O que aconteceu
Comprei uma XMAX na LOJA DE PAULO CAR em junho de 2025 e, desde então, a motocicleta vem apresentando diversas problemáticas que têm me causado transtornos e prejuízos financeiros.
Durante a fase de negociação, foi informado que a moto estava totalmente revisada. No entanto, entre a primeira e a segunda semana após a compra, já foi necessário realizar a troca dos óleos da moto, o que gerou estranheza, considerando que havia sido afirmado que o veículo estava revisado.
Cerca de um mês e quinze dias após a compra, surgiu um vazamento de óleo na bengala da moto. Informei o ocorrido ao vendedor, que inclusive mencionou que se tratava de algo que não seria coberto pela garantia. Ainda assim, o serviço foi realizado, não sabendo informar se foi custeado pelo próprio vendedor ou pela empresa.
No dia em que levei a moto à oficina para verificar esse vazamento, também relatei que a motocicleta apresentava instabilidade ao pilotar. Foi constatado que o vazamento era causado por retentores danificados na bengala. Além disso, foi verificado que as pastilhas de freio já estavam completamente desgastadas.
Diante disso, surge um questionamento inevitável: se a moto realmente havia passado por uma revisão completa antes da venda, como seria possível que, em um período tão curto de tempo, surgissem tantos problemas?
Posteriormente, ficou constatado que a moto, na verdade, não havia passado por uma revisão adequada antes da venda, tendo sido comercializada praticamente nas mesmas condições em que chegou à loja. Por se tratar de um problema aparentemente simples naquele momento, optei por realizar por conta própria a troca das pastilhas de freio.
Algum tempo depois, começaram a surgir novos alertas no painel da motocicleta, incluindo a solicitação de revisão e o acendimento das luzes de ABS e da injeção eletrônica. Diante disso, no início de janeiro levei a moto para um diagnóstico mais detalhado.
Para minha surpresa, foi confirmado novamente que a moto não havia sido devidamente revisada. Também foi constatado que o serviço anteriormente realizado nos retentores da bengala não foi feito de forma adequada, tendo sido aplicado apenas um paliativo para conter o vazamento, enquanto os retentores continuavam danificados.
Além disso, o estado de parafusos e de outras peças reforçou ainda mais a constatação de que a motocicleta não passou por revisão em momento algum antes da venda.
Diante dessa situação, foi necessário realizar uma revisão completa, com troca de peças, filtros e substituição correta dos retentores da bengala, revisão essa que me gerou um custo de aproximadamente R$ 1.800,00.
Contudo, os problemas não pararam por aí. Foi diagnosticado também que um dos módulos da motocicleta, responsável pelo funcionamento do sistema ABS, não está funcionando corretamente. Esse defeito explica a perda de potência que a moto vem apresentando durante a pilotagem, reduzindo a velocidade mesmo quando estou mantendo uma velocidade constante. Além disso, começaram a surgir inconsistências no velocímetro, que oscila e em alguns momentos deixa de marcar a velocidade corretamente, o que acarretou em uma multa de velocidade acima da permitida.
Diante desse novo problema, a motocicleta foi levada à concessionária Yamaha, onde está com novo agendamento para um diagnóstico mais preciso, no valor de R$ 280,00.
Diante de todo esse histórico, fica o questionamento: como uma motocicleta pode apresentar tantos problemas consecutivos em poucos meses de uso? Uma moto que realmente tivesse passado por uma revisão adequada antes da venda dificilmente apresentaria essa quantidade de defeitos em tão pouco tempo.
Ressalto ainda que, no momento da negociação, entreguei minha motocicleta como parte do pagamento, totalmente revisada, inclusive com a nota da revisão, acreditando estar adquirindo um veículo em boas condições de uso.
No entanto, o que ocorreu foi justamente o contrário: adquiri uma motocicleta que vem gerando sucessivos prejuízos financeiros e impactando diretamente na minha rotina, considerando que este é atualmente o meu único meio de transporte.
Diante disso, solicito um posicionamento da empresa para que possamos encontrar a forma mais justa de solucionar essa situação, especialmente considerando a possibilidade de se tratar de vícios ocultos já existentes no momento da venda, situação que é amparada pelo Código de Defesa do Consumidor.
Por fim, recebi o laudo técnico, no qual foi constatada a necessidade de substituição do módulo ABS da XMAX. O custo da peça é de R$ 1.870,00, somado à mão de obra no valor de R$ 350,00 e ao fluido no valor de R$ 92,00, totalizando R$ 2.312,00.
Ressalto ainda que mantive contato com a loja por meio de aplicativo de mensagens (WhatsApp), oportunidade em que fui informada de forma simples que a motocicleta já estaria fora do prazo de 3 meses de garantia.
Entretanto, tal justificativa não se sustenta diante dos fatos. Como é possível que, em apenas 7 meses de uso, uma motocicleta apresente tantos problemas consecutivos, se não por falhas já existentes no momento da venda? Não se trata de desgaste natural, mas sim de defeitos preexistentes.
Inclusive, destaquei à empresa que a situação se enquadra como vício oculto, nos termos do Código de Defesa do Consumidor, uma vez que os defeitos não eram aparentes no momento da compra, mas se manifestaram posteriormente, sendo, portanto, de responsabilidade do fornecedor, independentemente do prazo contratual de garantia.
Ressalto que, na negociação, entreguei minha motocicleta como parte do pagamento, totalmente revisada, inclusive com comprovação documental, acreditando estar adquirindo um veículo em boas condições de uso.
No entanto, o que ocorreu foi o oposto: adquiri um veículo com diversos problemas, que vêm gerando prejuízos financeiros e impactando diretamente minha rotina, considerando tratar-se do meu único meio de transporte.
Diante de todo o exposto, solicito um posicionamento da empresa para que possamos encontrar uma solução justa, incluindo a devida reparação pelos prejuízos suportados.