Propaganda Enganosa e Cobrança Abusiva em Consórcio: Desistência Imediata e Retenção Excessiva de Valores

Não respondida
Fortaleza - CE
10/06/2026 às 13:48
ID: 251026393
Em junho de 2022 contratei um consórcio da Consórcio Roma para uma carta de crédito.
Durante a negociação presencial, recebi informações que foram determinantes para a minha decisão de contratar. Foi apresentado um cenário em que a parcela ficaria em torno de R$ 800,00, que haveria possibilidade de utilização de crédito embutido e que a contemplação poderia ocorrer em um prazo curto, em torno de 2 a 3 semanas.
Com base nessas informações, realizei o pagamento inicial de R$ 6.007,46 acreditando estar contratando algo compatível com o que havia sido apresentado pelo vendedor, valor enviado para os dados a seguir:
*****. Agência ***** - Conta *****
Cooperativa Mista Jockey Club
CNPJ: 61.550.836/0001-54
DIA: 14/06/2022
Empresa localizada na Avenida *****, Sala *****, ***** - Fortaleza, Ce. *****
Entretanto, quando foi emitida a primeira cobrança, o valor veio em aproximadamente R$ 1.100, acima do que havia sido informado durante a venda. Ao perceber que as condições reais eram diferentes daquelas que me levaram a aderir ao consórcio, decidi não dar continuidade ao plano e desisti praticamente de imediato, sem sequer pagar a primeira parcela mensal.
Outro ponto que me causou grande desconforto foi a forma como ocorreu a confirmação da contratação. Após a negociação presencial, fui submetido a uma gravação baseada em um roteiro padronizado de perguntas e respostas, no qual deveria confirmar que não havia recebido promessas de contemplação, prazo garantido ou condições diferentes das previstas em contrato.
Como consumidor, minha percepção é que existiu uma diferença significativa entre o que foi tratado presencialmente durante a venda e aquilo que foi registrado posteriormente na gravação. A gravação seguia um roteiro formal, enquanto a decisão de contratação foi influenciada pelas informações apresentadas anteriormente pelo vendedor.
Recentemente consultei o extrato da minha cota e constatei que, dos R$ 6.007,46 pagos, R$ 5.279,20 foram destinados à taxa de administração, R$ 87,30 ao seguro, R$ 5,36 ao fundo de reserva e apenas R$ 635,60 ao fundo comum, registrando que a ligação feita e ao falar com a ***** nesse protocolo de atendimento *****. Me informou, que eu só tenho direito a 80% do valor lançado para o fundo comum. Isso mesmo, 80% de direito em cima de R$ 635,60. Não em cima do montante enviado.
Considerando que desisti praticamente no início da contratação, sem usufruir dos benefícios do consórcio e sem realizar nem se quer o primeiro pagamento das parcelas subsequentes, considero desproporcional a retenção de valor tão elevado a título de taxa de administração.
Não estou buscando vantagem indevida nem tentando me eximir da responsabilidade por um contrato que assinei. O que questiono é a diferença entre as expectativas criadas durante a venda presencial e a realidade encontrada logo após a contratação.
Se as condições reais do consórcio tivessem sido apresentadas de forma clara desde o início, especialmente em relação ao valor da parcela, ao prazo do grupo e à forma de contemplação, provavelmente eu não teria aderido ao plano.
O fato de eu ter desistido praticamente de imediato, sem sequer pagar a primeira parcela mensal, demonstra que minha insatisfação surgiu logo após tomar conhecimento das condições efetivas do contrato.
Passados quase quatro anos, continuo sem compreender como um pagamento inicial de R$ 6.007,46 resultou em apenas R$ 635,60 destinados ao fundo comum, enquanto R$ 5.279,20 foram apropriados como taxa de administração, mesmo sem utilização efetiva do consórcio.
Espero que a empresa analise meu caso com transparência, apresente os esclarecimentos solicitados e informe objetivamente qual é o valor atualizado a que tenho direito como consorciado desistente.
Acredito que uma relação de consumo saudável deve ser baseada em informação clara, boa-fé e respeito ao cliente, princípios que espero ver observados na solução deste caso.