Até quando a lotação dos ônibus vai continuar facilitando assédio e constrangimento às mulheres?

Respondida
Camaragibe - PE
13/06/2026 às 22:21
ID: 251323861
Venho expressar uma profunda indignação com a situação dos ônibus da Região Metropolitana do Recife, especialmente em horários de pico, onde a superlotação tem ultrapassado qualquer limite do aceitável. O que deveria ser apenas um trajeto para estudar, trabalhar ou voltar para casa, muitas vezes se transforma em uma experiência de medo, desconforto, invasão de espaço e humilhação, principalmente para mulheres.
A realidade dentro dos ônibus lotados tem facilitado situações de assédio, toques inconvenientes, aproximações forçadas, olhares invasivos e atitudes desrespeitosas de alguns homens, que acabam se aproveitando da falta de espaço e da confusão para ultrapassar limites. Em muitos casos, a mulher sequer consegue se afastar, mudar de lugar ou reagir, porque está literalmente espremida entre dezenas de pessoas.
Além do assédio, há inúmeras situações constrangedoras: empurrões excessivos, homens se encostando sem necessidade, falta de respeito ao espaço pessoal, comentários inconvenientes e até comportamentos intimidadores. O ambiente, que deveria ser de transporte público e segurança, acaba se tornando um local de tensão e vulnerabilidade.
É necessário cobrar do Grande Recife Consórcio de Transporte medidas urgentes e concretas. Não basta normalizar a superlotação como se fosse apenas um problema de mobilidade. Estamos falando de segurança, dignidade e respeito.
Algumas soluções precisam ser discutidas e implementadas com urgência:
Aumento da frota em horários de pico para reduzir a superlotação;
Fiscalização mais rigorosa da capacidade dos ônibus;
Campanhas visíveis contra assédio dentro dos coletivos;
Canais rápidos e acessíveis para denúncia de assédio;
Capacitação de motoristas e cobradores para lidar com situações de violência e constrangimento;
Mais segurança e monitoramento dentro dos ônibus e terminais.
Mulheres não deveriam precisar sair de casa com medo de pegar um ônibus lotado ou viver situações desconfortáveis em silêncio. Transporte público não pode significar exposição à humilhação, invasão de limites ou insegurança.
A população da Região Metropolitana merece um transporte mais humano, seguro e respeitoso. A pergunta é: até quando esse problema continuará sendo tratado como algo normal?
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Resposta da empresa
15/06/2026 às 06:49
Prezado(a) usuário(a),
A Grande Recife Consórcio de Transporte informa que fatos relatados acima, podem ser repassados das seguintes formas para a nossa Central.
Superlotação nos coletivos:
É necessário que sejam informadas as linhas utilizadas com maior frequência, bem como os dias, horários, número de ordem do coletivo e o sentido da viagem em que foi constatada a superlotação.
Questão do assédio:
Solicitamos o envio das mesmas informações mencionadas acima (linha, dia, horário, número de ordem do coletivo e sentido da viagem) para que seja possível a devida apuração.
Campanhas de combate ao assédio nos coletivos:
As campanhas de conscientização e combate ao assédio estão sendo implantadas e expostas gradativamente no interior dos coletivos e nos terminais integrados.
Canais para denúncia de assédio:
Os registros podem ser realizados por meio do nosso WhatsApp, (81) 9 9488-3999, com atendimento diário, das 6h às 18h, ou pelo canal Reclame Aqui. Por meio desses canais, o usuário poderá registrar sua reclamação, que será devidamente protocolada e encaminhada para análise.
Agradecemos o seu contato e aguardamos o seu retorno,
Atenciosamente,
Divisão da Central de Atendimento ao Cliente- DCAC
Gerência de Críticas e Recebimentos - GECR
Grande Recife Consórcio de Transportes
Avenida Alfredo Lisboa, Sem Número, Armazém 13,
Recife Antigo, Recife/PE, 50030-150
Fone: 0800.081.0158