Insatisfação com conduta de representante comercial e recusa de atendimento após devolução de produtos incorretos

Em réplica
São Gotardo - MG
12/08/2026 às 19:33
ID: 256319915
OLÉ CONSERVAS TOTAL INSATISFAÇÃO COM A CONDUTA DO REPRESENTANTE COMERCIAL E COM O ATENDIMENTO À NOSSA EMPRESA
Venho registrar publicamente minha total insatisfação com a Olé Conservas e, principalmente, com a postura do representante comercial que atende nossa região.
Sou responsável pelo Super SSV, cliente da Olé Conservas, e mantemos relação comercial com a empresa através da compra de seus produtos para revenda em nossos supermercados.
O problema é que não foi uma situação isolada. Em diversas oportunidades recebemos produtos enviados em desacordo com aquilo que efetivamente havia sido pedido. No meio comercial, infelizmente, conhecemos muito bem a prática das chamadas bolas, quando aparecem no faturamento mercadorias ou quantidades que não correspondem ao que foi negociado/comprado pelo cliente.
Na ocorrência mais recente, diante de produtos que não estavam de acordo com nosso pedido, fizemos aquilo que qualquer empresa responsável faria: DEVOLVEMOS O QUE NÃO HAVÍAMOS PEDIDO.
E é justamente a partir daí que começa a parte mais absurda dessa situação.
Segundo as mensagens que recebi e que estão registradas, o representante afirmou que não iria mais atender nossa empresa, relacionando essa decisão à devolução realizada e alegando, entre outras coisas, que a indústria já havia emitido a nota e questionando nossa postura enquanto parceiro comercial.
Isso me causa profunda indignação.
Desde quando ser parceiro comercial significa ser obrigado a aceitar e pagar por mercadorias que não foram pedidas?
Se existe um pedido realizado pelo supermercado, esperamos que seja faturado e entregue aquilo que foi negociado. Se o representante envia produtos em desacordo com o pedido, o erro não pode ser transferido para o cliente.
E muito menos considero aceitável que, quando o cliente exerce seu direito de recusar/devolver aquilo que não pediu, a resposta seja: não vou mais atender vocês.
Essa é realmente a orientação da Olé Conservas aos seus representantes comerciais?
É assim que a empresa entende uma relação de parceria com seus clientes?
O supermercado precisa aceitar mercadoria que não pediu para ser considerado um bom parceiro?
Se o cliente devolver aquilo que foi enviado incorretamente, deixa de merecer atendimento?
São perguntas que faço diretamente à direção comercial da Olé Conservas, porque considero muito preocupante que um representante da marca adote esse tipo de postura.
O representante comercial é, para o cliente, a representação da indústria naquela região.
Quando ele negocia conosco, não enxergamos apenas uma pessoa física. Ele está representando uma marca, uma indústria, seus produtos e sua política comercial.
Por isso, quando um representante afirma que deixará de atender um cliente porque este devolveu produtos enviados em desacordo com o pedido, inevitavelmente surge uma pergunta:
ESSA É A CONDUTA COMERCIAL QUE A OLÉ CONSERVAS ESPERA DE SEUS REPRESENTANTES?
Porque, se não for, espero que a empresa tome conhecimento do que está acontecendo e adote as providências necessárias.
Não considero parceria comercial uma relação em que apenas um lado precisa aceitar tudo.
Parceria é o supermercado cumprir suas obrigações, pagar corretamente, dar espaço para a marca, comprar e revender seus produtos e a indústria, por sua vez, respeitar aquilo que foi negociado.
Produto não pedido não deveria ser faturado. E, se foi faturado equivocadamente, sua devolução não deveria transformar o cliente em inimigo do vendedor.
O que mais chama atenção é que, segundo relatado pelo próprio representante, a justificativa envolveria o fato de a indústria já ter emitido a nota e, consequentemente, a devolução gerar um problema.
Mas pergunto novamente:
Se o produto não corresponde ao pedido, quem deve assumir a consequência do erro? O cliente que não pediu ou quem realizou o faturamento/venda incorretamente?
O Super SSV não pode simplesmente absorver produtos que não foram solicitados para evitar transtorno ao vendedor, representante ou indústria.
Temos estoque, planejamento de compras, fluxo de caixa, giro de mercadorias e responsabilidades financeiras. Cada compra é realizada de acordo com uma necessidade.
Não existe obrigação de aceitar mercadoria simplesmente porque uma nota fiscal já foi emitida.
O que considero ainda mais grave é transformar uma divergência comercial que poderia ser resolvida profissionalmente em uma questão pessoal, chegando ao ponto de informar que não atenderá mais o cliente em razão da devolução.
Isso é extremamente decepcionante.
Tenho, inclusive, mensagens relacionadas a essa situação, portanto não se trata simplesmente de uma interpretação sem qualquer registro.
Por isso, quero que esta reclamação chegue aos gestores, supervisores e responsáveis comerciais da Olé Conservas.
