O que aconteceu
[Editado pelo Reclame Aqui] Retomada de Obras e Falta de Cronograma Edifício Ora Grupo CTV / Progress:
Sou adquirente de unidade no Edifício Ora (Rua do Passeio, Rio de Janeiro). O canteiro de obras encontra-se paralisado há meses. Recentemente, o Grupo CTV / Progress assumiu o controle do empreendimento após a saída da construtora INTI, mantendo a cobrança rigorosa das parcelas financeiras sem qualquer contraprestação física visível.
Após notificá-los formalmente exigindo um Cronograma Físico-Financeiro Macro e a convocação de uma Assembleia Geral, a empresa ignorou o prazo de 3 dias úteis para resposta individual que estipulei em minha réplica e disparou apenas um "comunicado geral" genérico na última sexta-feira.
No comunicado, a CTV afirma de forma categórica que "as obras foram retomadas" por uma "equipe de engenharia". Contudo, na prática de um retrofit, o canteiro segue silencioso, sem fluxo visível de materiais, operários ou evolução real. Além disso, confessam textualmente que o cronograma ainda "está passando por revisão", sem estipular qualquer data para a entrega do planejamento técnico aos clientes.
Não aceitaremos retórica corporativa para justificar o recebimento de aportes financeiros. Exijo, como consumidor adimplente:
1. A apresentação imediata do Cronograma Físico de Metas com a data exata do término da "revisão" técnica;
2. A comprovação do número de operários atualmente ativos no canteiro da Rua do Passeio;
3. A marcação definitiva da Assembleia Geral de adquirentes para prestação de contas.
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4Interações da reclamação
CTV - Construtora Tavares e Videira respondeu
05/10/2026 às 15:52
Prezado cliente, boa tarde!
Compreendemos as considerações apresentadas e entendemos a expectativa dos adquirentes em relação ao andamento do empreendimento.
Esclarecemos que o empreendimento está passando pelas etapas de transferência e continuidade da gestão pela Progress. Por se tratar de um processo que envolve empreendimentos e, principalmente, o sonho de cada cliente, todas as etapas estão sendo conduzidas com o devido cuidado e responsabilidade.
Reforçamos que prezamos pela transparência em nossos processos e que as informações compartilhadas com os compradores refletem o posicionamento e as informações disponíveis em cada momento. Não temos interesse em transmitir informações que não correspondam à realidade ou criar expectativas que não possam ser confirmadas.
As solicitações apresentadas pelos compradores estão sendo tratadas dentro da disponibilidade e das particularidades de cada situação. Caso alguma informação solicitada ainda não tenha sido disponibilizada, isso ocorre porque o material ou posicionamento ainda não está disponível para divulgação.
Os compradores vêm sendo mantidos atualizados e, assim que tivermos novas informações consolidadas do empreendimento, elas serão devidamente comunicadas a todos os clientes.
Permanecemos à disposição para os esclarecimentos necessários.
Atenciosamente,
Equipe do Relacionamento ao Cliente.
Consumidor respondeu
06/10/2026 às 00:49
A resposta da empresa confirma o que denunciei: retórica corporativa e nenhuma resposta concreta.
Em minha reclamação, fiz três exigências claras e objetivas como consumidor adimplente do Edifício Ora: o cronograma físico de metas, a comprovação de operários ativos e a data da Assembleia Geral. A resposta da Grupo CTV / Progress ignorou os três pontos.
Dizer que as informações "não estão disponíveis para divulgação" é um absurdo jurídico e comercial. Se a empresa assumiu o controle do empreendimento, assumiu também o ônus e a obrigação de prestar contas. Não é aceitável que a cobrança das parcelas financeiras siga rigorosamente "disponível", enquanto o direito básico do consumidor à informação seja tratado como "particularidade de cada situação".
Reitero que a alegação anterior de que "as obras foram retomadas" cai por terra quando a própria empresa confessa hoje que não tem dados consolidados para apresentar.
Exijo o cumprimento do dever de transparência real, e não apenas discursiva. Aguardo o envio imediato dos três pontos solicitados por e-mail, sob pena de adoção das medidas legais cabíveis pela total falta de transparência e paralisação contratual.