Não resolvido

Omissão de informações e problemas pós-adoção de gatos

Confraria dos Miados e Latidos

cidade: São Paulo

O que aconteceu

Prezados, boa tarde.

Em Abril comecei um processo de adoção de dois gatinhos com vocês, sendo atendida pela *****. A mesma me pediu vídeo, foto e diversas informações para liberar a adoção, o que é corretíssimo.

Definido que estava apta, seguimos com a adoção do Colby, agora chamado de Bagheera, e da Amenda, agora renomeada Dona. A ***** me pediu mais "uns dias" pois o Colby estava com um probleminha no olho e a veterinária pediu para liberar ele depois de sanado. Sem problemas até então.

Busquei ele e a Amenda e os trouxe para casa, adaptados e tudo ótimo.

Até que, cerca de 15 dias depois, o Colby começa a apresentar, novamente, secreção no olho. A clínica enviou mensagem pois ambos tinham consulta gratuita e levei-os. Lembrando que os dois convivem 24h por dia, 7 dias por semana.

Ao chegar, a veterinária testou apenas o Colby, solicitou o uso de um colírio por 10 dias e disse que se não resolvesse, precisaríamos retornar e pagar uma consulta nova para averiguar. Em momento algum, ela testou a Amenda.

Resultado? Dez dias depois o Colby seguia com secreção no olho e a Amenda começou a ter também. Ao questionar a clínica, me responderam apenas que deveria pagar uma consulta nova. Ao explicar que, nem ao menos testaram-na, não obtive resposta alguma.

Muito bom. Ainda confiando no trabalho da ONG, segui para a adoção de um novo gatinho. Escolhi o Sereno pois queria um bichinho mais velho, sabendo que eles quase não são adotados. Entrei com contato com a ***** novamente, que me convidou a ir conhecê-lo pessoalmente.

Chegando lá, vimos que o Sereno estava muito receoso de deixar que nos aproximassemos e que isso talvez complique a adaptação aos outros dois. "Coincidentemente", na baia ao lado, tinha o Nino, também branquinho e também mais velho. Tentamos a aproximação e tudo encaixou perfeitamente.

Questionei a ***** se ele estava liberado para adoção, já que não havia visto sua descrição no site, ao que ela me respondeu "não deu tempo de cadastrar ainda, mas ele tá prontinho para a adoção". Combinamos então que buscaríamos ele dia 10.

No dia 07, ela me mandou uma mensagem falando que o Nino faria uma "LIMPEZA DENTAL" e não poderia ser retirado dia 10, apenas dia 12. Já tinhamos nos organizado, meu noivo e eu, completamente para dia 10. Mas mudamos a rota, ele saiu mais cedo, e fomos buscar o Nino para fazer parte da nossa família.

Chegando lá, entregaram o termo de adoção, que foi prontamente assinado, pois queríamos MUITO o Nino com a gente. Quando devolvemos o documento, a menina que estava nos atendendo avisa que:

a) o Nino precisaria de uma vacina em 13 dias e que era nossa responsabilidade arcar com isso, o que já contrapõe o "estar pronto para adoção"; e

b) que ele não tinha feito LIMPEZA DENTAL, mas sim uma CIRURGIA DE PERIODONTITE MÉDIA A GRAVE, sem nenhum aviso a nós e que ele deveria ficar 5 a 7 dias isolado dos outros dois, coisa que TAMBÉM NÃO foi comunicada. E se nós não tivessemos um local para deixa-lo tanto tempo assim?

Pois bem, no próprio sábado, entrei em contato com a ***** para entender os acontecidos e só obtive retorno na segunda, pois estavam fora do horário de atendimento.

Essas são informações importantes que precisavam ser passadas pra gente antes da adoção para que nos preparassemos e organizassemos o espaço e a adaptação da melhor forma possível entre os três bichinhos.

Ao questionar todos esses pontos, não obtive resposta. Insisti no dia seguinte e a resposta que tive foi "a ONG não tem responsabilidade alguma com a vacina, no termo que assinaram falava sobre. Caso queira devolver o animal, apenas nos sinalize".

Não é justo com o adotante essas informações terem sido omitidas, muito menos falarem de devolução, pois isso NUNCA foi levantado. A única coisa que pedimos era que a ONG desse a vacina, pois não tinhamos conhecimento de tudo isso. As informações cruciais foram passadas APÓS a assinatura no termo.