Gostaria de saber se a supervisão comercial tem conhecimento dessa postura.
Gostaria de saber se os gestores da empresa concordam que um representante possa simplesmente decidir deixar de atender um cliente porque este recusou produtos enviados em desacordo com seu pedido.
E, principalmente, gostaria de saber qual é a posição oficial da Olé Conservas sobre esse tipo de conduta.
Porque, enquanto cliente, a impressão que fica é péssima.
Uma indústria não é representada somente pela qualidade dos produtos que coloca na gôndola.
A marca também é representada pelas pessoas que coloca na rua para falar em seu nome.
Se a Olé Conservas não concorda com esse comportamento, espero que intervenha e corrija a situação.
Se concorda, então pelo menos ficará claro para nós qual é a política comercial da empresa e poderemos avaliar se existe interesse em continuar mantendo essa relação comercial.
O Super SSV não está pedindo favor.
Somos clientes.
Compramos produtos para revenda, movimentamos mercadoria da indústria e construímos relações comerciais com fornecedores. O mínimo que esperamos é respeito, profissionalismo e cumprimento daquilo que efetivamente foi negociado.
Não aceitaremos a lógica de que, para sermos considerados parceiros, precisamos ficar com mercadorias que não foram solicitadas.
PARCERIA NÃO É ISSO.
Parceria é transparência.
Parceria é respeito ao pedido.
Parceria é assumir quando existe um erro.
Parceria é resolver divergências profissionalmente.
E parceria, principalmente, é não tentar transferir para o cliente a consequência de um erro que não foi cometido por ele.
Diante de tudo isso, registro minha TOTAL INSATISFAÇÃO com o atendimento recebido e com a postura do representante comercial responsável por nossa região.
Espero um posicionamento da Olé Conservas, preferencialmente através de sua gestão ou supervisão comercial, esclarecendo se essa postura está de acordo com aquilo que a empresa determina aos seus representantes.
Também espero que seja analisado o histórico dos pedidos e das devoluções, verificando o que efetivamente foi solicitado pelo supermercado e o que posteriormente foi faturado e entregue.
Não queremos nenhum tratamento especial.
Queremos simplesmente receber aquilo que compramos. Nem mais, nem menos.
E, quando houver erro, esperamos que seja corrigido profissionalmente, sem ameaças de interrupção do atendimento e sem transformar o cliente em culpado por devolver aquilo que não pediu.
Depois dessa experiência, fica uma enorme decepção com a Olé Conservas e uma pergunta que espero que a própria empresa responda:
É ESSA A REPRESENTATIVIDADE COMERCIAL QUE A OLÉ CONSERVAS DESEJA TER DIANTE DE SEUS CLIENTES?
Porque, se essa não for a postura da empresa, é necessário que seus gestores saibam como sua marca está sendo representada na nossa região.
Aguardo um posicionamento formal da Olé Conservas e de sua gestão comercial, bem como providências para que nossa empresa tenha um atendimento profissional, respeitoso e compatível com a relação que se espera entre indústria e cliente.
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Resposta da empresa
13/08/2026 às 17:10
Pedido Formal de Desculpas e Esclarecimentos Olé alimentos.
Prezado Parceiro : Supermercado São Vicente, aos cuidados de Supervisão de compras do Sm .São Vicente, Sr. Daniel.
É com o mais profundo respeito e sinceridade que escrevemos esta carta em nome da Olé Alimentos. ( André Felipone - Head de vendas)
Tomamos conhecimento do ocorrido em seu último atendimento com um de nossos representantes e gostaríamos de expressar nossa total reprovação à conduta apresentada. Entendemos que você não apenas recebeu um pedido incorreto, como também foi submetido a um tratamento desrespeitoso e que ferem completamente os valores de ética e transparência da nossa organização.
Gostaríamos de deixar claro que:
1.*O erro operacional foi nosso:* É seu direito pleno não aceitar uma mercadoria que não foi solicitada. A recusa da devolução foi um erro grave de procedimento do nosso Rca.
2.*O desrespeito é intolerável:* Prezamos por parcerias baseadas na confiança mútuo. A conduta e as ameaças proferidas pelo nosso Rcas não representam a visão da nossa empresa.
3. *Medidas Corretivas:* Informamos que o colaborador em questão passará por um processo de avaliação e por um rigoroso processo de reciclagem e advertência. Estamos revisando internamente nossos protocolos de atendimento para garantir que isso jamais se repita.
Estaremos deslocando um outro profissional para dar o atendimento que você merece.
Sua parceria é extremamente valiosa para nós. Como prova de nosso compromisso em reparar essa relação, informo que nosso *Gerente Regional Minas Gerais* Sr. Diego Cavanellas , ( 31) 9 8507-8753 entrará em contato nas próximas 12 horas para agendar uma visita pessoal em sua unidade. O objetivo desta reunião é restabelecer nossas negociações, resolver a pendência do pedido errado de forma imediata e assegurar que você receba o atendimento de excelência que merece.
