O que aconteceu
Comprei um imóvel da Cyrela na planta, ainda na fase de pré-lançamento, no empreendimento JP Redenção, em Porto Alegre/RS. O empreendimento foi entregue por volta de setembro de 2022, mas me mudei para o imóvel apenas no final de 2023.
No inverno de 2024, o vizinho do andar de baixo percebeu o aparecimento de mofo no gesso da cozinha e me perguntou se havia algum vazamento no meu apartamento. Na ocasião, respondi que, aparentemente, não havia vazamentos e expliquei que, no meu imóvel, devido à umidade característica dessa época do ano, também aparecia mofo, mas que eu utilizava produtos antimofo e realizava a limpeza, o que resolvia o problema. Ele comentou que faria o mesmo.
Inicialmente, durante a primavera e o verão, o problema não voltou a aparecer. Porém, no inverno de 2025, o mofo retornou com mais intensidade. Por volta do final de novembro de 2025, o gesso do apartamento do vizinho cedeu, abrindo um buraco, e a água começou a vazar para dentro do imóvel dele.
Realizamos um teste e constatamos que, ao abrir a torneira da cozinha do meu apartamento, a água pingava no apartamento de baixo.
Entramos em contato com a Cyrela, e um representante da empresa foi até o local para verificar o problema. Ele tirou fotos, fez vídeos e confirmou que, aparentemente, tratava-se de uma situação que já vinha ocorrendo havia bastante tempo. Na ocasião, informou que a empresa entraria em contato conosco.
Posteriormente, recebemos a resposta de que o prazo de garantia havia expirado havia apenas um ou dois meses e que, por esse motivo, a empresa não poderia fazer mais nada.
Mas como aceitar essa justificativa diante das circunstâncias?
Para que um vazamento chegue ao ponto de provocar um buraco em um gesso de espessura considerável, é razoável questionar se o problema não existia muito antes de se tornar visível. Estamos falando de um possível vício oculto, ou seja, um defeito que já existia, mas cujos sinais e consequências só se manifestaram de forma evidente posteriormente.
Pelo que fui informado, o prazo de garantia aplicável a esse tipo de ocorrência seria de três anos, e o contato com a empresa aconteceu aproximadamente três anos e dois meses após a entrega do empreendimento. No entanto, o fato de o problema ter se tornado evidente após esse período não significa, necessariamente, que ele tenha surgido somente naquele momento. Inclusive, o histórico de aparecimento de mofo desde 2024 e a avaliação realizada pelo próprio representante da empresa reforçam a necessidade de uma investigação adequada.
Diante disso, considero insuficiente a resposta de que o prazo de garantia expirou, sem que haja uma análise mais aprofundada da origem do vazamento e do tempo provável de existência do problema.
Aguardo um posicionamento da Cyrela e, principalmente, uma solução para esse caso. Espero que a empresa reavalie a situação com a devida atenção, considerando os indícios de que se trata de um problema preexistente e não de uma ocorrência recente.
Não costumo utilizar este canal para fazer reclamações. Na verdade, esta é a primeira vez que recorro a ele. Justamente por isso, espero que a situação seja tratada com seriedade e que possamos chegar a uma solução adequada, sem que eu tenha que arcar sozinho com os prejuízos decorrentes de um possível defeito construtivo.
Aguardo retorno. Obrigado!