Porque quando o Colby precisou de mais alguns dias, isso foi comunicado? Porque não pedir o mesmo para o Nino poder sair realmente pronto para adoção? Porque não avisar no momento que conhecemos ele pessoalmente sobre a vacinação? E porque não avisaram que ele não faria uma limpeza, e sim uma cirurgia onde ele ficou com apenas oito, OITO, dentes na boquinha? Porque tanta mentira e omissão?

Escrevi e publiquei essa reclamação aqui no dia 17/07 e no dia seguinte, ontem, 18/07, a *****, identificando-se como Diretora, entrou em contato comigo para "conversar e resolver as coisas". Ela se desculpou e afins, mas disse que não estão errados em relação à vacina, nem à cirurgia e nem à adaptação. Mas pediu que eu removesse a reclamação. Após a remoção, sumiu novamente, sem dar resolução alguma à tratativa.

Chega a ser absurdo tudo que aconteceu na ONG, além do tratamento com o adotante.

Mais uma vez, NÃO haverá devolução do animal, de nenhum deles. Apenas queríamos ter sabido de todas as informações relevantes para adapta-lo e programar a vinda dele de forma confortável para ele e todos os outros envolvidos.

Muito triste com tudo o que aconteceu e com a falta de discernimento dos profissionais envolvidos.

Reclamações parecidas

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Interações da reclamação

  1. Confraria dos Miados e Latidos respondeu

    20/07/2025 às 09:54

    Tentamos, desde o início, evitar uma exposição pública. Investimos tempo e disposição para esclarecer dúvidas, sempre com boa vontade - mesmo quando o diálogo se mostrou inviável, pois uma das partes só aceita como solução aquilo que deseja ouvir.

    Somos uma organização atuante há 18 anos, com milhares de gatos resgatados e atendidos. Temos profundo respeito pelos processos que construímos, e seguimos protocolos rigorosos que priorizam o bem-estar animal e a clareza na comunicação.

    Por isso, usamos termos que o público em geral compreenda. Dizer que um gato foi castrado soa mais familiar do que explicar que passou por uma ovariosalpingohisterectomia. Da mesma forma, dizemos que foi testado para FIV e FeLV em vez de detalhar exames como PCR para retrovírus felinos, e falamos que fizemos limpeza dentária, mesmo que o animal tenha passado por um tratamento periodontal de graus variados. Essa escolha não omite, apenas traduz. Mesmo assim, nosso pessoal será treinado para o uso de termos técnicos, daqui por diante. E tudo isso é feito por iniciativa nossa - nenhuma lei exige mais do que castração e vacinação antirrábica. Fazemos além porque acreditamos nisso.

    No caso da reclamante, o processo de adoção seguiu exatamente os padrões que aplicamos há mais de uma década. O gato foi entregue em nossa clínica, por nossa veterinária, com todas as explicações de praxe: histórico, adaptação, alimentação, vacinação, entre outros. O responsável por buscá-lo - o noivo da adotante - foi informado da necessidade de separação temporária (aclimatação, recomendada a qualquer novo animal), do reforço vacinal futuro, e saiu com uma pasta contendo exames, protocolos, carteirinha e o termo de adoção assinado, que deixa claro que, a partir da adoção, os custos passam a ser responsabilidade do adotante.

    O animal saiu saudável, sem prescrição médica ou necessidade de cuidados especiais. Alegações em contrário são infundadas. Compreendemos que falhas de comunicação podem acontecer - mas essa discordância nunca foi sobre saúde, e sim sobre a quem cabe arcar com a próxima dose da vacina, que sempre esteve prevista como responsabilidade da adotante.

    Lamentavelmente, a tentativa de resolução anterior - que incluiu até a oferta de uma consulta de retorno para os três gatos da reclamante - não foi suficiente. Como não atendemos à exigência de pagar pela vacina, a reclamação foi publicada novamente. Consideramos isso um instrumento de pressão, algo que contraria nossos princípios e compromete o funcionamento de uma organização que atua com recursos limitados para cuidar de centenas de animais em situação de risco.

    Não há má intenção de nossa parte, tampouco negligência. Há um limite entre o que podemos ceder e o que precisamos sustentar em nome de todos os outros animais que dependem de nós.

    Chegamos até aqui respeitando nossos princípios. E não faremos diferente agora - nem diante de ameaças, nem diante de gritos.

    A adoção é um gesto de generosidade, sim, mas também de responsabilidade. E por mais que lamentemos o desfecho, nossa consciência permanece tranquila. Adotar não é comprar de graça.

    Por fim, desejamos tudo de bom à adotante e sua família, em especial aos gatos, que merecem ter - e estamos certos de que terão - uma vida segura e feliz.

