentada para mim no momento em que conheci a escola.
Eu escolhi o Zanini justamente porque me foi apresentada uma proposta de inclusão, acolhimento e cuidado com a adaptação dos alunos. Quando surgiu uma dificuldade real de adaptação da minha filha, eu esperava encontrar exatamente esse acolhimento na prática.
Mas a experiência que tive com a coordenadora Marina foi completamente diferente da expectativa que me foi criada no momento da matrícula.