Pedimos nossas mais sinceras desculpas pelo transtorno e pelo desconforto causado. Permanecemos à sua inteira disposição.
Atenciosamente,
Agradecemos o contato e principalmente por relatar o ocorrido.
Estamos a disposição.
Réplica do consumidor
18/08/2026 às 10:26
Agradecemos o posicionamento apresentado pela Olé Alimentos. Entretanto, precisamos registrar que, até o presente momento, a situação não foi solucionada e sequer ocorreu o contato prometido na resposta da empresa.
Na manifestação publicada, foi informado expressamente que o Gerente Regional de Minas Gerais, Sr. *****, entraria em contato conosco nas próximas 12 horas, inclusive para agendamento de uma visita pessoal à nossa unidade. Esse contato não ocorreu.
Entretanto, é importante deixar claro que a questão vai muito além de o Sr. ***** ter entrado ou não em contato conosco.
A resposta da Olé Alimentos concentra a responsabilidade pelo ocorrido exclusivamente na conduta do representante (RCA), afirmando que tal comportamento não representa os valores da organização e que seriam adotadas medidas corretivas em relação ao profissional.
Porém, segundo as informações que nos foram transmitidas pelo próprio representante durante as tratativas, sua conduta e seu posicionamento tiveram o conhecimento e o aval do Gerente Regional de Minas Gerais, Sr. *****.
Segundo o próprio representante nos informou, o posicionamento do Sr. ***** teria sido no mesmo sentido daquele apresentado pelo RCA, inclusive quanto à afirmação de que o Supermercado São Vicente não seria considerado parceiro por não aceitar e assumir uma mercadoria enviada de maneira diferente daquela efetivamente solicitada.
Portanto, conforme as informações que nos foram apresentadas pelo próprio representante da Olé, não estamos falando simplesmente de uma conduta isolada do RCA. O representante afirmou que levou a situação ao seu superior e que a conduta e o posicionamento adotados tiveram o aval do próprio Gerente Regional, que teria se posicionado no mesmo sentido.
Possuímos mensagens e registros das tratativas realizadas, nos quais essas informações nos foram apresentadas.
Diante disso, existe uma questão essencial que a resposta da Olé Alimentos não solucionou:
Como o próprio Gerente Regional poderá ser indicado pela empresa como responsável por solucionar uma reclamação na qual ele próprio, segundo as informações transmitidas pelo representante, é parte diretamente envolvida no problema?
Independentemente de o Sr. ***** entrar em contato conosco agora ou posteriormente, não entendemos que seja adequado que ele próprio seja colocado como responsável pela solução desta reclamação, justamente porque sua atuação e seu posicionamento também fazem parte dos fatos que precisam ser esclarecidos.
Não se trata, portanto, de recusarmos diálogo com o gerente. Trata-se de uma questão de coerência e imparcialidade. Se o gestor deu aval ao posicionamento que estamos questionando, conforme relatado pelo próprio representante, não pode ser exclusivamente esse mesmo gestor quem irá avaliar, esclarecer e solucionar a conduta da qual ele próprio teria participado.
Por isso, entendemos que esta reclamação deve ser conduzida por uma instância superior e independente da gestão regional envolvida, que possa analisar tanto a conduta do representante quanto a eventual participação e o aval do gestor regional.
O problema original também precisa permanecer muito claro: foram enviados produtos diferentes daqueles efetivamente solicitados. Diante disso, exercemos nosso direito de não aceitar/devolver a mercadoria incorreta. A própria Olé Alimentos reconheceu expressamente em sua resposta que o erro operacional foi da empresa e que era nosso direito não aceitar uma mercadoria não solicitada.
O que agravou toda a situação foi justamente o posicionamento posterior de que o Supermercado São Vicente não seria parceiro por não assumir um pedido enviado incorretamente.
Assim, solicitamos que a Olé Alimentos esclareça formalmente se esse posicionamento realmente contou com conhecimento, concordância ou aval do Gerente Regional de Minas Gerais, conforme nos foi informado pelo próprio representante.
Caso essa informação seja confirmada, fica ainda mais evidente que o problema não está restrito ao RCA, mas envolve também a própria gestão regional.
Reforçamos que nosso objetivo não é criar conflito com a Olé Alimentos. Queremos simplesmente resolver a situação e manter uma relação comercial baseada em respeito, transparência e profissionalismo.
Entretanto, diante dos fatos apresentados, da contradição existente e do não cumprimento do contato prometido, não podemos considerar a reclamação solucionada e tampouco entendemos que o Gerente Regional envolvido nos fatos seja a pessoa adequada para conduzir sua solução.
Continuamos inteiramente abertos ao diálogo e aguardamos que uma instância superior à gestão regional envolvida assuma a tratativa, analise os fatos de forma imparcial e apresente uma solução efetiva para o ocorrido.