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Cobrança de energia incompatível com histórico de consumo pedido de revisão e devolução de valores

Cooperaliança

cidade: Içara

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O que aconteceu

Cobrança de energia incompatível com histórico de consumo pedido de revisão e devolução de valores

Sou consumidor da Cooperaliança em Içara/SC, unidade consumidora *****, e registro esta reclamação devido a uma cobrança manifestamente incompatível com o histórico de consumo da unidade, ocorrida na fatura de fevereiro de 2026.

Meu histórico de consumo demonstra um padrão relativamente estável ao longo dos últimos meses. De acordo com as próprias faturas emitidas pela Cooperaliança, os consumos registrados foram:

11/2025 164 kWh

12/2025 219 kWh

01/2026 136 kWh

02/2026 660 kWh

03/2026 208 kWh

Observa-se que o consumo normalmente se mantém entre 130 kWh e 220 kWh por mês, o que corresponde ao padrão de um apartamento ocupado por apenas uma pessoa.

No entanto, na fatura referente a fevereiro de 2026, ocorreu um salto abrupto para 660 kWh, resultando em cobrança de aproximadamente R$ 606,86, valor muito superior ao padrão histórico da unidade.

Esse aumento não possui continuidade nos meses seguintes. Pelo contrário, já no mês imediatamente posterior (março/2026), o consumo voltou ao patamar normal de 208 kWh, evidenciando que o pico foi um evento isolado e incompatível com o padrão de uso da residência.

Pelas leituras registradas nas próprias faturas, observa-se a seguinte sequência do medidor:

Novembro/2025: leitura 7907 8071 (164 kWh)

Dezembro/2025: leitura 8071 8290 (219 kWh)

Janeiro/2026: leitura 8290 8426 (136 kWh)

Fevereiro/2026: leitura 8426 9086 (660 kWh)

Março/2026: leitura 9086 9294 (208 kWh)

Ou seja, ocorreu um salto isolado entre janeiro e fevereiro, sem qualquer continuidade no mês seguinte.

Diante dessa situação, compareci duas vezes presencialmente à Cooperaliança para registrar reclamação. Técnicos da cooperativa foram ao local realizar verificação das instalações elétricas e informaram que não foi constatada fuga de energia ou irregularidade nas instalações internas.

Apesar disso, nenhuma explicação técnica concreta foi apresentada para o consumo extraordinário registrado naquele ciclo de faturamento. A resposta limitou-se a afirmar que o medidor registrou consumo.

Também foi mencionado, durante o atendimento, que o prédio teria dificuldade de acesso para leitura. Contudo, essa questão operacional não pode ser transferida ao consumidor. Caso exista dificuldade de acesso ao medidor, trata-se de situação que deve ser resolvida pela própria Cooperaliança junto ao proprietário, síndico ou responsável pelo imóvel. Não é razoável que o consumidor suporte cobrança anormal sem explicação técnica por eventuais dificuldades de leitura da concessionária.

Outro ponto relevante é que, considerando os 12 meses anteriores a fevereiro de 2026, o consumo médio da unidade gira em torno de aproximadamente 200 kWh por mês, o que reforça a incompatibilidade do consumo de 660 kWh registrado naquele período.

Importante destacar que todas as faturas estão quitadas, inclusive a fatura questionada, que foi paga de boa-fé.

Diante disso, solicito:

Revisão da fatura referente a fevereiro de 2026;

Refaturamento com base na média de consumo dos 12 meses anteriores;

Restituição ou compensação do valor pago a maior;

Apresentação de explicação técnica formal para o pico de consumo registrado naquele período.

A expectativa é que a situação seja analisada com base nos dados históricos e nas verificações já realizadas no local, de modo a corrigir eventual inconsistência de faturamento.

Aguardo retorno com a solução do caso

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