    Tatiana Sales

    Médica Veterinária Especializada em Medicina Felina

    Co-fundadora e Diretora Operacional da Confraria dos Miados e Latidos.

  2. Consumidor respondeu

    21/07/2025 às 23:06

    A tentativa de resolução jamais existiu, uma vez que todas as vezes que busquei auxílio, fui deixada falando aos ventos.

    A questão não são os termos, e sim a omissão da verdade. Uma limpeza dental é completamente diferente de uma cirurgia. Poderiam não ter falado em "tratamento periodontal" mas explicado de procedimento cirúrgico com ponto.

    O gato foi entregue realmente com todos esses documentos, exceto a cópia do termo, que nas três vezes foi solicitada e nunca entregaram uma copia, porém, todas as informações e explicações vieram após o termo de adoção assinado. Inclusive a informação de que ele deveria ser mantido distante dos outros além do período de aclimatação normal, de dois a três dias, tendo sido solicitado uma semana de reclusão. Negar que essa informação foi passada só piora o que já estava ruim.

    Falhas de comunicação acontecem, normal dos seres humanos e suas relações, mas a questão aqui foi ter buscado respostas do porquê da omissão e receber ignorância, mentiras e a única resolução ser "devolver o animal", coisa que JAMAIS, JAMAIS, foi sequer cogitado.

    A fala de ser sobre arcar com a vacina se faz, novamente, [Editado pelo Reclame Aqui], uma vez que o animal já foi, inclusive, vacinado com veterinários mais confiáveis e não omissos. A discordância sempre foi sobre mentiras e omissões.

    A tentativa anterior da "oferta de consulta" se fez depois de muitas questões e de uma reclamação pública, pois até então, nem mesmo resposta existiu, mas convenhamos que depois de toda a sequência de erros apresentada acima, que inclui além da omissão das informações do Nino, mas também a falha num retorno de consulta da Amenda, não existe mais relação de confiança entre paciente e profissional.

    A reclamação foi publicada novamente não para pagarem ou aplicarem a vacina, porque, novamente, isso já foi feito. Busquei respostas do porque tanta mentira e omissão da parte da ong, recebi um pedido de exclusão, e o fiz, achando que teria, ao menos, alguma explicação do porque, mas seguem nessa mesma ladainha de que não houve omissão, sendo que não contar informações de saúde é sim uma omissão.

    Jamais houve pressão ou gritos, primeiramente porque nem resposta, eu tive. E segundamente, nem que fosse oferecido uma vacinação gratuita, ela seria feito, exatamente pela questão supramencionada de não confiar mais nos profissionais da instituição.

    A adoção é um gesto de amor, mas precisa ser feita ciente de todas as informações exatamente para evitar a devolução dos animais e qualquer risco para eles. Como dito anteriormente, e se não existisse um local para deixá-lo os sete dias solicitados?

    Colocar em dúvida a responsabilidade do adotante que teve três animais resgatados da ong só mostra má fé e tenta deslegitimar toda a sequência de erros. Como não há responsabilidade se, até mesmo, post nas redes sociais de vocês tem? https://******* acesso em 21/07/******* as 22h57).

    A questão aqui jamais foi sobre vacina ou taxa de adoção e sim sobre a tentativa de isenção da responsabilidade perante a mentiras ocorridas ao longo de todo o processo.

  3. Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor

    Avaliação do consumidor

    Problema foi resolvido?Não
    Voltaria a fazer negócio?Não
    Nota do atendimento0

    É irônico como a "empresa" se faz tão solicita quando pede doções da nota fiscal, que acompanham e respondem quase que instantaneamente, além de quando houve a primeira publicação, até mesmo me ligar queriam, mas como viram que não teriam sucesso nas tentativas de intimidação para me calar perante toda a sucessão de erros cometidos até aqui, partem para as duas coisas mais simples: ignorarem e colocarem em dúvida a responsabilidade do adotante. Gostaria de saber apenas como uma pessoa que não se importa com os animais tendo "uma vida feliz", como eles mencionam, teria plano de saúde fechado para os três desde o primeiro dia sob custódia? Perguto-me, também, como nos prints sou mencionada como "uma excelente adotante" e na resposta aqui pintam-me como "sem responsabilidade". Enfim, como eles disseram "nossa consciência está tranquila". Por aqui, todos vivendo muito bem, apesar das omissões de informações, verdade e atendimento. Espero, e torço, muitíssimo, por todos os animais em custódia dessa ong e por todos os seus futuros adotantes.